quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dilma Rousseff recebe elogios de governadores da oposição

Na última Quinta-feira (10), a presidente Dilma Rousseff, recebeu em solenidade no Palácio do Planalto, governadores de mais seis Estados para assinatura dos termos de entendimento para ampliação de crédito fiscal. Dentre eles, quatro da oposição, que também estão liberados para contratar novos empréstimos com o BNDES, Caixa Econômica, Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento.
A ampliação dos recursos foi de  R$ 15,7 bilhões, que somados aos já recebidos por outros 10 Estados, chega ao montante de R$ 37 bilhões a mais que devem ser injetados nas economias de 17 estados. Incluindo o Estado do Rio de Janeiro, que será beneficiado pela ampliação de R$ 6 bilhões.

 Imagem reprodução/Blog do Planalto

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a autorização para novos empréstimos faz parte da estratégia definida pelo governo para conter os efeitos da crise financeira internacional. Além disso, "Esses investimentos gerarão novos empreendimentos nos estados, empregos, renda, riqueza e, com isso, o PIB estadual vai crescer e ajudar a aumentar o PIB do país e, portanto, aumentar a arrecadação. É um círculo virtuoso: eles investem, o país cresce, aumenta a arrecadação e a situação fiscal melhora, e eles continuam se habilitando a obter esses recursos", explicou o ministro.

O Governo Federal controla a capacidade de financiamento de Estados e municípios, que assinaram acordos de renegociação de dívidas com a União. Mas não divulga dados relativos à ampliação do limite de endividamento de cada Estado. Aquele Estado que possui contrato de renegociação, está obrigado a seguir um rigoroso programa de ajuste fiscal (PAF), para obter novos limites de endividamento. O Governo prefere manter sigilo quanto a esses dados, "para evitar ciúmes entre os governadores e acusações de favorecimento político da base aliada". Esta é a primeira vez que o Governo divulgou o valor da ampliação do limite de endividamento por Estado. Inclusive convidando a imprensa para assistir ao encontro com os governadores.

Esse "aumento de limite do cheque especial" dos Estados, promovido por Dilma, deixou contente a oposição. Governadores tucanos, renderam efusivos elogios à presidente. Diga-se de passagem, acostumados a "baixar o cacete" em seu antecessor e guru, Lula, culpando o governo federal por todos os males que afligem a República e o povo, a atitude causa assim uma certa perplexidade. Não só no cenário político com em toda a imprensa. Estranho é que Dilma Rousseff, vem angariando simpatia até de seus opositores, não obstante por sua preocupação em apurar e punir atos corrupção de seus ministros, ao contrário de Lula. Até o desafeto confesso de Lula, Arnaldo Jabor, que quer vê-lo morto e enterrado, e volta e meia produzia crônicas eloquentes, reduzindo o ex-presidente à pano-de-chão, também já elogiou Dilma em certa ocasião, mas sem deixar de cutucá-lo.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse: "Grande presidente que trabalha muito pelos paulistas, por todos os Estados e pelo Brasil". Ganhou mais R$ 7 bilhões no limite para endividar o Estado. E ainda apoiou a prorrogação Desvinculação de Receitas da União (DRU) pelo prazo de quatro anos.

O governador do Estado, Teotônio Vilela (PSDB), disse: "Alagoas está com saudades da senhora", agradecendo pela "relação parceira, republicana e extremamente respeitosa para com o nosso povo tão sofrido". Acresceu mais R$ 666 milhões ao limite do seu Estado. 

O tucano Beto Richa, governador do Paraná, foi pródigo nas letras: "Tenho visto que isto se reproduz em todos os Estados, a boa relação com o governo federal. Relação republicana, relação harmoniosa e eu agradeço todos os ministros e em particular à presidenta da República pela cordialidade com que tem nos tratado". Levou mais R$ 1,192 bilhão, para investir no Estado.

Antonio Anastasia (PSDB), governador do Estado de Minas Gerais, foi mais consiso: "Não chegaríamos a este momento, se não houvesse a boa vontade, trabalho coletivo e parceiro". Foi mais específico no agradecimento ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e à equipe da Secretaria do Tesouro Nacional. Poderá contratar mais R$ 3 bilhões.

Elogiou, tá elogiado. Não pode contrariar! Resta aguardar para que os Srs. governadores saibam gerir os novos recursos, e honrar seus compromissos com a União. Efetivando investimentos nas áreas de carência como, saneamento básico, educação, segurança, e principalmente onde há maior necessidade, que é a área da saúde. Que a parceria não fique apenas na retórica, que permaneça pra valer em benefício da população. Que as questões partidárias divergentes, fiquem para a época de campanha.





Fonte: Blog do Planalto.
Informações: Agência Estado.
Imagem: odiariorj.
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