Além da excelente retórica, tanto os discursos de campanha como o de posse de cada um continham as mesmas características na exortação do povo, para um novo ciclo repleto de esperança, transformações e mudanças. Obama segue religiosamente a ideologia de Lincoln, e lembra o estilo de John Kennedy. Cada um teve que conviver com uma situação delicada, inusitada, a ser cuidadosamente administrada quando assumiram o comando da nação.
Eu estava preparando um post para tentar descrever aos leigos como seria a sensação e a engenharia de uma dança punk, mas lendo o Blog do Aurélio desisti da idéia. O cara superou as expectativas e resolvi postar aqui. Acho que a roda de pogo deveria ser estudada pelos psicólogos como alternativa de tratamento para estas doenças modernas! Segue o relato:
Roda de Pogo - A Dança Punk - Por Aurélio Marinho Jargas
"Há mais de 10 anos fui assistir o meu primeiro show punk e desde então sou um freqüentador assíduo (às vezes nem tanto) de shows de punkrock e hardcore em Curitiba.
Diferente de shows de cantores e bandas famosas onde os fãs vão para ver a banda e cantar as músicas, num show punk o objetivo principal é dançar. Uma dança bem peculiar, que até parece uma briga campal com chutes e socos para todos os lados.
Essa é a "Roda de Pogo" (pronuncia-se pôgo), aquele aparente tumulto em frente ao palco, que na verdade é a dança amigável de várias pessoas que estão felizes, chutando o estresse e curtindo um som. Esse documento vai tentar descrever essa dança e as suas características.
Pogo no show do Cólera
O Ambiente, Vazio
Vamos começar com o lugar onde acontecem os shows. Nada de grandes galpões, palcos espaçosos de 2 metros de altura, camarotes, seguranças, jogos de luzes, gelo seco, inspeções sanitárias e dos bombeiros. Esqueça tudo isso. Os shows acontecem em bares, porões, garagens e similares. São lugares comuns e apertados, que às vezes têm um palco.
Então imagine um bar comum, um boteco com balcão e mesas. No fundo, uma porta que está sempre fechada e leva a uma sala pequena, escura e vazia, sem móveis, sem decoração. Essa é a sala onde acontecem os shows. Suas características:
- As paredes são escuras (pintadas de preto ou simplesmente sujas).
- Não há janelas, pois o som não pode escapar para a vizinhança.
- Ventiladores são um extra e ar condicionado não existe.
- A iluminação é mínima, com luzes amareladas e cansadas.
- O cheiro é uma mistura de mofo com fumaça de cigarro, cerveja e suor dos shows anteriores, porém é suportável.
- O chão é grudento.
- No canto da sala tem um "palco", um tablado preto de 20cm de altura onde cabe uma banda de três integrantes. O palco é vazio também, pois os amplificadores, instrumentos e toda a aparelhagem são trazidas pelas bandas.
Extintores? Saída de incêndio? Luzes de emergência? Esqueça.
O Ambiente
O público chega e o lugar fica cheio. Mas cheio no sentido "lotado" da palavra. Não há espaço para se movimentar livremente, é preciso que outras pessoas saiam do caminho para que você possa andar. Tem de tudo: punks de moicano colorido, metaleiros cabeludos de preto, carecas de suspensório, gurizada de 14 anos, bêbados do boteco, surfistas de bermuda e até gurias bem arrumadas.
Os caras (e gurias) das bandas são pessoas não identificáveis no meio do público, que na sua vez vão ao palco para tocar. Nas outras bandas eles são como todos os outros, assistem e participam do pogo.
A porta fica sempre fechada para o som não escapar para a vizinhança e lembre-se que não há janelas. O resultado é que o ar não circula, não se renova. Verão ou inverno, tanto faz. Dentro da salinha é sempre um forno e todos suam. "Calor humano" ganha um novo sentido nesse ambiente.
O cheiro que antes era suportável agora fica realmente forte. São adicionados mais ingredientes à mistura: respiração, flatulência e suor dos presentes, cerveja derramada no chão (Ah, por isso que é grudento!) e fumaça de cigarro (nicotina e maconha). Depois de um tempo você aprende a ignorar o seu nariz.
Devido ao calor do ambiente, a maioria dos caras está sem camisa e pingando de suor, e como todos estão espremidos, o contato de sua pele com o suor de vários indivíduos é inevitável. O tato é outro sentido que você aprende a ignorar.
O lugar é fechado, então as paredes começam a suar. O teto também fica molhado e gotas de sei-lá-o-quê caem na sua cabeça. O chão fica igualmente molhado de suor e de cerveja, passando de grudento a escorregadio. Este é um elemento dificultador do pogo.
Não há seguranças. Não há policiamento. Não há qualquer tipo de controle. O dono do bar raramente se incomoda com o show. As bandas e o público tomam conta de tudo. O bom senso funciona, mesmo tendo vários bêbados e drogados no recinto.
A primeira banda vai ao palco e o show vai começar. São cinco integrantes que se espremem para caber no mini-palco. É comum eles se trombarem durante o show. A primeira fileira da platéia consegue ver a banda toda, o resto do público só vê cabeças. Mas como o objetivo é dançar, ou melhor, pogar, isso não importa.
O Pogo
Ah, o pogo. A razão da existência de um show punk. O momento de alegria e energia quando o punk e o surfista se abraçam, depois se chutam, depois se abraçam de novo e por aí vai. Tudo numa boa.
Pogar é simplesmente "dançar" num contexto punk. O termo "poguear" também pode ser usado, porém é menos comum. O som punkrock/hardcore é forte, rápido e cheio de energia, e a dança reflete essas características. Ao ouvir a música, seu corpo inteiro vibra e a vontade que dá é a de extravasar essa energia: pular, correr, sair chutando o mundo. E assim é a dança, consiste em pulos, correrias e movimentos cadenciados de braços e pernas.
O pogo clássico foi eternizado com o desenho da banda Circle Jerks:
O pogo clássico
O movimento é o seguinte: você anda, dando os passos no ritmo da música. A cada passo, a perna é levantada e esticada, dando-se um chute no ar, como se estivesse chutando uma bola de futebol. Um chute médio, nem fraco nem forte.
Nota: O detalhe é que ao invés de chutar o ar, você chuta outras pessoas, pois estão todos espremidos, lembra? Mas preste atenção, você não está chutando outra pessoa porque você quer. A música faz você chutar o ar e por acaso há outra pessoa no lugar do ar. Tanto o chutante quanto o chutado estão cientes disso, então todos se chutam o tempo todo e isso é normal.
O tronco e a cabeça são movimentados para um lado e para o outro, acompanhando o ritmo e os chutes. É a ginga.
Os braços ficam dobrados em 90 graus e os punhos fechados, fazendo um movimento alternado, para frente e para trás, no ritmo da música. É como um boxeador em posição de defesa do rosto, só que com a guarda mais aberta (os punhos não se tocam) e os cotovelos bem afastados. A cabeça fica levemente abaixada. Esta é uma posição de defesa da cabeça, para evitar colisões. Assim, nos choques o que se bate são os cotovelos e antebraços.
Algumas variações incluem uma posição diferente dos braços, dobrados na vertical e fazendo movimentos para cima e para baixo. Ou ainda dar joelhadas no ar ao invés de chutar.
Então se você nunca viu, imagine a dança. Um boxeador defendendo a cabeça, gingando e dando chutes no ar. Isso é pogar. Agora imagine vários boxeadores suados e fedidos fazendo isso em um espaço minúsculo, se chocando e se batendo o tempo todo. Isso é um pogo.
A Roda de Pogo
A roda de pogo é uma evolução natural do pogo. Com cada um andando em uma direção diferente, os choques frontais são muito freqüentes e a dança fica prejudicada. Apesar de se trombar fazer parte do jogo, se trombar demais impede que se faça a ginga no ritmo da música.
Nada é combinado, mas intuitivamente todos começam a andar para uma mesma direção, diminuindo o caos de colisões frontais. Como o espaço é reduzido, só é possível andar em círculos, ao redor do centro do pogo. Esta é a roda de pogo.
O sentido não importa, mas parece ser mais "natural" andar no sentido anti-horário. Não sei porque, experiência própria.
A roda geralmente se forma na frente do palco, logo atrás do pessoal do gargarejo na primeira fileira. Ela pode ser pequena ou imensa, dependendo do número de integrantes. Geralmente há apenas uma. O resto do público que não quer pogar se acomoda ao redor da roda, levando uns chutes, cotoveladas e encontrões de vez em quando.
No intervalo das músicas a roda pára e todos descansam. É comum ver abraços entre amigos, sorrisos e gritos, típicos de quem está se divertindo bastante. Os sorrisos também são comuns de ver no meio da roda. Chutar e ser chutado faz parte do jogo e todos fazem isso com alegria. É a libertação. É uma grande festa punk.
As Variações da Dança
Quando a banda é realmente boa e todos estão muito empolgados, é comum ver variações do pogo clássico, que podem incluir:
- Rodar a camiseta acima da cabeça e gritar.
- Jogar cerveja para o alto e gritar.
- Subir no ombro de outro cara e rodar a camiseta e/ou jogar cerveja.
- Pular no ar num momento de ápice da música.
- Dar vários pulos consecutivos no ápice do momento de ápice da música.
- Levantar um braço com o punho fechado e cantar frases da letra.
- Levantar os dois braços e com os punhos e olhos fechados cantar a frase da letra que realmente é especial para você.
- Abraçar o primeiro cara que ver na frente e pogarem juntos por alguns segundos. Não ficar muito tempo abraçado que senão é viadagem.
- Fechar os olhos e simplesmente deixar o corpo solto, sendo jogado para todos os lados junto com o pogo.
- Fazer um mosh.
O Mosh
O mosh (pronuncia-se móchi) não é uma exclusividade de shows punk, mas por ser bem freqüente a sua execução, merece ser comentado também. "Dar um mosh" é subir no palco e se jogar de lá, caindo em cima da platéia. O nome gringo é "stage dive", mas eu aprendi como mosh.
Funciona assim: você se joga. As pessoas te seguram não porque querem, mas porque é a única maneira de não se machucarem com o choque do seu corpo, já que o lugar está lotado e não é possível sair debaixo. Por isso é mais sábio pular em cima das pessoas que estão assistindo o show, e não no pogo.
O pulo é uma questão de estilo. Pode ser frontal (tipo mergulho), de costas, com giro, com mortal, braços abertos, qualquer coisa menos pular "em pé". Isso é coisa de frutinha que está com medinho de se machucar. E ainda pode machucar os outros com a pisada.
Aconteça o que acontecer, saia logo do palco. Se você subiu para dar um mosh, corra e pule. Não fique saracoteando ou querendo tomar o lugar do vocalista da banda. Se você quer mesmo cantar monte sua própria banda.
Também não fique feito um trouxa pedindo para que o pessoal se junte para te segurar, ou fazer "cadeirinha". Se não há onde pular, simplesmente desça do palco na boa e volte para o pogo.
LEMBRE-SE: Qualquer permanência não solicitada de mais de 5 segundos em cima do palco é considerada manézisse extrema.
As Regras
Punks e regras não combinam. Mas o pogo é como um mundinho à parte, com as suas regras de conduta e de boa convivência que devem ser respeitadas.
É muito comum para um iniciante ver a roda de pogo e logo concluir: "Ah, saquei, basta socar e chutar todo mundo e estarei dançando". E lá vai o pequeno gafanhoto fazer isso no pogo. Ele com certeza sairá machucado.
Todos no pogo sabem quem são os que estão dançando na boa e os que estão abusando. Qualquer pancada diferente do normal é facilmente reconhecida e a repreensão pode vir verbalmente ou com outra pancada mais forte. "Sem querer", é claro. Brigas no pogo são raríssimas.
Etiqueta do Pogo
Cada um pode dançar como quiser, batendo nos outros de maneira amigável e não intencional, sem abusos.
Se alguém cair no chão (escorregadio, lembra?) os que estão ao redor fazem uma "cabaninha" para protegê-lo e o ajudam a levantar.
Se precisar amarrar o tênis/bota/coturno, faça isso fora do pogo.
Se você achar alguma coisa no chão, entregue para o cara da banda anunciar no microfone no intervalo das músicas.
Uma guria pogando ou dando mosh deve ser encarada como um punk suado fedido. Nada de aproveitar para tirar uma lasquinha. Isso é coisa de mané.
Se você quer que sua namorada pogue, deixe-a. Ficar protegendo a mulher no meio do pogo é ineficiente e atrapalha os demais. Ou deixe-a livre ou saiam da roda.
Pogo e cigarro não combinam, pois brasa quente e caras sem camisa se atraem. Se quiser fumar, saia do pogo.
Cansou? Saia do pogo, não fique parado no meio atrapalhando o fluxo.
Tomou uma pancada forte? Tente identificar se foi intencional ou sem querer. Geralmente é sem querer. Saia da roda para se recuperar. Se foi intencional, marque o cara e depois bata nele "sem querer" também em outra música, para que ele saia do pogo. Se quiser ser mais construtivo tente conversar e explicar o que ele fez de errado.
Bateu forte em alguém sem querer? Peça desculpas na hora para não ser confundido como intencional. Mesmo se desculpando, sair do pogo por alguns minutos pode ser uma boa idéia. Avalie a situação.
Não brigue. Você notou que não há brigas no pogo? Faça a sua parte para que isso continue assim.
O Fim
Terminados os shows, você está exausto, sem ar, com sede, com fome, fervendo, suando e com dores por todo o corpo. As roupas estão encharcadas numa mistura de suor, cerveja e as gotas de não-sei-o-quê que caem do teto. Perder a camiseta é comum, não se preocupe. Seu cheiro é insuportável. Suas roupas devem ir direto para o tanque ou para o lixo. A nuca dói. Há arranhões e hematomas no seu corpo, principalmente no antebraço e nos cotovelos. Seu tênis/bota/coturno está irreconhecível, todo pisoteado e sujo.
E o principal: há um BAITA sorrisão em seu rosto e você se sente renovado, vivo, feliz.
Sobre o autor: Aurélio, 27 anos, programador, baterista da banda de hardcore CORRERIA. Já tocou nas bandas DUMBS, SCARECROW, VALETA e NO SNACKS. Praticante da pogoterapia.
Sobre o artigo: Nenhuma pesquisa ou invenção foram feitas. Todo o conteúdo reflete a vivência do autor. Não há nenhuma pretensão a não ser o registro escrito da experiência.
Toda a pessoa humana é dotada de livre-arbítrio. Único e exclusivo ser vivo a gerar energia no universo através das emoções. E aí está a origem também, do mal. Posto que cada um adquiri os traços de sua própria personalidade, frutos do meio em que vive, da educação e informações que recebe e das influências que sofre, irá gerar as mais diversas reacções. Na ilusão de que somos seres isolados, isto é, quanto mais nos aproveitarmos dos outros numa atitude puramente egoísta, mais lucramos. Criamos uma roda viva de mentiras, dissimulação, e enganos querendo levar vantagem em tudo. Aí está o grande equívoco. Pois na verdade sempre estaremos convivendo em grupos, sendo impossível viver uma vida solitária e exclua. Tudo que fizermos afectará o outro mesmo que este não queira. Daí a importância da disseminação da cultura do Perdão.
Quem de nós já não magoou alguém? Quem, em dado momento já não se ressentiu de alguma atitude negativa de uma pessoa querida, ou de um amigo? Quem já não se sentiu traído, lesado, humilhado? Por certo que a grande maioria já sentiu alguma espécie de mágoa, ressentimento, de rancor, de raiva e ódio, visto que somos razão e emoção, e carregamos todos os resquícios da imperfeição, não obstante todo nosso esforço em viver em harmonia com nossos semelhantes. Todos esses sentimentos funcionariam assim: tomamos o veneno esperando que a outra pessoa sofra o efeito.
O único antídoto contra o efeito nocivo desse mal, seria o Perdão. Só o Perdão normalmente exercitado pode levar à plenitude de uma existência sem traumas. Como a idéia da "Mente sã em corpo são".
Uma pesquisa elaborada via Internet por Marcelo Peruzzo e Milton Malanski em 2001contém em um de seus pontos, a hierarquia de pessoas que mais magoam: 1º- O namorado(a), 2º - Os pais, 3º - O colega de Trabalho, 4º - Amigo(a), 5º - Chefe, 6º - Irmão(ã), 7º - Esposa, 8º - Marido, 9º - Mãe, 10º - Homens, 11º - Cunhado(a), 12º - Sogro(a), 13º - Noivo(a), 14º - Mulheres, 15º - Voce, 16º - Tio(a), 17º - Mundo, 18º - Vida, 19º - Primo(a), 20º - Avo(a), 21º - Filho(a).
Tal pesquisa leva-nos ao campo do relacionamento. Verificamos que a Mágoa vem daquelas pessoas que mais estimamos. Ou, daquelas que estão mais próximas o nós. Pessoas do nosso convívio diário. O próximo mais próximo.
E falando em convivência, não podemos ignorar dois elementos importantíssimos inseridos nesta experiência: a Tolerância e o Perdão.
Perdoar não é esquecer. Perdoar exige de nós um ato mais nobre, o benefício não é tão somente à pessoa que nos magoou, mas diz respeito a nós mesmos. Provoca a cura de um trauma que julgamos difícil demais de curar.
É difícil? É. Só quem sofreu a injustiça da Injúria, da difamação, do engano é quem realmente sabe. Por isso , «Perdoar poderá exigir mais do que temos para dar só por nós», como sugere Maurren Burns. Perdoar, gera um sentimento novo, mais nobre, mais genuíno.
Antes que venha alguém lhe implorar o Perdão, clik aqui. E exercite a arte de perdoar, esqueça a ofensa e a Mágoa. Sempre há tempo.
Fonte: O Caminho do Perdão
Marcelo Peruzzo e Milton Malanski.
Quem perdeu a chance aqui na terra Brasilis de conquistar a fama perene não sendo selecionado para o nosso inuzitado BigBrother9, que estreou ontem na Telinha da famigerada Rede Globo, tem uma nova e inédita oportunidade de, além da fama, (já conquistada não se sabe até quando pelos Brothers escolhidos) ganhar uma bela bolada. O governo de Queensland, na Autrália está selecionando até fevereiro/2009,candidato à vaga de Zelador nas Ilhas paradisíacas da Grande Barreira de Corais. Os canditados deverão enviar video com depoimento e dizer porque gostaria de preeencher a vaga. Além de saber nadar e mergulhar como profissional, o escolhido deverá manter um Blog com imagens e notícias da Ilhas. O salário por seis meses nesse que está sendo considerado o "melhor emprego do mundo" é de 150.000 dólares. A meta do governo australiano, com esta campanha de marketing é arrecadar mais de 100milhões de dólares. Então? se habilita? Afinal quem não foi eleito para um cargo político no último pleito, está desempregado, e terá de enfrentar a crise de emprego no Brasil prevista para este ano, é uma boa pedida!
Acredito não ser este meu Último Clik de hoje, onde encontrei um video interessante que mostra de forma tecnologicamente bem humorada, como o homem comum está sujeito à toda sorte de vícios. Neste caso o sujeito se deu muito mal. Logo se percebe a ausência de qualquer resquício de virtude nesta atitude. Como uma imagem (ou várias juntas) valem por mil palavras, vejam e tirem suas conclusões.
E falando nisso verifique AQUI, um elenco de vícios e como combatê-los através das virtudes.
O que você está esperando para seguir um bom conselho? Talvez a hora que irá precisar? Acha que o blá-blá-blá dos seus avós não tem valor? A experiência dos "Tios" está ultrapassada e hoje existem conceitos novos pra ser feliz? Um conselho dado por alguém seja lá quem for, só terá real valor quando começa a ser seguido(!?). Não podemos desprezar a sabedoria dos mais velhos, nem a lição de erros passados. Enfim, como diriam os sábios, as palavras uma vez proferidas ficam vagando no espaço infinito até o momento de alguém poder ouví-las. Os ensinamentos, as informações, as descobertas, quais sejam escritas, faladas, vistas, veinculadas de boca-a-boca, ou através de imagem não teriam valor algum senão aplicadas no dia-a-dia para a resolução de problemas que normalmente surgem em nossa existência. Reparou nisso? Dizem que, se conselho fosse bom ninguém dava, mas se tivessemos que comprar um conselho de boa qualidade, certamente não teríamos fortuna suficiente para comprá-lo. Existem coisas de grande importância para nossa sobrevivência que não damos o devido valor, mas se nos faltassem não poderíamos viver sem elas, e se tratando de pessoas, encontramos sérias dificuldades em superar a sua falta. Agora, pense comigo...
Nesta semana tomaram posse os prefeitos eleitos. Uns mereceram e levaram. Outros não mereceram mas mesmo assim levaram. E muitos que mereceram não levaram. A depressão pós-resultado do pleito sentida por àqueles que tinham uma verdadeira proposta, com sentido ético para trabalhar para o bem comum dos cidadãos, me chega de forma lamentável. Percebo que no mundo político nem sempre os bens intencionados chegam a frente daqueles reconhecidamente desqualificados para o exercício do cargo público.
Como partidário do voto facultativo, utopia nacional a ser dicutida na tão esperada Reforma Política. Penso que, diante dos artifícios utilizados na política, como o voto de cabresto, paradigma fixado no consciente do eleitor, ou o cabresto do voto e sua obrigatoriedade, ainda influem de maneira negativa na mente do povo brasileiro. Na hora de decidir sobre a escolha de seu representante, me vem a lembrança ainda, da tentação de anular minha escolha, como diz Carlos Henrique Leda, como um exercício pleno de cidadania. O quadro de opções que nos é apresentado com relação à qualificação dos próprios candidatos, é desanimador.
Quanta dúvida diante do poder "ímpio" dos politicos profissionais! Àqueles que querem tão sòmente satisfazer sua ganância de poder.
No entanto, insisto que o voto facultativo não suprime nenhum direito, mas reafirma a liberdade de escolha e nos livraria do estigma do Voto de Cabresto e o Cabresto do voto. Valorizaria o direito de cada cidadão, ir ou não às urnas. Validar sua opção, ou anular o voto como forma de protesto.
É inegável que a Legislação brasileira tenha avançado no aprimoramento do sistema politico-partidária. Houve notáveis progressos: Na Lei de responsabilidade fiscal; nas campanhas, limitando a propaganda eleitoral (showmicios,brindes,etc); fidelidade partidária; na divulgação dos candidatos "ficha-suja"; assim por diante.
Não há dúvidas que existem sérias barreiras ao combate à corrupção e à Reforma politica no país. Há dispositivos que provacam lacunas, brechas que facilitam a prática de "bruxarias", que beneficiam os infratores, inimigos do bem comum.
Especialistas recomendam mudanças.
CONFIRA:
IMUNIDADE PARLAMENTAR (Artigo 53 da Constituição Federal)
Parlamentares não podem ser acusados civil ou penalmente por qualquer uma de suas opiniões. Além disso, só podem ser presos em flagrante no caso de crime inafiançável e com o aval dos membros da Casa Legislativa em que atuam. Situação atual: há uma blidagem dos parlamentares. Mudança: a imunidade ficaria restrita apenas às opiniões, mas não aos crimes comuns.
SIGILO BANCÁRIO E FISCAL (Inciso X do Art. da Constituição Federal)
O artigo 5º torna invioláveis as informações, a vida privada e a intimidade dos cidadãos, o que inclui contas bancárias e declaração ao Fisco. Esse sigilo só pode ser quebrado mediante uma autorização judicial. Situação atual: causa dificuldades na investigação de crimes financeiros. Mudança: fim do sigilo fiscal e bancário de agentes públicos.
EMENDA PARLAMENTAR INDIVIDUAL (Art. 166 da Constiuição Federal)
Prevê a elaboração de emendas parlamentares ao Orçamento da União. Situação atual: as negociações diretas dos parlamentares para liberar as emendas individuais os tornam mais sujeitos a irregularidades, como a que aconteceu no escandalo das sanguessugas, em 2006. Mudança: alguns especialistas defendem o fim das emendas individuais e uma redução no valor liberado para as emendas de bancada. Também pedem que sejam estabelecidas regras mais claras para a liberção dos recursos.
PENAS BRANDAS PARA CRIMES DE CORRUPÇÃO (Código Penal)
Crimes de corrupção são punidos com penas leves. Situação atual: aumenta a sensação de impunidade e diminui o receio de praticar atos ilícitos. Mudança: aumentar as penas para quem comete crimes de corrupção.
FORO PRIVILEGIADO ( Artigos 102 e 105 da Constituição)
Membros do alto escalão do Executivo, Legislativo e Judiciário são julgados em cortes superiores. Situação atual: consideradas cortes próprias par ajulgar recursos, os tribunais superiores são ineficientes para realizar procedimentos típicos do início do processo penal. Mudança: fim do foro privilegiado.
EXCESSO DE RECURSOS PROCESSUAIS (Legislaão processual)
A Lei prevê inúmeras possibilidades de recursos judiciais. Situação atual: a possibilidade de tantos recursos resulta numa demora para a conclusão dos processos. Mudança: rever o Código Processual Brasileiro.
FINANCIAMENTOS DE CAMPANHAS ELEITORAIS (Legislação eleitoral)
As campanhas eleitorais brasileiras são financiadas por agentes privados. Situação atual: o financiamento de empresas a campanhas políticas é considerado perigoso porque abre uma brecha para a troca de favores políticos. Mudança: financiamento público para campanhas eleitorais.
Fonte: Gazeta do Povo-07-12-08 (Caroline Olinda).
ESTA ÚLTIMA NA MINHA OPINIÃO É A MAIS IMPORTANTE. CRIA UM ELO ENTRE CORRUPTORES E CORRUPTÍVEIS. SE TRANSFORMA NUMA CORRENTE DIFISSÍLIMA DE SER QUEBRADA.
Nossa Legislação dá um poder ilegítimo aos nossos parlamentares (politicos), que muitas vezes propagam uma falsa "sensação de democracia" no povo brasileiro, tão carente de educação e informação, agindo sempre como massa de manobra desse corporativismo insensível às verdadeiras necessidades da nação.