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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

'Se não defendemos a democracia de forma sistemática, ela se perde', diz jurista que mandou prender Pinochet

Publicado originalmente na Rede Brasil (RBA), por Eduardo Maretti - Conhecido como o juiz que emitiu ordem de prisão contra o ex-presidente chileno Pinochet, o espanhol Baltasar Garzón se define como internacionalista e universalista. "Para mim, as fronteiras não têm sentido, e muito menos as fronteiras que impedem a solidariedade entre os povos.
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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Política: filho de Bolsonaro defende ditadura e diz que o país não mudará 'por vias democráticas'

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), afirmou através do Twitter que "por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos", sugerindo uma ruptura democrática. Em outras palavras, o filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, pregou a ditadura.
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sábado, 6 de abril de 2019

Contos de Carochinha fascistas

Publicado por Ricardo Miranda* - O governo de Jair Messias Bolsonaro quer rivalizar com os irmãos Jacob Grimm e Wilhelm Grimm, papas do Conto de Fadas Infantil. Só quem acredita em Chapeuzinho Vermelho - vermelho, olha a mensagem subliminar! - e o Lobo Mau pode crer que Augusto Pinochet e Alfredo Stroessner, cada um "mito ao seu tempo", foram estadistas de seus países, Chile e Paraguai, e não ditadores sanguinários, partes das penas do Condor que abriu as asas sobre a América do Sul nos terríveis anos de chumbo.
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quarta-feira, 3 de abril de 2019

João Saldanha, o técnico que atormentou a ditadura

João Saldanha, jornalista e treinador, foi demitido às vésperas da Copa por não aceitar interferência do regime militar em sua escalação. Pela coragem, Saldanha ficou eternamente marcado como "João Sem-Medo". Em seu lugar entrou o ex-jogador Zagallo, que comandou a seleção brasileira que ficou conhecida como "as feras do Saldanha". O grande time de craques que conquistou o tricampeonato mundial de 1970, no México. 
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terça-feira, 2 de abril de 2019

A vitória do Abaixo a Ditadura. Por Helena Chagas

Publicado originalmente no site Os Divergentes, por Helena Chagas - O Palácio do Planalto usou hoje [31/03] os meios de comunicação oficiais para divulgar um vídeo elogiando o golpe militar de 1964. Não chegou a ser uma surpresa, depois da determinação do presidente Jair Bolsonaro de que comandos militares relembrassem a data. Apesar disso - ou talvez por isso -, acho que quem ganhou o dia foi a verdade.
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sexta-feira, 29 de março de 2019

Xadrez das contradições do pós-impeachment, por Luis Nassif


"Vou tomar emprestado do governador Flávio Dino uma metodologia para análise de cenários: a análise dos desdobramentos do golpe a partir das contradições que vai gerando e de seus efeitos sobre os principais atores políticos. A partir desse insight, o Xadrez do momento torna-se particularmente instigante.
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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Desilusões, por Luis Fernando Veríssimo

Por Luis Fernando Veríssimo - "Desilusão, desilusão..." O samba "Dança da solidão", do grande Paulinho da Viola, cantado pela grande Marisa Monte, seria um fundo musical perfeito para estes estranhos tempos. Poderíamos chamá-lo de leitmotiv da nossa desesperança, se quiséssemos ser bestas. A desilusão começou quando? Dá para escolher. No fim da ditadura que o Bolsonaro diz que nunca existiu, quando Tancredo ia tomar posse como o presidente civil em 20 anos, mas os germes hospitalares de Brasília tinham outros planos?
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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Hildegard Angel: O Brasil que eu não quero

Publicado originalmente no Jornal do Brasil, por Hildegard Angel - No início dos anos 60, a campanha urdida pelos udenistas, liderados por Carlos Lacerda, assombrava o país com medo do "comunismo" e denúncias de desvios e corrupção. João Goulart seria um corrupto insaciável e Juscelino Kubitschek, que morreu pobre, teria ficado milionário com a construção de Brasília, beneficiando seus amigos.
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Morre Dom Paulo Evaristo Arns, o “cardeal da esperança”

Faleceu nesta quarta-feira, aos 95 anos de idade, vítima de broncopneumonia, o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, uma das pessoas mais influentes da Igreja católica e da sociedade brasileira. Conhecido por dedicar sua vida inteira em defesa dos direitos humanos e dos pobres, Dom Evaristo teve um papel decisivo na história da democracia brasileira. Foi um dos principais nomes na luta contra a ditadura militar (1964-1985) e a favor das eleições diretas para eleger o presidente do Brasil.

Dom Evaristo Arns
De acordo com matéria publicada no El País, Dom Paulo Evaristo, que se declarava torcedor do Corinthians, foi bispo e arcebispo de São Paulo entre os anos 60 e 70. Uma das suas primeiras medidas quando assumiu a Arquidiocese de São Paulo, a segunda maior comunidade católica do mundo, em 1970, foi vender o Palácio Pio XII, residência oficial do arcebispo, para financiar terrenos e construir casas na periferia.

Em 1972, ele criou a Comissão Brasileira Justiça e Paz, que articulou denúncias contra abusos do regime militar. Em 1979, Dom Evaristo Arns chegou a ser fichado no Departamento de Ordem Política e Social (Dops).

Sua história, contada em dois livros lançados pelo jornalista Ricardo de Carvalho, O Cardeal e o Repórter e O Cardeal da Resistência, chegará às telas do cinema com o filme Coragem – As muitas vidas de dom Paulo Evaristo Arns

Arns, juntamente com o pastor presbiteriano Jaime Wright, foi fundador do projeto Brasil: Nunca Mais, “a primeira publicação a denunciar a tortura do Estado, durante a ditadura militar, com base em documentos oficiais. Lançado em julho de 1985, o livro chegou  às livrarias, sem qualquer anúncio. Em duas semanas ele conquistou o topo das listas de mais vendidos.” Dom Evaristo escreveu o prefácio do livro, transcrito abaixo.

Testemunho e Apelo

Dom Paulo Evaristo Arns
  (Prefácio do livro Brasil Nunca Mais)

As angústias e esperanças do Povo devem ser compartilhadas pela Igreja. Confiamos que esse livro, composto por especialistas, nos confirme em nossa crença no futuro.

Afinal, o próprio Cristo, que “passou pela Terra fazendo o bem”, foi perseguido, torturado e morto. Legou-nos a missão de trabalhar pelo Reino de Deus, que consiste na justiça, verdade, liberdade e amor.

As experiências que desejo relatar no frontespício desta obra pretendem reforçar a idéia subjacente em todos os capítulos, a saber, que a tortura, além de desumana, é o meio mais inadequado para levar-nos a descobrir a verdade e chegar à paz.

1. Durante os tempos da mais intensa busca dos assim chamados “subversivos”, atendia eu na Cúria Metropolitana, semanalmente, a mais de vinte senão cinquenta pessoas. Todas em busca do paradeiro de seus parentes.

Um dia, ao abrir a porta do gabinete, vieram ao meu encontro duas senhoras, uma jovem e outra de idade avançada.

A primeira, ao assentar-se em minha frente, colocou de imediato um anel sobre a mesa, dizendo:
“É a aliança de meu marido, desaparecido há dez dias. Encontrei-a, esta manhã, na soleira da porta. Sr. padre, que significa essa devolução? É sinal de que está morto ou é um aviso de que eu continue a procurá-lo?”

Até hoje, nem ela nem eu tivemos resposta a essa interrogação dilacerante.

A senhora mais idosa me fez a pergunta que já vinha repetindo há meses:

“O senhor tem alguma notícia do paradeiro de meu filho?”

Logo após o sequestro, ela vinha todas as semanas. Depois reaparecia de mês em mês. Sua figura se parecia sempre mais com a de todas as mães de desaparecidos. Durante mais de cinco anos, acompanhei a busca de seu filho, através da Comissão Justiça e Paz e mesmo do Chefe da Casa Civil da Presidência da República. O corpo da mãe parecia diminuir, de visita em visita. Um dia também ela desapareceu. Mas seu olhar suplicante de mãe jamais se apagara de minha retina.

Não há ninguém na Terra que consiga descrever a dor de quem viu um ente querido desaparecer atrás das grades da cadeia, sem mesmo poder adivinhar o que lhe aconteceu. O “desaparecido” transforma-se numa sombra que ao escurecer-se vai encobrindo a última luminosidade da existência terrena.
Para a esposa e a mãe, a Terra se enche de trevas, como por ocasião da morte de Jesus.

2. Numa noite singular, chegou à minha residência um juiz militar, que estudara em colégio católico e demonstrava compreensão para a ação da Igreja de São Paulo, empenhada na defesa de presos políticos.

A certa altura, a conversa toma rumo oposto. O magistrado, aparentemente frio e objetivo, se comove. Acaba de receber dois documentos – diz ele – provenientes de fontes diversas e assinados por pessoas diferentes. Dois presos políticos afirmam terem assassinado a mesma pessoa, em tempo e circunstâncias totalmente inverossímeis. E ele, juiz, a concluir:

“Imagine o senhor a situação psicológica, e quem sabe física, de quem chega ao ponto de declarar-se assassino, sem o ser!”

O inquérito sob tortura, ou ameaça de tortura, no entanto, chega a absurdo e inutilidade ainda maiores:

3. O engenheiro, antes de prestar depoimento à Comissão Justiça e Paz, me relata o seu drama.
Nada tinha a temer, quando foi preso. Como, no entanto, ouvira que a tortura era aplicada a quem não confessasse, ao menos, alguma coisa, foi preparando a mente para contar minuciosamente tudo que pudesse, de qualquer forma, ser interpretado como sendo contrário ao regime. Diria até mais do que numa confissão sacramental. Não conseguiu.

Após tomarem seus dados pessoais, fizeram-no assentar-se, de imediato, na cadeira do dragão e, a partir desse momento, conta-me ele:

“Tudo se embaralhou. Não sabia mais o que fizera, nem mesmo o que desejava contar ou até ampliar, para ter credibilidade. Confundi nomes, pessoas, datas, pois já não era mais eu quem falava e sim os inquisidores que me dominavam e me possuíam no sentido mais total e absoluto do termo”.

Como e quando há de recompor-se um homem inocente, assim aviltado?

4. O que mais me impressionou, ao longo dos anos de vigília contra a tortura, foi porém o seguinte: como se degradam os torturadores mesmos. Esse livro, por sua própria natureza, não pode dar resposta plena à questão. Daí o meu testemunho:

Quando foram presos os líderes da Ação Católica Operaria, em fins de janeiro de 1974, tive ocasião de passar quatro tardes inteiras, no interior do DEOPS, na esperança de avistar-me com eles. Eu havia sido chamado para tanto, de Curitiba, onde passava os dias com todos os irmãos, que confortavam a mãe em seus últimos dias de vida.

Durante a longa espera, nos corredores da cadeia, pude entreter-me com delegados que presidiam a inquéritos, semelhantes aos que virão descritos nesta obra. Cinco deles me contaram de seus estudos em colégios católicos e um deles na Universidade Católica de São Paulo. Cada qual com problemas sérios na família e na vida particular, que eles próprios atribuíam à mão vingadora de Deus. Instados a abandonar esta terrível ocupação, respondiam:

“Não dá. O senhor sabe por quê!”

Na sexta-feira à tardinha pude afinal avistar-me com dois dos nossos agentes de pastoral, em situação lastimável, na presença mesmo dos delegados que encarei firmemente.

Um deles, meses após, me esperava, ao final da missa, sozinho, na igreja da Aclimação. Abordou-me, num grito de desespero:

“Tem perdão para mim?”

Só onze anos depois, em março de 1985, fiquei sabendo que, na manhã de 12 de fevereiro de 1974, um delegado fizera subir os presos para anunciar-lhes, com ar triunfante e cínico, que minha mãe havia morrido no dia anterior. Os presos baixaram os olhos e nada disseram.

Lembrei-me então da advertência de um general, aliás contrario a toda tortura: quem uma vez pratica a ação, se transtorna diante do efeito da desmoralização infligida. Quem repete a tortura quatro ou mais vezes se bestializa, sente prazer físico e psíquico tamanho que é capaz de torturar até as pessoas mais delicadas da própria família!

A imagem de Deus, estampada na pessoa humana, e sempre única. Só ela pode salvar e preservar a imagem do Brasil e do mundo.
(Via: https://www.facebook.com/andrea.carvalho.50/posts/1136612403074740)

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

É a política, idiotas

Artigo de Mario Boeira, no Imagem Política - "Quem não é a favor da democracia? Todos são. Até mesmo os tiranos, que a negam na prática, dizem ser a favor. Episódio famoso, que confirma essa tese, se deve ao espírito crítico de Millôr Fernandes, que, convidado para um evento de escritores em Passo Fundo, no período mais negro da ditadura, fez um discurso inflamado sobre liberdade, democracia e direitos humanos. Foi ovacionado de pé pela plateia. Quando os aplausos cessaram, informou que acabara de ler o discurso de posse do general Garrastazu Médici como presidente do Brasil.


Vejam só, o que o dizia o homem que negou com mais veemência os princípios democráticos durante seu governo: “Homem do povo, conheço a sua vocação de liberdade, creio no poder fecundo da liberdade”.

Os gregos de Atenas, a quem a história reserva o direito de ser os inventores da palavra e da prática da democracia, só a permitiam a poucos na sua cidade-estado.

As decisões na grande reunião em praça pública – a Eclésia – eram tomadas apenas pelos homens livres, nascidos em Atenas. Delas, não participavam os estrangeiros (metecos), os escravos, os menores e as mulheres.

Foi somente após as grandes revoluções burguesas, a partir do século XVIII, principalmente na França e na Inglaterra, que este conceito foi parcialmente universalizado.

Surgia a república, com a ideia de representatividade, onde a comunidade através de um processo eleitoral escolhia seus líderes, embora ainda sujeita a restrições importantes, com a exclusão, em muitas sociedades, do voto das mulheres, dos analfabetos e dos despossuídos materialmente, sem contar com os escravos, que não dispunham de nenhum direito.

É sob esse sistema que, com mais eficiência em alguns lugares e menos em outros, vive hoje a maior parte da humanidade: a democracia representativa, onde cada pessoa é um voto e qualquer um – teoricamente – pode chegar ao poder, desde que seja escolhido pelos seus pares.

O poder de uma pessoa ou grupo é transitório e deve ser confirmado tempos em tempos por um processo eleitoral.

Diante desse sistema, se colocam hoje duas possibilidades. Negá-lo, com uma proposta de que alguns grupos – ou uma pessoa – se auto proclamem os representantes da vontade de todos e o exerçam o poder como se escolhidos fossem por outro processo que não o eleitoral.

Caso típico foi a ditadura militar brasileira iniciada em 1964.

A outra possibilidade, é o aprimoramento do atual sistema, retirando dele os entraves que hoje o maculam, como a influência exercida sobre os eleitores pelas mais variadas formas de alienação política.

Seria uma radicalização da democracia. Dentro dessa linha, Tarso Genro, é hoje o único político com representatividade no cenário nacional e intelectualmente preparado, que a defende com coerência e vigor essa linha.

Em seus artigos, infelizmente restritos à veiculação na imprensa alternativa, ele tem defendido a radicalização da democracia brasileira, extremamente ameaçada nos últimos meses pelo golpe desfechado contra o governo da presidente Dilma, pelo poder exagerado assumido pelo poder judiciário e pela corrupção endêmica do Congresso Nacional.

Como Tarso não defende uma revolução social que altere a divisão de classes no Brasil, nem o fim do regime capitalista, podemos dizer, correndo o risco de ser infiel ao pensamento do autor, que o processo de radicalização democrática que ele prega, precisará ser realizado dentro dos quadros políticos atuais, com a efetivação de pelo menos duas medidas: a reforma política, principalmente com fim da intervenção do poder econômico no processo eleitoral através do financiamento estatal das campanhas políticas e a regulação da mídia, com o estabelecimento de um sistema de responsabilidades, que impeça o que ocorre hoje, quando os veículos de comunicação se transformaram em partidos políticos, quase sempre a serviço de causas impopulares.

A grande questão é saber se existe realmente a possibilidade, dentro de uma democracia representativa como a nossa,  de se alcançar estes objetivos (para não falar de outros mais ousados como as reformas agrária e urbana) através dos mecanismos democráticos do chamado estado de direito em que vivemos.

Marx, e quando se fala em política é inevitável não voltar a ele, diz que o sentido verdadeiro da democracia se revela apenas quando ela se liberta do Estado e de toda forma de mediação política.
Para ele, não poderia haver democracia em uma sociedade de classes e a superação dela, começaria com uma proposta aparentemente contraditória, o estabelecimento de uma ditadura provisória de uma maioria da população.

Na visão dele, essa ditadura seria exercida durante algum tempo pelo proletariado, nascido com o advento da dominação burguesa dos meios de produção.

Seria essa classe revolucionária, a única capaz de desconstruir a sociedade capitalista, como a capitalista havia feito com a feudalista e essa, com a escravagista, num processo dialético de teses e antíteses, até se chegar a uma síntese, ainda que também precária, da sociedade comunista.

Todos nós sabemos que a tentativa de dar vida ás teses de Marx, acabaram por fracassar na União Soviética, depois de pouco mais de 70 anos de existência, mas suas teses – na falta de outra teoria – começam novamente a ser discutidas por filósofos e pensadores preocupados com o futuro da humanidade.

A ideia da ditadura do proletariado, proposta por Marx como ponto inicial de uma revolução democrática, parecer hoje superada até mesmo pelo esfacelamento do conceito de proletariado.

Mas, se o proletariado desapareceu como uma classe social homogênea, não desapareceram as incompatibilidades intrínsecas entre os grupos sociais e econômicos que hoje participam do jogo político.

Por isso, é fundamental que os principais jogadores se apresentem para a disputa e façam suas propostas, como está fazendo Tarso Genro.

Na disputa eleitoral entre Clinton e Bush, pai, James Carville, o principal assessor de comunicação de Clinton, explicando as razões para a derrota de Bush, lançou aquele famoso bordão: “ É a economia, idiota”.

Talvez hoje, o que precisa ser dito para todos que pretendem mudar o Brasil e sintam perdidos: o caminho é a política, idiotas."

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sábado, 8 de novembro de 2014

Você sabe o que é o bolivarianismo?


A palavra Bolivarianismo tornou-se moda no Brasil. O termo tem aparecido muito na imprensa, na mídia em geral e também nas redes sociais. Porém, há muita gente usando esta palavra de uma forma equivocada, sem fazer ideia do seu real significado. Você sabe o que é isso?
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terça-feira, 8 de abril de 2014

Documentário resgata política, futebol e rock and roll na ditadura

Por Xandra Stefanel, em Rede Brasil Atual - 

“Pra todos aqueles que lutaram desde 1964, que morreram, que sumiram, que foram torturados, presos e exilados, a Democracia Corintiana bateu o pênalti”, afirma o ex-jogador e hoje comentarista Walter Casagrande no documentário Democracia em Branco e Preto, que será exibido na edição de 2014 da mostra competitiva do Festival É Tudo Verdade nos dias 5 e 6 de abril, no Rio de Janeiro, e 10 e 11, em São Paulo.
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quarta-feira, 19 de março de 2014

Bob Fernandes - "Marcha da Família Alienada" é ópera bufa [vídeo]

Por Bob Fernandes
Daqui duas semanas, os 50 anos do golpe militar que enterrou o Brasil numa ditadura de 21 anos. Num país em que 55 milhões de pessoas usam internet há espaço para dizer e acreditar no que se quiser. Mesmo que seja algo sem pé e, principalmente, sem cabeça. Há quem, no próximo sábado, pretenda reeditar em 200 cidades a "Marcha da Família com Deus".

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Democracia e Ditadura no Brasil. Um breve relato.

O povo brasileiro sabe, ou veio a saber recentemente sobre os anos de obscurantismo vividos no pós-golpe militar de 64. Sob a falsa promessa de se combater o "terrorismo", o regime ditatorial instalado no Brasil entre os anos de 1964 até 1985 renegou os ideais da democracia e os direitos constitucionais. E por conseguinte, privou o cidadão brasileiro de seus direitos da liberdade de expressão e pensamento.
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sexta-feira, 29 de março de 2013

Documentos da ditadura estarão disponíveis na internet a partir de segunda

Agência Brasil

Brasília - Os arquivos e prontuários do extinto Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo, (Deops), órgão de repressão do país no período da ditadura, poderão ser acessados na internet a partir da próxima segunda-feira (1º). Ao todo, cerca de 1 milhão de páginas de documentação foram digitalizadas.
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domingo, 8 de maio de 2011

Riocentro 1981 - liberadas Imagens censuradas do atentado [vídeo]

Decorridos 30 anos do atentado, o programa Arquivo N desta quarta-feira, produzido pela Globo News, trouxe a público depoimentos e imagens censuradas pelo governo militar da época. Duas bombas explodiram dentro de um Puma no estacionamento do Riocentro no bairro da Tijuca, no Rio. No local estavam em torno de 18 mil pessoas que  assistiam à um show de música popular, na noite do dia 30/04/1981, em comemoração ao dia do trabalho. Dentro do carro estavam o Sargento do Exército, Guilherme Pereira do Rosário, e ao volante, o capitão, Wilson Luis Chaves Machado, que sobreviveu. As bombas explodiram antes do previsto.

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Bolsonaro - progressista ou retrógrado?

Não é a primeira vez e certamente não será a última, que o deputado federal Jair Bolsonaro será precursor de mais uma polêmica a repercutir perante a opinião pública. O nobre deputado filiado ao Partido Progressista (?) (PP), em entrevista ao Programa CQC da rede Bandeirantes de televisão, mais uma vez emite declarações sectárias e preconceituosas.
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sábado, 18 de dezembro de 2010

Terroristas - Olhando os dois lados da moeda.

Águas passadas não movem moinho. O dito popular foi recentemente ignorado na essência de sua sabedoria quando da campanha presidencial, cujo resultado levou a primeira mulher, Dilma Rousseff, ao cargo máximo da administração do país. Acontece que a então candidata apanhou duro da Mídia em geral, por ter no passado, participado da luta armada que se opunha ao regime militar do governo da época, nos chamados anos de chumbo (1964-1985). Naquele tempo, era comum os jovens se colocarem contra o regime. Em sua grande  maioria eram adeptos às idéias revolucionárias da Democracia, em confronto com um governo voltado ao despotismo. Quem não estava ao lado do governo era classificado como comunista, subversivo, e terrorista.
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Resgate da história: guerrilha do Araguaia e a Ditadura.

Duas reportagens especiais com depoimentos e entrevistas de pessoas quem viveram e protagonizaram um dos mais importantes momentos da história politica do Brasil. A primeira, produzida pela Rede Brasil no programa Caminhos da reportagem, relata como transcorreu a Guerrilha do Araguaia. Uma luta armada empreendida entre 69 militantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), hoje um partido politico legalizado, mas sem expressão, e 7.200 homens das forças armadas e polícia militar dos Estados do Pará e Goiás. A segunda, um especial produzido pela GloboNews, em dois programas, traz entrevistas contundentes concedidas por dois dos mais influentes generais do Exército durante o governo militar que atuaram nesse período conturbado da história do Brasil.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

A polêmica entrevista do General Leônidas.

Em entrevista à GloboNews sobre os 25 anos de ditadura militar, o então chefe do Estado Maior do 1º Exército (RJ), Gal. Leônidas Pires Gonçalves, chama o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de fugitivo. Uma entrevista reveladora. O General aceitou ser entrevistado, com a ressalva de falar sobre coisas em que participou diretamente, diz não temer controvérsias.

Abaixo a primeira parte da entrevista, e os links das outras cinco encontradas no YouTube, (canal de gilgrespan) onde você encontra outra entrevista com outro General, Newton Cruz, considerado o mais "linha dura" durante os chamados anos de chumbo.
E pensar que naqueles tempos esses Senhores não deixavam ninguém chegar perto. Muito menos se era jornalista.



Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=xjDj7q...
Parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=Od0qhB...
Parte 4
http://www.youtube.com/watch?v=PMSVqN...
Parte 5
http://www.youtube.com/watch?v=qRwgmn...
Parte 6
http://www.youtube.com/watch?v=FWOQRt...

Com todo o respeito ao General, apesar de não serem temerárias, há controvérsias sim. A história comprova, que a verdade vai além, através de relatos de pessoas que viveram aquela época e se transformaram em testemunhas oculares.
Parafraseando o escritor, Celso Lungaretti, "é totalmente inaceitável que os militares insistam até hoje em igualar carrascos e vítimas, na contramão de todo direito civilizado, das determinações da ONU e do milenar direito de resistência a tirania."


Em minha modesta opinião, a atitude do digníssimo General Leônidas, igualmente ao seu colega de caserna, General Maynard Marques Santa Rosa exonerado pelo atual governo, em nada contribui para o bem estar geral do povo e a manutenção da Democracia no país. Justamente no momento em que se instala a Comissão da Verdade, que o General Santa Rosa chamou de "Comissão da Calúnia". Em vista da discussão com a sociedade do Plano Nacional de Direitos Humanos 3, a ser levado ao congresso até o final deste mês.


Como cidadão comum, e sob os auspícios da Constituição Nacional, e por ainda acreditar na Democracia, quero dizer que não concordo plenamente com o que disse o digno General nesta entrevista. Não concordo com a postura daquele exército, que nem de longe representava o verdadeiro exército de Caxias. Como disse Voltaire "não concordo com o que dizes, mas defendo até a morte o direito de o dizeres." 

Há que se ouvir os dois lados da moeda.
Veja o testemunho de algumas pessoas que participaram daqueles momentos da vida nacional. É parte do documentário veinculado na TV Câmara.



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