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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Lava Jato: Moro e procuradores planejaram divulgar dados [sigilosos] para atacar governo da Venezuela

Em agosto de 2017, após recomendação do então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, os procuradores da "lava jato" se mobilizaram para divulgar trechos de delações premiadas que citassem a Venezuela. Pelo teor das conversas, queriam interferir na situação política do país e contribuir com a oposição ao presidente Nicolás Maduro. "Eles têm direito de se insurgir", disse Deltan Dallagnol, no dia 5 de agosto de 2017.
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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Copa América 2019: seleção brasileira fica no empate sem gols com a Venezuela

A seleção brasileira empatou em zero a zero contra a Venezuela, nesta terça-feira (18), na Arena Fonte Nova, em Salvador. Os comandados de Tite até chegaram a balançar as redes em três oportunidades, mas a arbitragem corretamente anulou os lances dos gols, duas delas após consulta ao VAR. Confira os melhores momentos do confronto válido pela segunda rodada da Copa América 2019.
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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Golpe fracassa na Venezuela; EUA e bolsonaristas perdem [vídeo]

Por José Reinaldo Carvalho* - Na véspera do Primeiro de Maio, quando o governo revolucionário venezuelano convoca o povo para celebrar o Dia Internacional dos Trabalhadores, os golpistas venezuelanos, adestrados pelo imperialismo estadunidense e apoiados pelos governos de extrema-direita do Brasil, da Colômbia e demais países satélites do chamado Grupo de Lima, promovem mais uma intentona golpista, com aparência de golpe militar.

Até agora é um fracasso popular e militar. Malgrado a mobilização de setores da população - os mesmos com que já contava Guaidó - não há, mais uma vez, uma adesão popular majoritária ao golpe. No momento em que escrevemos estas notas, uma multidão está às portas do Palácio de Miraflores brindando apoio ao presidente Maduro. E, pior dos mundos para os golpistas venezuelanos e seus patrões internacionais: ficou evidente que não havia nem há dispositivo militar favorável ao golpe. 

Este é um aspecto saliente, talvez o de maior significado, porquanto desde 23 de janeiro, quando o chefe da Assembleia Nacional em desacato constitucional autoproclamou-se "presidente encarregado", diuturnamente tem dedicado suas energias à mobilização de apoios externos, em atos recorrentes de traição à pátria, e a angariar, em vão, apoios entre os militares venezuelanos.

O que tem corrido o mundo até agora são as famigeradas fake news, inclusive a propalada tomada da base de La Carlota.

As imagens falam alto, mesmo as editadas pelas redes televisivas manipuladas pelo imperialismo: não foram vistas tropas, generais, oficiais e suboficiais comandando divisões e pelotões para executar ou apoiar o golpe.

Falam ainda mais alto os eloquentes pronunciamentos dos chefes militares bolivarianos, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o do Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional Bolivariana (como se chama o conjunto das Forças Armadas nacionais), Remígio Ceballos. Os pronunciamentos desses chefes podem ser resumidos numa palavra: Lealdade - ao povo, à pátria, à revolução bolivariana, à Constituição do país e ao presidente da República legítimo e constitucional, Nicolás Maduro.

As manifestações de países estrangeiros até agora são também claras a respeito das implicações geopolíticas. Os maiorais da política externa e de segurança dos Estados Unidos pronunciaram-se em favor do golpe e seguem ameaçando com a intervenção militar como uma opção válida sobre a mesa.

Por seu turno, a Rússia pediu o respeito aos princípios consagrados do Direito Internacional e reafirmou o apoio à autodeterminação do povo venezuelano, fazendo um apelo adicional contra o derramamento de sangue em favor da paz.

O México, cujo governo devolve o alento democrático e soberanista à nossa região, tão golpeada em período recente pela ofensiva golpista e intervencionista dos Estados Unidos, lança de novo uma iniciativa diplomática de diálogo e paz. 

Em contraponto e contradição com o mandamento constitucional brasileiro e as melhores tradições de nossa política externa de defesa da autodeterminação nacional e da solução pacífica dos conflitos internacionais, o governo Bolsonaro apressa-se a apoiar a intentona golpista, subordinando-se aos interesses estadunidenses. Com isso, ameaça a paz e a estabilidade regional, o que significa um perigo para a própria população brasileira. 

Muito suspeita a viagem, na véspera, do chanceler Ernesto Araújo a Washington, onde se encontrou com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e o assessor especial de Segurança Nacional de Donald Trump, John Bolton, com os quais discutiu a situação venezuelana. Araújo saiu dos dois encontros dando declarações em que repetiu o engajamento do Brasil com a política de estrangulamento que os EUA promovem contra a economia venezuelana e manisfestou ansiedade com tempo necessário para a derrubada do presidente Nicolás Maduro. 

São condenáveis a nota do governo brasileiro, em que faz um chamamento de apoio internacional aos golpe na Venezuela, e as declarações dos generais Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional e Hamilton Mourão, vice-presidente da República, ambos explicitamente favoráveis aos golpe contra Maduro.

Neste cenário, em que o governo reacionário do Brasil e seus militares, associados ao imperialismo estadunidense, somam-se à ofensiva golpista contra a Venezuela, as forças progressistas brasileiras não podem titubear. Manifestar a solidariedade plena com o povo vizinho e irmão e às suas legítimas instituições é um imperativo político ético.  

*José Reinaldo Carvalho, é jornalista pós-graduado em Política e Relações Internacionais, diretor do Cebrapaz - Centro de Jornalistas pela Democracia
VIA
Imagem: reprodução/Foto: Frederico Parra/AgPress/Getty Images 

[Assista ao vídeo abaixo: Militar venezuelano conta que foi engando para dar o golpe - "Este é outra sabotagem da direita golpista que quer que nós mesmos nos enfrentemos, mas já mostramos que não vão poder" (Primeiro tenente Jairo Berterbin, do exército da Venezuela). Muitos militares venezuelanos participaram inicialmente da tentativa fracassada do golpe contra o governo Maduro sem saber, acreditando participar de outra ação das forças armadas. Tão logo descobriram, retornaram à base e se somaram à resistência. Fonte: Jornalistas Livres]


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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

ONU pede diálogo para evitar um "desastre"na Venezuela

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu nesta quinta-feira (24) um diálogo na Venezuela para evitar um "desastre" no país depois que o líder da oposição se declarou presidente interino. "O que esperamos é que o diálogo seja possível e evitar uma escalada que nos levaria a um tipo de conflito que poderia ser um desastre para o povo da Venezuela e para a região", afirmou no Fórum Econômico de Davos.
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Venezuelização?

Por Samy Adghirni* 

Antipetistas alardeiam a ideia de que a reeleição de Dilma Rousseff abre caminho para o Brasil se tornar uma Venezuela. Isso é improvável. Apesar dos arroubos retóricos, Lula e Dilma nunca emularam o chavismo.
Hugo Chávez trabalhou desde sua chegada ao poder, em 1999, para pulverizar tudo o que existia antes dele. A Venezuela mudou de Constituição e de nome, tornando-se república bolivariana. O PT nunca foi revolucionário, embora Lula defenda uma constituinte para reforma política.

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O petismo permeia órgãos federais, mas nada se compara ao aparelhamento à venezuelana. Chávez fechou o cerco à oposição até sufocar os que tentaram um golpe de Estado contra ele.

O desajeitado Nicolás Maduro herdou essa bomba relógio institucional. Acuado por protestos neste ano, recorreu a bandos armados irregulares, os "coletivos", para esmagá-los. Saldo: 42 mortos. Bem diferente de junho de 2013.

Lula passou os dois mandatos construindo pontes --com a classe média, com o empresariado e com velhos rivais. Falta a Dilma essa veia conciliadora, mas ela manteve o arcabouço republicano e evita guerrear a oposição.

Dilma, aliás, reflete a institucionalidade brasileira. Apesar de sua força política, Lula resistiu à tentação de atropelar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato consecutivo. Chávez não teve esses pudores. Enquanto o chavismo governa por decreto, o Planalto continua refém do Congresso.
Se a economia brasileira preocupa, a do vizinho está em vias de colapso, com inflação a 63%, reservas minguantes e desabastecimento geral. Mercados temem um default no pagamento dos títulos da dívida venezuelana.
Lula e Dilma não só deram continuidade a políticas econômicas dos governos anteriores como rejeitaram o modelo venezuelano de controle cambial, expropriação e subsídios em larga escala.
No Brasil, acusações de corrupção são investigadas e passíveis de cadeia. Na Venezuela, é impensável ver presos governistas do nível equivalente a José Dirceu e José Genoino.

O quarto mandato petista está sujeito a retrocessos. Menções à regulamentação da mídia não condizem com o que vem sendo demonstrado.

Por ora, o que está mesmo dando ao Brasil ares de Venezuela não são os políticos nem o apertado placar presidencial, mas a banalização do ódio, propalada principalmente pelo eleitorado inconformado.
A sociedade se deixou dominar pela intolerância. Redes sociais transbordam de aberração. A deslegitimação do "outro" já gera violência física. Sinais de um país dilacerado entre metades surdas e irreconciliáveis. O maior risco de Venezuelização vem de nós mesmos.

*Samy Adghirni é correspondente da Folha em Caracas (Venezuela).
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/193901-venezuelizacao.shtml

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