terça-feira, 19 de junho de 2012

Pontos básicos da Rio+20

Assuntos como meio ambiente, Rio+20 e desenvolvimento sustentável, há alguns dias predominam a pauta da mídia em geral. Com a Conferência  da Organização das Nações Unidas (ONU) em pleno curso no Rio de Janeiro, ainda ouviremos muito sobre esses temas nos próximos dias. Veja algumas informações básicas sobre o que trata a Rio+20, que podem ajudá-lo a manter uma conversa consciente sobre o assunto.
Uma síntese prática dos principais temas que estão em debate, e como eles tem relação com a nossa vida, a preservação dos recursos naturais, e o futuro da planeta, para não passar batido. No final deixo um link para download de arquivo em PDF destinado ao público infantil, explicando tudo de forma bem simples, mas proveitoso para qualquer faixa etária. 

A Rio+20 não trata somente de desenvolvimento sustentável, mas também de aspectos sociais e econô­­micos. De um modo geral, significa garantir as necessidades da população mundial sem comprometer os recursos naturais e prejudicar o meio ambiente. O foco é criar novos pensamentos sobre a utilização e desenvolvimento da tecnologia, de forma a não comprometer a qualidade de vida das gerações futuras. A propósito, o Senado brasileiro se organizou para participar efetivamente da Rio+20. 

O Jornal do Senado, com apoio da Secretaria-Geral da Mesa e da Consultoria Legislativa, selecionou vários projetos de lei e propostas de emenda à Constituição (PECs) que tratam sobre temas como biocombustíveis, criação de unidades de conservação da natureza, preservação de florestas em propriedades rurais, reciclagem, energia, entre outros, que estão sendo debatidos pelos parlamentares. O Jornal também elaborou um encarte que será distribuído durante a Rio+20, assim chamado em referência ao evento da ONU que ocorreu na capital fluminense há 20 anos. 

 Reprodução/http://www.rio20.gov.br/

Durante várias horas foi discutido na Rio+20, o modelo de "economia verde", em relação a criação de empregos que preservem o meio ambiente. Considerado um dos pontos principais da Conferência, ainda não foi definido um documento oficial sobre o assunto. A discussão segue no próximos dias. 

Outro tema central da Rio+20 diz respeito à "capacidade de organizar instituições fortes para colocar em prática os objetivos estabelecidos durante a conferência. O Programa das Na­­ções Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) não possui autonomia, dinheiro e for­­ça de pressão como outras estruturas da ONU, tal qual a Organização Mundial do Comércio (OMC), que conta com instrumentos efetivos para forçar os países a cumprirem regras e compromissos".

O impacto das ações do homem nas mudanças climáticas e  formas de preservação da floresta amazônica não são temas exclusivos da Rio+20. Esses temas serão debatidos em eventos paralelos. Dentre as discussões da Rio+20, está por exemplo, uma nova forma de mensurar a riqueza de um país. A ONU não concorda com a forma de cálculo utilizada. Julga que a metodologia de cálculo não leva em conta " a que custo ambiental aquele suposto crescimento foi conseguido". Outra discussão polêmica gira em torno da  transferência de tecnologias para os países mais pobres, para que estes consigam gerar mais empregos "verdes".

Na última etapa da conferência, que acontece nos dias, 20, 21 e 22 de junho, representantes e chefes de Estado deverão assinar um compromisso em tomar atitudes para defender o desenvolvimento sustentável. Com isso, fica estabelecido um pacote de regras a serem cumpridas ao longo do tempo, com base nos assuntos discutidos. 

Contudo, para garantir que os recursos naturais necessários para a vida das gerações futuras, é necessário muito mais que a prática de hábitos simples de economia, como fechar a torneira enquanto se escova os dentes ou quando se faz a barba. Há necessidade do comprometimento de todas as pessoas e da mudança de atitudes simples no dia a dia. Como por exemplo, a obrigação de separar o lixo doméstico orgânico e o lixo que pode ser reciclável. Muita gente não sabe como fazer isso, ou acha que não é importante fazer isso.

Resta saber quem irá pagar a conta do desenvolvimento sustentável que todos querem, cujas obrigações começam a ser definidas nesta Conferência. Os países ricos, justamente aqueles que mais lucros obtiveram ou ainda obtém com depredação do meio ambiente, já anunciaram que não estão dispostos a arcar sózinhos com os custos das metas serão fixadas no novo projeto mundial, de extrema importância para o futuro do planeta.  

Para obter mais informações acesse o site da Rio+20.

Clique para baixar arquivo PDF elaborado para ajudar crianças e adolescentes a saber mais sobre o assunto.


Fonte: GazetadoPovo/vidaecidadania/meioambiente/Katia Brembatti/
Imagem: JuventudeBA.
           

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