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sábado, 1 de dezembro de 2018

Política: Ministério Público quer cassar eleição de Fernando Francischini (PSL) por uso de fake news

Por Rafael Neves, especial para o Congresso em Foco - A Procuradoria Regional do Paraná (PRE-PR) pediu à Justiça Eleitoral, nesta quinta-feira (29), a casação do diploma (que será expedido no próximo dia 18) e a inelegibilidade por oito anos do deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR).
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domingo, 18 de novembro de 2018

Retorno ao paraíso! - Mais uma charge do Genildo Ronchi sobre fake news, desta vez explicada nos mínimos detalhes

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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Política: Bolsonaro usa informações falsas ao acusar o PT de espalhar fake news

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), publicou nesta sexta-feira um vídeo afirmando que Fernando Haddad (PT) "espalha agora os mais variados fake news" sobre ele. No entanto, o candidato cita várias informações falsas sobre seu adversário, ou que já foram desmentidas e negadas pelo petista. Bolsonaro começa o vídeo dizendo que "Haddad, após receber de presente uma bíblia, simplesmente a jogou no lixo, zombando da nossa fé".
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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Política: Bolsonaro recusa pacto contra fake news ao chamar Haddad de canalha

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) recusou a proposta do adversário Fernando Haddad (PT) para que ambos unissem esforços para combater a disseminação de notícias falsas, os chamados fake news, nas redes sociais, notadamente através do Whatsapp. Haddad propôs que eles assinassem um protocolo ético em relação ao segundo turno das eleições pedindo uma campanha limpa, sem mentiras e ataques anônimos. Bolsonaro, disse não. 
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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Facebook retira do ar rede de fake news ligada ao MBL antes das eleições 2018

Por Brad Haynes - reportagem adicional de Lais Martins - SÃO PAULO (Reuters) - O Facebook retirou do ar nesta quarta-feira uma rede de páginas e contas usadas para divulgação de notícias falsas por membros do grupo ativista de extrema-direita Movimento Brasil Livre (MBL), disseram fontes à Reuters, como parte dos esforços para reprimir perfis enganosos antes das eleições de outubro.
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sábado, 16 de junho de 2018

Mídia e redes sociais: as notícias falsas e dicas simples para identificá-las


Com a popularização da internet e o vertiginoso avanço tecnológico, as notícias falsas, chamadas fake news, proliferaram de uma maneira acentuada na grande rede. Notadamente através dos blogs e das redes sociais, causando um estrago muitas vezes irreversível. Quando o assunto é política, a questão sempre foi uma ameaça constante. Durante as campanhas eleitorais, vira um fenômeno capaz de influenciar a opinião pública e induzir cidadãos e cidadãs ao erro, no momento de decidirem o voto, nesse ou naquele candidato.
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sábado, 3 de março de 2018

Senado discute proposta para apagar conteúdo considerado fake news

Por Fernando Martines, no Conjur - Os limites entre liberdade de expressão, notícias falsas e interferência criminosa por meio de mentiras em assuntos de interesse nacional começa a ser debatido em nível legislativo. Na próxima segunda-feira (05/03), o Conselho de Comunicação Social do Senado discute um anteprojeto de lei que criminaliza a criação e disseminação de fake news.
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

O desafio das "fake news" nas eleições de 2018

DW/Brasil - Enxurrada de notícias falsas nas redes levam autoridades brasileiras a discutir leis para combater o problema. Especialistas, no entanto, alertam para os riscos à liberdade de expressão. - O filho do ex-presidente Lula é dono do frigorífico JBS. A ex-presidente Dilma Rousseff tentou o suicídio ao se ver encurralada pelo impeachment. O delator Alberto Yousseff foi encontrado morto na véspera das eleições de 2014.
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domingo, 4 de junho de 2017

Pesquisa mostra campeões na divulgação de fake news da semana: G1 e O Globo

Por Antonio Mello, em seu blog - O Monitor do Debate Político no Meio Digital é um projeto que mapeia as redes analisando e medindo o compartilhamento de notícias. Eles recolhem todas as matérias de política brasileira de 118 fontes de 82 veículos de comunicação. 
Esta semana monitoraram a divulgação das principais “fake news”.

Foram dois os boatos que tomaram as redes nos últimos dias:

1. “Delegado que investigava morte de Teori Zavascki é assassinado”

2.  “Irmão de Suzane Richthofen é retirado da Cracolândia” Quem foram os campeões na divulgação desses boatos?

O do delegado da PF: G1 (das Organizações Globo) com 14 mil compartilhamentos.O do irmão de Suzane: O Globo, com 47 mil compartilhamentos. Números completos:

Dois boatos divulgados inclusive pela grande mídia nos últimos dias. O primeiro é sobre a morte do delegado Adriano Antonio Soares que a imprensa erroneamente noticiou estar investigando a morte de Teori.

O segundo é sobre o irmão de Suzane Richthofen que foi detido na Zona Sul, mas grande parte dos veículos noticiou que ele fora encontrado na Cracolândia. Veículos que noticiaram o primeiro boato com variações da manchete: “Delegado que investigava morte de Teori Zavascki é assassinado”

1) Notícias Brasil Online: 14 mil compartilhamentos
2) G1: 14 mil compartilhamentos
3) Yahoo: 13 mil compartilhamentos
4) EM: 10 mil compartilhamentos
5) Veja: 10 mil compartilhamentos
6) Debate Progressista: 10 mil compartilhamentos
7) DCM: 9 mil compartilhamentos
8) Plantão Brasil: 8 mil compartilhamentos
9) Papo TV: 7 mil compartilhamentos
10) O Globo: 7 mil compartilhamentos
11) Infomoney: 7 mil compartilhamentos
12) Exame: 5 mil compartilhamentos
13) Diário do Brasil: 4 mil compartilhamentos
14) Folha Política: 4 mil compartilhamentos
15) Esquerda Valente: 3 mil compartilhamentos

Veículos que noticiaram o segundo boato com variações da manchete: “Irmão de Suzane Richthofen é retirado da Cracolândia”

1) O Globo: 47 mil compartilhamentos
2) IstoÉ: 20 mil compartilhamentos
3) Fernando Francischini: 17 mil compartilhamentos
4) Papo TV: 8 mil compartilhamentos
5) Diário de Pernambuco: 5 mil compartilhamentos
6) Notícias Brasil Online: 3 mil compartilhamentos
7) O Dia: 3 mil compartilhamentos
8) Extra: 3 mil compartilhamentos
9) JC Online: 1 mil compartilhamentos

Cabe esclarecer que muitos desses veículos publicaram notas de retratação, corrigiram a matéria e/ou a tiraram do ar.

Já está na hora de atualizar o refrão: O Povo não é bobo / Abaixo as Organizações Globo.

Fonte: Monitor do debate político no meio digital

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sexta-feira, 17 de março de 2017

‘O Brasil é um país em que o presidente é produtor oficial de notícias falsas’


Por Janio de Freitas, na Folha de São Paulo - Os alemães estão preocupados com o número e os efeitos crescentes de notícias falsas. Seu governo discute, já como anteprojeto, uma legislação duríssima contra empresas que viabilizam redes na internet, quando não eliminem com presteza as notícias falsas e a disseminação do ódio.


No Brasil, providência semelhante seria contraditória, sendo o país, por exemplo, em que um ex e badalado presidente da República e um ministro do Supremo Tribunal Federal propõem que o caixa 2 em política –o dinheiro tomado e destinado em segredo– não mais seja considerado como corrupção.

Ou, mais simplesmente: o país em que o presidente é produtor oficial e contumaz de notícias falsas. Com uso não só da internet, mas de todo o sistema de comunicação informativa do país.

O que Fernando Henrique e Gilmar Mendes pretendem aceitável é a maior causa da grande mentira eleitoral, o mito das eleições livres e limpas no Brasil. Lembre-se, a propósito, que as contas da campanha presidencial de Fernando Henrique foram recusadas pela Justiça Eleitoral, com um grande rombo apesar da contabilidade conveniente. Como diz Carlos Ayres Britto, com brilhante passagem pelo Supremo, o caixa 2 "é eticamente espúrio e juridicamente delituoso".

Michel Temer repete, com a esperança de que o país o ouça, serem as críticas ao projeto de "reforma" da Previdência movidas apenas por interesses. Nega perdas: "Cerca de 63% dos trabalhadores terão aposentadoria integral, porque ganham salário mínimo. Quem pode insurgir-se é um grupo de 27%, 37%".

À parte a dupla indecência que está na proporção dos recebedores de salário mínimo e no valor dele, já desmoralizantes da Previdência e da "reforma", o projeto do governo fere sobretudo os mais carentes. Os de salário mínimo integram a grande multidão que começa a trabalhar mais cedo, na puberdade ainda. Exigir-lhes mais cinco ou dez anos de trabalho, para chegar à nova idade mínima de aposentadoria, é um ônus desumano. E negá-lo é mentir ao país.

O "ministério de técnicos", a "recuperação da moralidade pública", a "retomada do crescimento ainda neste ano" (de 2016!), e tantas balelas mais, formam uma estrada imoral de mão única. Na qual foi erguido há pouco um monumento à indignidade. Recusar-se a reconhecer uma autoria legítima é uma usurpação, seja ou não em proveito próprio. No caso, era.

Michel Temer saiu-se com a bobagem de que "a paternidade da transposição do São Francisco é do povo brasileiro". Sua forma de negar a autoria de Lula, em áspera batalha técnica e de comunicação, e a difícil continuidade assegurada por Dilma. Citou valores errados, sempre em seu favor. E inventou a entrega de 130 mil cisternas.

Para breve comparação: Tereza Campello entrou calada no governo Dilma, permaneceu muda e, no impeachment, saiu em silêncio sobre seu papel no governo. Mas, entre outros êxitos incomuns, fez construir e instalar no Nordeste cerca de um milhão de cisternas.

Por isso a recente seca, brutal, não provocou o abalo e os demais efeitos das secas equivalentes. Observação de valor especial nestes tempos: tamanha obra sem que houvesse sequer vestígio de escândalo, na atividade que mais produziu corrupção e escarcéus na história do Nordeste.
Tereza Campello, a cujo silêncio realizador a imprensa/TV respondeu com silêncio incompetente, foi uma ministra extraordinária.

Quanto a Michel Temer, entende-se por que lhe pareceu normal nomear Alexandre de Moraes, coautor de um livro que assina sozinho, para o Supremo. A veracidade não é o que lhe importa. Como caráter não se vende em supermercado, Michel Temer não recebe informações a respeito.

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sábado, 11 de março de 2017

Jornalista da Folha descobre que MBL dissemina mentiras


Escrito por Miguel do Rosário, em O Cafezinho - O premiado jornalista Gilberto Dimenstein descobriu que umas das fontes mais prolixas de notícias falsas, na internet brasileira, é o MBL, o “movimento social” patrocinado pelo PSDB.

Bom saber.


Faltou talvez Dimenstein admitir que o exemplo foi dado pela grande imprensa, como Folha, onde ele mesmo trabalha, que publicou certa feita uma ficha falsa de Dilma Rousseff. Pega na mentira, a Folha saiu-se com um clássico da pós-verdade (e acho que, na época, ainda nem se usava muito esse termo): “a autenticidade [do documento]  não pode ser assegurada, bem como não pode ser descartada”.

Estou dando apenas um exemplo: a tradição de pós-verdade da mídia corporativa, hoje, é uma rotina diária.

Naturalmente, a mídia é muito mais competente, em produção de mentiras, do que o MBL e sites como o “Jornalivre”.

Outra coisa interessante: Dimenstein também parece ter esquecido que a Folha, onde ele trabalha, passou todo o período de construção do golpe tratando o MBL como um movimento social muito importante. O jornalista não quis ligar os pontos: que o mesmo MBL, tão importante para dar ao impeachment um colorido de “movimento de rua”, sempre abusou da mentira para confundir o debate público.

O Fernando Holiday, que Dimenstein descobriu agora ser um mentiroso contumaz, inaugurou diversas ações genuinamente fascistas na Câmara de Vereadores de São Paulo, como invadir reuniões alheias, apenas para provocar, tentando obter alguns segundos de vídeo que lhe permitisse produzir um simulacro de realidade. (simulacro de realidade é também conhecido popularmente como “mentira”).

Ao final do texto, o jornalista ainda comete uma pequena – quase inocente – sabujice, mas que também é típica de nossos tempos de intolerância política: diz que essa “canalhice” acontece à esquerda e à direita. A observação me fez imaginar um jornalista, após descobrir que o monstro da Noruega que assassinou dezenas de jovens era próximo de organizações de extrema-direita, terminasse sua reportagem ressaltando que essa “canalhice acontece à direita e à esquerda”.

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No Comunique-se
 
Minha descoberta sobre notícias falsas – por Gilberto Dimenstein

Um dos temas mais importantes – talvez o mais importante – das mídias hoje é a disseminação de notícias falsas pelas redes sociais. Algumas das melhores cabeças do mundo estão buscando soluções. O que se tem de concreto é o seguinte: o jornalismo está em alta justamente por ter como missão (muitas vezes não consegue) buscar um mínimo de precisão.

Quero compartilhar aqui minha investigação – e certamente vai ajudar os mecanismos de combate à falsidade. Dirigentes do MBL (talvez por serem muito jovens e não saberem que eu, como repórter, ganhei os principais prêmios dentro e fora do Brasil por minhas reportagens investigativas) começaram a disseminar contra mim notícias obviamente mentirosas. Deixei correr para descobrir as pistas, sabendo que, por inexperiência, rastros seriam deixados.

Vi, então, que um dos disseminadores das mentiras é o líder do MBL, Fernando Holiday. Numa conversa telefônica (gravada), ele me revelou que o texto não era dele. Mas “concordava”. Perguntei-lhe, então, já que ele tinha tanta certeza, qual era sua fonte de informação. Revelou: Jornalivre.

Bastava ele dizer para mim: “peço desculpas, fui induzido a erro”. Tudo teria acabado aí. Não: com mais ferocidade, ele gravou um vídeo reafirmando todas as acusações. Achei estranho. Como estudante de Direito, ele deveria desconfiar de sua fragilidade numa ação de indenização por danos morais. Essa ferocidade aguçou minhas desconfianças.

Pode-se acusar Holiday de qualquer coisa. Menos de burro. Ele tem, no seu universo, uma trajetória de sucesso: venceu as barreiras criadas por ser pobre, negro e gay. Nesse ponto, admito, eu até o admiro. E, sinceramente, apesar de ele ter ideias muito diferente das minhas, também aprecio quem se dispõe a lançar debates contra a corrente – acho que esse tipo de provocação ajuda uma reflexão coletiva.

Por que ele insistiria em manter falsidades que daria para desmontar em 30 segundos? Ele escreveu, por exemplo, que eu tenho um “boteco” na Vila Madalena. Fiz um desafio nas redes sociais que chamou a atenção de centenas de milhares de pessoas: quem provar que eu tenho esse tal “boteco” pode ficar com o imóvel. Gerou então uma caça à comprovação.

Sabia que, ao fazer o desafio, rastros seriam deixados pelos responsáveis dessa engrenagem de fake news para provar que seria mesmo um “boteco”. Perfis falsos começaram a surgir usando o mesmo estilo de escrita de pessoas que eu já conhecia.

Comecei a investigar o Jornalivre que, recentemente, saiu numa lista de sites falsos. O site não é registrado no Brasil. Até aí, ok. Não tem expediente. Nem contato. Fui mais longe e colhi fortes indícios de que a fonte original é um publicitário de uma grande agência de publicidade brasileira, banido desta página por ser um hater. Descobri comunicação, via redes sociais, entre esse publicitário e dirigentes do MBL. Quando tiver as provas materiais, darei o nome. Vocês vão ficar surpresos em saber que alguém assim ocupa um cargo tão importante numa agência tão importante.

Como um site que não tem expediente – ou seja, um responsável – pode ser fonte confiável? Ainda mais para um homem público? Assim se vê a trilha. Monta-se um site falso, impossível de responsabilizar alguém – e uma rede dissemina.

Aviso: essa canalhice digital ocorre à esquerda e à direita.

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Gilberto Dimenstein. Jornalista, escritor e empreendedor. Ao longo de sua carreira, foi contemplado com diversas premiações nacionais e internacionais, incluindo troféus no Prêmio Comunique-se. Na imprensa, colaborou com a Folha de S. Paulo por 28 anos, integrou o time de colunistas da CBN e idealizou o site Catraca Livre.
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Será que você ajudou a disseminar notícias falsas? Vejas os sites e notícias mais compartilhados


Carta Campinas - Aquela notícia espetacular, que chama a tua atenção, pode ser bem uma notícia falsa que você ajudou a disseminar nas redes sociais. Dois levantamentos mostram os sites de notícias falsas mais divulgados no Brasil.

Um estudo do Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP, mostra sites mais compartilhados que publicaram notícias falsas em 2016. Normalmente são sites  que não têm autoria, são anônimos e estão bombando nas redes sociais. Eles disseminam boatos, calúnias e difamações.
http://portal.comunique-se.com.br/on-the-media-lanca-manual-em-portugues-para-identificar-noticias-falsas-na-internet/
Clique  aqui para conferir 11 dicas simples que ajudam a identificar notícias falsas na internet
(http://portal.comunique-se.com.br/)
Veja lista, segundo o estudo da USP divulgado pela DCM (veja texto) e pela Issoénoticia:

* Ceticismo Político: http://www.ceticismopolitico.com/
* Correio do Poder: http://www.correiodopoder.com/
* Crítica Política: http://www.criticapolitica.org/
* Diário do Brasil: http://www.diariodobrasil.org/
* Folha do Povo: http://www.folhadopovo.com/
* Folha Política: http://www.folhapolitica.org/ — que faz um trocadilho com o nome do caderno Folha Poder do jornal Folha de S.Paulo
* Gazeta Social: http://www.gazetasocial.com/
* Implicante: http://www.implicante.org/
* JornaLivre: https://jornalivre.com/
* Pensa Brasil: https://pensabrasil.com/

Outra reportagem, sobre o tema, publicada pela Fundação Perseu Abramo (veja texto), mostra que mais de um milhão de usuários compartilharam notícias falsas em 2016. O texto é de Pedro Camarão e utilizou a ferramenta chamada BuzzSumo para verificar a origem das notícias e se elas são verdadeiras ou falsas.

A ferramenta tem imprecisões, mas segue alguns sites com as notícias falsas detectadas pela ferramenta.

– “Prêmio Nobel de literatura, fala ao mundo: Lula é a fonte de toda a corrupção no Brasil” publicada em folhacentrosul.com.br

– “Lei de incentivo à corrupção” publicada em republicadecuritibaonline.com

– “Executivo morto em acidente de avião denunciou corrupção e foi demitido da Vale por Dilma” do site ilisp.org

– “Pressionada por 21 países Corte de Haia quer novas eleições no Brasil, prisão de Lula e fim da corrupção” do site verdademundial.com.br

– “Moro destrói defesa de Gleisi: Está comprovado que corrupção da Petrobras abasteceu campanhas” do site ucho.info

– “Alguns dos crimes de Mario Soares: traição, instigação ao genocídio, corrupção, roubo, tráfico, enriquecimento ilícito” do site direitapolitica.com

– “Arrogante, Gleisi diz estar ‘acima da PF’ para contestar indiciamento por corrupção passiva” do site cersarweis.com

– “Dirceu implora por liberdade, mas Moro lembra que corrupção mata milhões” do site papotv.com.br

– “Rede Globo será investigada pelo FBI em esquema de corrupção bilionário” do site plantaobrasil.net

– Lava Jato causou prejuízo de 140 bilhões ao Brasil e recuperou apenas dois bilhões da corrupção” do site falandoverdades.com.br

– “PT apodrece na corrupção e é varrido do mapa político” do site istoe.com.br

-“Professor petista preso em esquema de corrupção é criticado pela própria filha” do site jornalivre.com

– “Urgente: Odebrecht põe Dallagnol no ‘chão’ e afirma que o comandante geral da corrupção seria Michel Temer” do site clickpolitica.com.br

– “Bolsonaro é o único candidato a presidente que não foi citado em esquemas de corrupção” do site br.blastingnews.com

– “Acusada mais uma vez de corrupção, senadora Gleisi, vai perder o mandato e ir presa” do site jornaldopais.com.br

– “Jornal dos EUA afirma: ‘Brasil caiu em teia de corrupção durante os governo Lula e Dilma’” do site br.blastingnews.com

– “Trump abrirá guerra contra a corrupção e cita a Lava Jato como exemplo” do site brasilverdeeamarelo.org

– “Mujica é atingido por escândalos de corrupção. Por que não estou preso?” do site lucianoayan.com

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domingo, 20 de novembro de 2016

Qual o verdadeiro peso das notícias falsas?


Também no Brasil, durante o período eleitoral este fenômeno sempre foi uma ameaça constante, influenciando consideravelmente no resultado final das eleições. “Estima-se que, durante as eleições americanas, informações mentirosas tiveram mais de 8 milhões de compartilhamentos no Facebook. Especialista afirma que fenômeno pode, sim, influenciar a opinião pública.”

notícias falsas
"Desde a surpreendente vitória de Donald Trump nas eleições para a Casa Branca, a atenção da mídia se voltou para o fenômeno das notícias falsas, numa tentativa de entender o seu impacto no processo eleitoral americano.

No Facebook, entre agosto e 8 de novembro, data da eleição americana, as "fake news" ganharam mais atenção do que os sites de notícias convencionais, de acordo com o editor-fundador da empresa de notícias digitais Buzzfeed, Craig Silverman.

Foram "notícias" como "papa declara apoio a Trump" ou "agente do FBI que expôs e-mails de Hillary é encontrado morto". Textos com correções também circularam, mas nada comparado às dezenas de milhares de vezes em que as mentiras foram compartilhadas – muitas vezes inadvertidamente – nas redes sociais.

Segundo Silverman, que cita dados coletados do Facebook, as notícias falsas tiveram 8,7 milhões de compartilhamentos na rede social, reações e comentários, enquanto as notícias convencionais obtiveram 7,3 milhões.

Na ânsia de se detectar as influências da polarizada eleição americana, rapidamente, surgiram na rede social e nos sites de notícias acusações afirmando que as "fake news" teriam sido usadas para enganar deliberadamente o eleitorado. Isso levou o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, a anunciar novas medidas para combater o fenômeno.

"Após as eleições, muitas pessoas estão se perguntando se as notícias falsas contribuíram para o resultado e qual seria a nossa responsabilidade em impedir elas se espalhem. Essas são questões muito importantes e eu me importo profundamente em corrigi-las", postou Zuckerberg.

O fundador do Facebook afirmou que "mais de 99% do que as pessoas veem é autêntico", referindo-se aos feeds de notícias dos usuários da rede social.

"Dito isso, não queremos nenhuma fraude no Facebook. Nosso objetivo é mostrar às pessoas o conteúdo que elas vão achar mais significativo, e os usuários querem notícias precisas. Já começamos a trabalhar para que a nossa comunidade possa identificar fraudes e notícias falsas, e há mais coisas que podemos fazer", explicou Zuckerberg.

Alguns críticos afirmam que a política editorial poderia filtrar conteúdo considerado importante para movimentos sociopolíticos, como o "alt-right", um grupo de ideologia de direita visto como uma força motriz por trás da vitória eleitoral de Trump.

Mas dúvidas relativas a seus objetivos políticos surgiram na esteira da bem-sucedida campanha de Trump, que muitas vezes chegou próxima do incitamento ao ódio contra minorias nos EUA, condenando notícias convencionais como tendenciosas.

Mudar, manipular, deslegitimar

Bart Cammaerts, professor de mídia e comunicação na London School of Economics, diz que a ameaça das notícias falsas está na sua capacidade de espalhar sentimentos populistas e transformar a opinião pública, minando as regras da mídia tradicional.

"A diferença entre a paródia e as notícias falsas está na intenção. A produção de 'fake news' não se destina a criticar ou zombar de algo, mas serve antes a objetivos que são inerentemente manipuladores, muitas vezes para mudar a opinião pública ou deslegitimar algo ou alguém", explica Cammaerts.

"Isso tende a ir de mãos dadas com o populismo, com a promoção de várias teorias de conspiração, a rejeição de especialistas e uma rigorosa crítica dos meios de comunicação, que em todas as partes tende a enfatizar o factual em suas reportagens", acrescenta.

O professor da London School of Economics aponta para um fenômeno similar na Alemanha, onde grupos anti-imigração e de extrema direita, como a Alternativa para a Alemanha (AfD) e o Pegida, acusam a mídia tradicional de distorcer propositadamente as suas posições, chamando-a de die Lügenpresse – "a imprensa da mentira".

"Como os alemães são mais conscientes, esse surgimento da política pós-factual, e tudo que vem junto, não é novidade. Ele remete a uma época fascista e antiliberal, que também foi racista, autoritária e acusava a mídia de ser 'die Lügenpresse'", aponta Cammaerts.

Na Europa, problema já é combatido

Em 2015, o órgão fiscalizador dos direitos da mídia na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) publicou uma reportagem criticando a propaganda disfarçada de noticiário, que acabou prejudicando a aproximação entre a Ucrânia e a Europa após a saída do presidente Viktor Yanukovich.

A propaganda em questão empregou táticas semelhantes às usadas pelos sites de notícias falsas durante as eleições americanas, incluindo manchetes enganosas, citações fabricadas e declarações incorretas, o que levou a União Europeia (UE) a criar uma força-tarefa para "abordar as campanhas de desinformação em curso por parte da Rússia."

Segundo Cammaerts, notícias falsas têm sido usadas para angariar apoio a várias causas políticas e representam uma grave ameaça para as sociedades democráticas, seja na Europa, nos EUA ou em qualquer outro país do planeta. Mesmo o direito à liberdade de expressão, muito elogiado pelos seguidores de sites de notícias falsas, tem os seus limites, afirma.

"A liberdade de expressão nunca é uma liberdade absoluta, nem mesmo nos EUA com sua doutrina da Primeira Emenda. Embora espalhar e fazer circular notícias falsas seja parte da liberdade de expressão de alguém, é uma obrigação democrática das organizações de mídia expor esse fato e se opor ativamente contra isso, o que pode significar também a recusa à sua divulgação", diz o professor.

"Acho que o Facebook e Twitter têm responsabilidades editoriais, e por isso é válido que eles ativamente combatam a propagação de notícias falsas. Mas tais decisões editoriais devem ser transparentes", conclui."

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