sábado, 6 de fevereiro de 2010

Coitada da Cobra.

Você já reparou que quase sempre as pessoas se referem às outras e até a si mesmo como se fossem animais?
Então, hoje estou me sentindo como um Elefante. Estou acreditando que possuo uma memória semelhante a deste animal, justamente porque se convencionou que este, tem a memória maior que a dos outros animais.


Incluído aí o animal racional. Sim, eu e você! No momento, estou me lembrando das Serpentes. Conhecida pela maioria como "cobra". Quem já não viu este réptil representado nas formas mais inusitadas, intrigantes e associadas as mais verdadeiras convenções, quando queremos nos referir às outras pessoas?

Antes de entrarmos no mérito da questão, vamos lembrar de como ela aparece em nossa memória. Anaconda, Jibóia, aquelas que devoram um boi ou uma pessoa em uma só bocada. E que dizer então, sobre a história de que foi a "cobra" (serpente) que seduziu a primeira mulher, que depois seduziu o primeiro homem, levando ambos ao pecado original? 

Pois bem, voltemos ao ponto. Você casou com a mulher (homem) dos seus sonhos. Que depois de algum tempo se tornou uma "cascavel". Como desgraça pouca é bobagem,  não deu sorte com a mãe dela. Sei lá! Você não simpatizou com ela. Ela não foi com a tua cara. Pronto! É o que basta para se referir a mãe da tua digníssima esposa como "Jararaca".
Então, você lembra da primeira namorada, que imaginou ser a mulher dos teus sonhos? De repente você decobre que ela era uma "pistoleira". Uma interesseira qualquer. Claro que você termina o relacionamento, e vai se referir à ela como uma "caninana"!  E neste relacionamento você fica com a impressão de que o teu papel foi de um "macaco"! 
E o que dizer sobre aquele teu amigo no qual você confiava e se revelou um amigo(a) da "onça"? Você muda seu conceito sobre ele. Passa a qualificá-lo como, "Víbora".
Doravante, a gente vê por aí coisas escabrosas associadas aos animais e ao repugnante e sedutor animal rastejante.
Tem gente que dança com cobra. Brinca com cobra. "Pega" na cobra,  de qualquer maneira. A associação fica por conta da imaginação.
Não vamos nos esquecer que através do próprio veneno da cobra é extraido o antídoto que irá curar os malefícios de sua mordida. E ela nem pode ser feliz por isso.


Coitada da cobra. Pobre do animal racional! que utiliza outros seres que não tem nada a ver com os problemas de relacionamentos equivocados.

A imagem ilustrativa recebi via Janela lateral.

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