quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Coletânea do Radicci com piada no final - cartoon do Iotti

Recebi por e-mail de vários amigos uma coletânea de tirinhas muito divertida, e quero compartilhar com os leitores e amigos do Blog do Guara. Descendente de italianos, como grande parte da população dos Estados do Sul, me interessei pelo personagem Radicci. Justamente por retratar com perfeição, os usos e costumes  do patriarca de famílias de antigos colonos italianos e seus membros. Exclusivamente no modo de falar, com o típico sotaque italiano.
Muitas dessas famílias viveram e ainda vivem, não só no interior do Estado do Rio Grande do Sul, mas também nos Estados do Paraná e Sta. Catarina.

Dei uma fuçada pelo Google e descobri que o personagem Radicci, foi criado em 1983 pelo jornalista e cartunista, Carlos Henrique Iotti. Ele é natural da cidade de Caxias do Sul-RS, nascido em 27 de Fevereiro de 1964. O Radicci foi o personagem que lhe deu fama, junto com a família (Genoveva, Guilhermino, Nôno, Tia Carmela). Ma houveram outros, como "Adão Hussein" - um gaúcho típico das bandas de Vacaria.


Iotti ganhou o HQ Mix, prestigiado prêmio de quadrinhos brasileiro, e tem várias atividades ao setor de comunicações, como registrado em seu site oficial. Ele também criou uma página exclusiva para os cartoons de Radicci & Cia.  Humor simples feito de uma forma genuína, que garante momentos de bom humor, e riso certo.
   

Veja abaixo alguns dos quais me enviaram, que me fizeram virar fã de mais este cartunista.









Duas características marcantes desse povo tido como "tutti bona gente", é de falar "palavrão" a toda hora, e movimentar as mãos enquanto fala. Dizem os "linguas prêtas" que descendente de italiano que não puder gesticular enquanto fala, fica mudo.

Eis aqui uma boa piada do Nôno.

Nôno no fim

Nôno estava hospitalizado e os filhos, netos e bisnetos vieram de todos os cantos do mundo.
Os médicos deixaram que os parentes levassem-no para a sua casa, para cumprir seu último desejo, o de morrer em casa, ao lado de seus queridos.

Foi para o quarto e as visitas foram se revezando para tentar consolar e dar conforto ao Nôno em seu derradeiro momento.

De repente o Nôno sentiu um aroma maravilhoso que vinha da cozinha.
Era a Nona tirando do forno uma fornada de pastiére de grani italiani.
Os olhos do Nôno brilharam e ele se reanimou.

Então, o Nôno pediu ao bisneto que estava ao lado da cama dele:
- Piccolo mio, vai na cojina e pede um pedaxo de pastiére pra Nona.
O guri foi e voltou muito rápido.
- E o pastiére? - perguntou o nono.
- A Nona disse que não!
- Ma per que non, porca miséria, ma que véquia desgraciata! Quê que esta putana falô?
- A Nona disse que é pro velório!
  


Fonte: Iotti

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