segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Então Deus criou o homem à semelhança do animal

Há milhões de pessoas que adoram os animais e tem afinidade com eles. O ser humano normal possui a tendência nata de se harmonizar com os bichos, ao ponto de dedicar-lhes,  às vezes, mais atenção que aos seus semelhantes. Dizem que, a diferença entre o homem e o animal, é o pensamento. Porém, se observarmos melhor esta diferença torna-se por vezes irrelevante. É que os animais pensam e sentem de modo diferente. Verifique que ao longo da história, o homem vem descobrindo certas qualidades e supostos defeitos, próprios dos animais, que são inerentes a ele mesmo. Comprovando outras sutis semelhanças.
Fidelidade, por exemplo. É uma qualidade atribuída exclusivamente ao cão. Ele jamais trai. É fiel em qualquer circunstância. Até existe por aí uma brincadeira que ele é o único que não consegue disfarçar sentimentos. Sempre abana o rabo com a chegada do seu "dono". Por outro lado, o ser humano é capaz de rosnar quando uma presença não é bem vinda. E dependendo da situação, em vez do afago, ofensa. Tanto faz se homem ou mulher, no momento da raiva o termo "cadela" é pronunciado como palavrão. O humano, na condição de irracional, costuma, por analogia, atribuir o ato da semvergonhice envolvendo a fêmea do cão. Não raro, constatamos situações em que certos humanos se comportam exatamente como certos animais. Perceba que da mesma forma, a harmonia e o comportamento irracional, é comum entre ambos.   

Falando em ofensa, você já reparou que os humanos ao interagir com seus semelhantes, constantemente vivem se equiparando, definindo e se auto-definindo como animais? Tanto para ofender quanto para elogiar, lá estamos nós a clamar pela nossa diversificada fauna, selvagem ou doméstica. A inteligência humana cunhou expressões comparativas curiosas entre  humano e animal que se tornaram recorrentes. Nossa! você está forte como um touro; mais faceiro que vaca de primeira cria. Aqui a mãe dos bezerros presta ao elogio e também à ofensa. Ao se referir a uma pessoa quando em momento de alegria, comum é se ouvir a expressão: feliz como pinto no lixo. E quem já não viu um sujeito alinhado feito um pavão. Ou então, dócil como um pássaro, calmo como um carneiro. Teimoso como um jumento. Estúpido como um asno. Adjetivos somente? Não. São semelhanças entre animal e homem.

Quadrúpedes, bípedes, vertebrados e invertebrados, carnívoros e herbívoros, lembram homens e mulheres, que relacionando-se deixam vir a tona as ditas semelhanças. Flagrantes, à medida que aumenta a intimidade. Quem não sabe, que o homem conforme a ocasião, se refere à mulher como, pombinha, coelhinha, borboletinha, e outras "inhas" mais. E quando o bom relacionamento já era, e as regras da boa educação foram para o espaço, a gentileza é uma simples palavra, então a mulher passa a pertencer a outro grupo de animais. Aliás, estes não tem nada a ver com essa história. Mas, os humanos persistem na ideia de se comparar com os animais. E cá entre nós, Deus, em sua infinita sabedoria, quis aproximá-los para uma vida em harmonia. Mas o humano, por egoísmo quase sempre rouba do animal, o instinto, que lhe é exclusivo.    

Acabou a paixão, a mulher está prestes a virar uma cobra, uma tigra (como dizia Vó Leonor) ou uma onça, como diria o desiludido amigo. Enfim, de um inofensivo e afável animal se transformará na mais temida fera. Indomável como uma rinoceronte fêmea, traiçoeira como uma caninana, leviana como uma galinha, maldosa como uma raposa.

E o homem? Ah! ousou pisar na bola, derrapar na curva, sair fora da casinha, além de ouvir o palavrão mais comum (cafajeste), logo a seguir será: cachooorrro! Pobre do cão, que se pudesse reclamar, diria: "me deixe fora disso, sou simplesmente um animal, não um palavrão". Logo ele, tido como o melhor amigo do homem. E o homem, ontem um leão, um garanhão, atraente como um gato, esperto como uma águia, hoje um simples cavalo pangaré; um burro, um macaco malandro.

Sem maldade. Ouvi dizer que a mulher sonha em casar com um homem rico e bonito, além de possuir a qualidade de um "carneirão", combinada com a de um "garanhão". Benza Deus! até rimou.




Crédito da imagem: prwagnerdesalles

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