quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mídia Brasileira - Leia com moderação

A Mídia brasileira, em geral flagrantemente desfavorável ao governo Lula, esteve o tempo todo ao lado da oposição quando da última campanha presidencial que elegeu Dilma Roussef para presidente. A partir daquele momento, é incontestável que os grandes meios de comunicação do país assumiram em definitivo a postura não recomendável de um partido político. Ao abandono da boa prática jornalística, e do compromisso de produzir informações verdadeiras, perde-se no labirinto obscuro das denúncias contra o Governo atual.
Com base em testemunho suspeito, de elementos que tramitam nas vielas da corrupção, a se alimentar do sangue podre de organismos governamentais mal geridos, e há muito já contaminados, publicam o que querem, não o que você precisa realmente. É o que acontece desde os tempos idos, quando da transição para a Democracia . A mídia, mais confunde do que esclarece. Ao informar sobre as denuncias de corrupção, sistematicamente negligencia os princípios éticos do jornalismo, prejudicando o esclarecimento da verdade dos fatos.

Denuncia e condena de modo implacável, que intempestivamente se antecipa aos trâmites legais da justiça gerando um clima negativo na sociedade. Trabalha o inconsciente do cidadão comum, com inconsequente insensatez ao ponto de confundir a mente do leitor, ou do telespectador, já atribulada com tanta notícia ruim sobre a política brasileira. Da mesma forma, não lhe permite formar juízo equilibrado, despejando uma enxurrada de informações imprecisas, meias-verdades, que no dia seguinte não tem valor nenhum.

Infelizmente, o estrago é irreperável. Veja abaixo um exemplo, que pode causar  uma reviravolta no caso da denuncia que resultou no escândalo de corrupção, envolvendo o governador do Distrito federal, Agnelo Queiroz. O caso mudou tão rápidamente que nem deu tempo da maioria tomar conhecimento da história. 




Anteriormente, o lobista que protagonizou toda a denúncia, Daniel Tavares, um ex-funcionário da indústria farmacêutica União Química, havia acusado o governador de cobrar e receber propinas. Leia aqui as duas versões do caso.

Na história política recente do país, podemos observar que a mídia brasileira demonstrou claramente sua posição político-partidária, favorecendo este ou aquele candidato. Foi assim quando exaltou a figura do ex-presidente Collor de Mello ao ponto de influenciar, de forma anti-democrática, na campanha presidencial que o levou à vitória contra Lula. Não demorou para que o país fosse envolvido em uma trama de corrupção e escândalos  resultando no impeachment do então presidente, em 1992. Caso em que a mídia também  participou efetivamente, incentivando a propagação do movimento "Caras pintadas", que exigia a saída do ex-presidente.

Logo adiante, chega ao poder Fernando Henrique Cardoso, ovacionado pela mídia como pai do Plano Real, que chegaria para estabilizar a economia. Novamente a mídia escolhe seu lado na política omitindo a verdade sobre o Plano, que foi concebido no governo anterior, de Itamar Franco. Aliás, o programa foi coroado de êxito, tanto que persiste até os dias de hoje colhendo resultados positivos. A equipe econômica do governo FHC soube conduzi-lo, em vista das contra-indicações inevitáveis que sobrevieram à época, como desemprego e recessão. Efeitos sentidos apenas pelo cidadão brasileiro, relegado à condição de coadjuvante no sucesso dos Planos de governo. Seja ele representado por qualquer partido político que seja. A Glória maior pertence inquestionável à sociedade brasileira. Outra coisa que a mídia deixa de levar em consideração. Permeia-se apenas pelas questões políticas. Obviamente, optando pelo lado que atenda suas conveniências, em detrimento do bem comum.

Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, ficou famosa uma frase dita por um ministro - O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde. Se, formos comparar o governo representado por Lula com o de FHC, no que pese ambos terem feito coisas importantes para o Brasil, enquanto o segundo criou mecanismos importantes para a governabilidade do país, o primeiro melhorou a vida de milhões de brasileiros com conquistas sociais, devemos lembrar que tanto lá como cá, a corrupção correu solta. 

Persiste, agora com Dilma Rousseff. Mas, como o pau que dá em Chico, é o mesmo que dá em Francisco, como diziam os antigos, os dois últimos presidentes tiveram que enfrentar escândalos de corrupção que marcaram suas gestões, prejudicando a nação e o povo. Ambos, tramitaram entre o vício e a virtude, reféns de acordos políticos para garantir governabilidade. Nenhum um dos dois poderia reclamar o título de Paladino da moralidade. Porém, há uma grande diferença entre os escândalos de corrupção no governo de FHC, e os que ocorreram no governo de Lula, que permanece estigmatizado pelo maior deles, batizado pela mídia de "Mensalão". 

A diferença está justamente no comportamento da mídia em relação aos dois governos. Como mudou as cabeças, mudou a postura da mídia brasileira. Se, antes condescendente para com àqueles, como poderia de repente se tornar tolerante para com estes? Daí, não é difícil entender o porque da frase do famoso ministro Recupero. À época, os escândalos vinham à baila, e logo, logo desapareciam da mídia. Eram discretamente varridos pra debaixo do tapete. O momento era oportuno para que a mídia pudesse agir com determinação a favor de seus comensais. Comprovadamente a mídia, através de diversos meios de comunicação, TV, revistas, jornais, revela que não se importa com a imparcialidade. Pródiga em crucificar alguns, e excessivamente prudente ao julgar outros.

Segue assim até a ultima campanha presidencial, quando mentiu descaradamente ao publicar matérias tendenciosas, com o objeto de prejudicar uma facção partidária em detrimento de outra. Não passaram nem 24 horas, foram desmentidas. Um verdadeiro atentado aos princípios democráticos. Um desserviço à sociedade, confundindo os mal informados eleitores.  

Manifestar-se contrário e denunciar irregularidades do poder público, são prerrogativas garantidas  pelo direito da liberdade de pensamento e expressão, um direito universal. Porém, há que se utilizar de forma equilibrada e responsável de modo a ressaltar a verdade, e jamais na tentativa de manipular pensamentos. Mas, o que comumente vemos na mídia não é bem isso. E sim, uma batalha suprapartidária pelo poder.

Felizmente, o progresso tecnológico permite que atualmente as pessoas se tornem cada vez menos manipuláveis. Com o advento da Internet, é possível buscar fontes alternativas de informações, que não aquelas enfiadas goela abaixo do cidadão pela mídia corporativa. Que na maioria das vezes, quer vender uma mentira como se fosse verdade, notadamente no campo político. Nem que para tanto tenha que admitir o conluio pernicioso com o poder político dos partidos de oposição. São ações jamais se reverterão em benefício da sociedade. Afinal, o povo é apenas um detalhe. Como disse uma vez alguém do meio, quando foi preciso iludir mais uma vez.

Diante de uma revista semanal qualquer, ou de um editorial de capa desses jornalões que temos por aí, o recomendável é ter cautela. Ressalvada a competência e imparcialidade de alguns profissionais que ali atuam, uma investigação rápida permitirá verificar se nas entrelinhas não há interesse puramente político. Ler uma segunda vez também é válido. Para definitivamente convencer-se do real valor da matéria, e se ela não tendenciosa.





Com informações: Congresso em foco.
Imagens:dialogosinsensatos.

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