sábado, 13 de setembro de 2014

Sectarismo e preconceito: associação de empresários de Ponta Grossa é alvo de investigação do MP

É inacreditável e surreal o que propôs, em Cartilha, a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG).O documento encaminhado aos candidatos locais a cargos públicos em todos os níveis nas eleições deste ano, sugere a suspensão do direito de voto dos cidadãos beneficiados com programas de transferência de renda. Seja ele oriundo da esfera municipal, estadual ou federal. Como é, por exemplo, o Bolsa Família.

O segundo ponto sugerido pela associação no documento, igualmente perverso e anti-democrático, é a redução dos direitos trabalhistas. Convenhamos, uma atitude tão draconiana quanto reacionária, própria de alguns setores impregnados de preconceito e sectarismo. É despotismo caracterizado que impede o progresso, a paz social e o desenvolvimento das comunidades. Uma atitude que merece o repúdio dos homens de bem, que lutam pela redução das desigualdades e pelo bem estar geral de toda uma sociedade. 
   
Esta cartilha faz parte da campanha elaborada e aprovada pela diretoria da entidade com o apoio dos associados de 21 setores do empresariado ponta-grossense. E tem como título: Proposta da ACIPG - Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa para os Candidatos Locais à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa do Paraná.

"Não pedimos que os candidatos aprovassem ou discordassem das propostas, quem não quiser apoiar que não apóie", diz o presidente da ACIPG Nilton Fior, diante da reprovação de alguns candidatos e outras entidades de classes contrárias à proposta. Segundo Fior, o texto será apresentado também aos candidatos que disputam a Presidência da República.

A iniciativa ACIPG causou indignação e repercutiu em todo o Brasil, por ferir direitos universais básicos previsto na Constituição. Como o direito ao voto e a igualdade de todos perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. O Ministério Público do Paraná, através da 6ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa instaurou inquérito civil público (nº 0113.14.0014.001414-4) para investigar se houve ação preconceituosa e discriminatória por parte da associação. 

Como parte do procedimento, o MP-PR encaminhou ofício à ACIPG dando  prazo de 15 dias para para que apresente suas suas explicações. O mesmo ofício também foi encaminhado para a Secretaria Municipal de Assistência Social, solicitando qual o número de beneficiários do Bolsa família e de outros programas existentes no município, bem como o valor médio dos benefícios. 

Como residentes da cidade, chamada Princesa dos Campos, temos muito a lamentar. Pois, Ponta Grossa e o seu povo não merece uma atitude prepotente e desagregadora do ponto de vista social, como a que assume neste momento a ACIPG.


(com informações de: aRede/Diário dos Campos/Estadão
Imagem: reprodução/google

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