quarta-feira, 11 de março de 2009

Opiniões sensatas sobre a crise.


A crise existe. Faz muito tempo que não se escutava e não se falava tanto sobre crise como nos momentos atuais, cujos agravantes todos sabem vem dos nossos irmãos do norte, o que nos faz sentir um pouco mais incrédulos quanto ao tempo que teremos de conviver com as conseqüências dos erros cometidos na terra do Tio Sam por executivos inescrupulosos e por que não dizer gananciosos, gestores de uma operação financeira equivocada no mercado imobiliário daquela que seria a nação mais respeitada com vistas ao seu potencial econômico.

Apesar de grandes alardes perpetrados através da mídia, superdimensionado os efeitos desta bomba mercadológica, e contando os excessos teóricos dos economistas, haveremos de nos posicionar com o devido equilíbrio e seriedade diante do pessimismo que pode tomar conta da nação e do indivíduo. Conquanto, há um grande contingente envolvido nesse processo, “peleando” e ajustando seu próprio potencial para superação de novas metas que se apresentam.
Estivemos “garganteando” por aqui com algumas proposições, ilustrações e opiniões tentando entender melhor a engrenagem ou o efeito dominó provocado na economia de diversos países. Inclusive o ilustre sobrinho, Adriano Cordeiro (co-editor) ignorando a onda, fugiu para paradisíacas areias de Guarapari (coisa que deveríamos fazer pra melhor refletir e recarregar as baterias para novos combates), deixou AQUI uma bela postagem sobre este assunto, ou melhor, sobre este fato real, que tem tirado o sono e o apetite de muita gente.
Ontem, conversando com um “importante funcionário-executivo” de uma multinacional com sede aqui no Brasil onde muitas empresas somaram grandes perdas devido ao reflexo nos mercados em geral. Chegamos a conclusão de que, não obstante os sacrifícios e o esforço adicional de cada cidadão, a crise traz a satisfação do cumprimento do nosso dever enquanto responsáveis que somos pela superação e a “solucionática” dos problemas.
Sem querer filosofar, (coisa que gostamos e fazer de quando em quando) me lembro de um ditado popular que gostávamos de mencionar nos velhos tempos em que enfrentamos situações semelhantes e igualmente sacrificantes: "quando a água bate no traseiro, pra não dizer (b@nd%) outra coisa, neguinho aprende a pular miudinho". Isto é, na adversidade é que temos a chance de obter sucesso quebrando a rotina, o conformismo, e a mesmice em relação às nossas funções ou empreendimentos, pois são estes a razão da atividade lucrativa ou do nosso meio de sobreviver, e com os quais estaremos sempre envolvidos de qualquer maneira. É através dos golpes inesperados das famigeradas crises é que poderemos saborear com dignidade, a glória e o prazer dos louros da vitória quer na vida pessoal, quer na vida profissional.
Joelmir Betting, renomado comentarista econômico, jornalista e ancora da TV, mencionou que, o Brasil será o primeiro país a sair da crise, enumerou algumas “máximas” do nosso ministro da Fazenda, Guido Mantega. Entre elas uma pronunciada em 26/02/2009 e repetida no dia seguinte: “Na queda dos grandes Bancos se demonstra o erro de fundo: a avareza humana e a idolatria”. Reserve-se quanto ao peculiar estilo irônico do nobre jornalista, e click aqui para conhecer outras. Em seguida reflita com o texto abaixo, que li no Diplomatizzando e devidamente guardado no GARIMPAGUARA.

A crise segundo Einstein

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.

A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis.

Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la"

Albert Einstein .


Assim como um belo gesto, igualmente as imagens valem por mil palavras. No entanto, se pronunciadas com conhecimento de causa e de forma sensata e honesta produzem efeito equivalente. Por isso separei este vídeo do Godri (um dos meus fantásticos gurus), para finalizar.



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