quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Mudar com criatividade em tempos de crise

Das experiências vivenciadas nos tempos dos estudos acadêmicos, ocorreram fatos e existiram mestres, que por seus métodos e estilo de transmitir conhecimentos, ficaram eternamente gravados em meu subconsciente. Um deles, o prof. José Maria, tinha na “BRAINSTORM”. Isto é, a famosa tempestade de ideias. Que para os aprendizes molambentos do interior, ávidos de sabedoria, se transformara no inesquecível “toró de parpite”. Um instrumental eficaz na resolução de casos apresentados à equipe.

Nestes "casos", era constatado um problema a ser solucionado, ou uma decisão a ser tomada. Ou ainda uma mudança a ser efetivada. Quer no âmbito corporativo, quer no pessoal. E normalmente a idéia aceita era aquela mais criativa. Aquela que comprovadamente trazia algo de novo, inédito. Que questionava as regras sagradas da administração. E não àquela baseada em conceitos ultrapassados que certamente não atingiria o resultado esperado.
Notadamente, essa idéia era mesclada com outras apresentadas, que traziam conteúdo de conhecimento dos fatos, pela experiência e pela cultura dos membros envolvidos, em uma combinação quase perfeita.
Mas, nem tudo era efetivado da maneira como fora concebido. Uma vez que, para o novo projeto fosse definitivamente colocado em ação, dependeria da boa vontade, da disposição, da flexibilidade de cada elemento envolvido.

Talvez, seguindo esta receita bem humorada:


A plena aceitação de que algo deve ser mudado, leva-nos a ter que lidar construtivamente com a flagrante necessidade de adaptação à idéia da mudança. No trabalho, ou até mesmo em nossa família. É livrarmo-nos dos bloqueios individuais, “trabalhar” nossas concepções arraigadas que nos enfiaram goela abaixo, no passado, e que agora não servem mais para nada.

Lembro que participei de vários projetos de transformação dentro da Empresa que trabalhei. No âmbito de estratégias de atuação frente à concorrência, de mudança de mentalidade, de política de pessoal, avaliação de desempenho, de reestruturação de cargos e salários, etc. Projetos inovadores, desenvolvidos para extinguir ações arcaicas e obsoletas, que não correspondiam mais à missão e objetivos da organização.

Era a idéia do novo, do revolucionário no modo de agir profissionalmente, novos conhecimentos, adaptações ao ritmo frenético das descobertas tecnológicas, que ditavam o ritmo e o rumo das coisas. Parafraseando Adriano Cordeiro, era “Pé na porta e soco na cara”, sobre a necessidade de determinação e coragem para mudar o que era necessário para continuar a progredir.

Hoje em dia, mais do que nunca, percebemos que um novo tipo de crise exige novas estratégias criativas. A união, tanto de países como de pessoas, torna-se vital para vencer os obstáculos prejudiciais a todos.

Como diz Mário Persona: “o trabalho em equipe representa a soma dos talentos individuais e não a sua diluição, e o líder carpinteiro que não pode ver uma cabeça saliente já vai martelando até que fiquem todas iguais, é figura em extinção”. Válido para nações, povos, e cada um de nós.

Como dizia o sábio: “Em nossa existência apenas uma é coisa definitiva: a própria mudança”. Não fiquemos, pois relutantes diante dela. Mudar é inovar. Que por sua vez está intimamente relacionado a criatividade.

Você está pronto para inovar? 


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