terça-feira, 5 de janeiro de 2016

As barrigas de 2015, as besteiras que o ódio produz

A exemplo do jornalista Pedro Zambarda, que publicou um artigo com 20 furadas épicas da imprensa brasileira em 2015, replicado aqui, o blogueiro e também jornalista Fernando Brito responsável pelo Tijolaço, selecionou em um post algumas "barrigas" cometidas pelo jornalismo brasileiro durante o ano que passou.
"Barriga", no jargão jornalístico significa uma matéria com informações falsas ou erradas.

Brito, que além de tudo acredita serem besteiras carregadas de ódio, foi buscá-las em uma página no tumblr, denominada Barrigas 2015. E acrescentou uma "obra de arte de Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. 

Particularmente tenho leve desconfiança com as tais "barrigas". Acho que, maquiadas de sutilezas, são deliberadamente publicadas com o intuito de confundir incautos e jogá-los no labirinto da confusão, do erro e da desinformação. Quando o cidadão se dá por conta que que está diante de um embuste, é tarde demais. A "barriga" já provocou fumaça suficiente para disfarçar seu obscuro objetivo. A mais indefectível forma de fazer política sem ser contestado, como se fosse um partido político legítimo dentre tantos que existem no Brasil. 

No fundo, uma covardia.     

Confira a íntegra da matéria:

As barrigas de 2015, as besteiras que o ódio produz

Por Fernando Brito, em seu blog


"Cheio de problemas, acabei quase não postando durante o dia e, para não me demorar mais, me redimo com obra alheia, retirada do engraçadíssimo Barrigas 2015.

A elas, por minha conta, acrescento a obra de arte de Lauro Jardim, que estreou em O Globo com um “mico” antológico: a denúncia do delator sobre as “contas do filho do Lula” que  não foram  mencionas  hora alguma pelo sujeito e que, com todo o “desmerecimento”, vai ilustrando o post, como hors concours.

Barriga, para quem não conhece o jargão jornalístico, é notícia falsa, errada, grosseiramente errada, absurda.

Todo jornalista está sujeito a ela, sobretudo em duas situações: ou quando apura mal, não checa e não pensa por descuido. Ou quando faz tudo isso movido pelo ódio.
No caso da mídia brasileira, porém a segunda hipótese tornou-se patológica.
É isso dá ares trágicos a esta comédia de erros

1 - Falando grego com o PT


Em julho de 2015 o jornalista Carlos Sardenberg da Globo/CBN vira piada na internet após atribuir a crise da Grécia ao PT. Segundo o brilhante comentarista, em 2012, Dilma e Lula teriam convencido o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras a adotar o programa anti-austeridade que causou toda a confusão. (não apenas a crise precede o governo de Tsipras, como sua posição já era conhecida muito antes de 2012… é cada uma!)

2 - A queda dos que não caíram


Em junho a Revista Época publicou mais uma de suas “bombas” de 2015. E até hoje estamos esperando: Marcelo Odebrecht não delatou. A República não caiu. A história das celas ficou na ficção.

3 - Cunha, Cuba e a bunda errada


O ano está quase acabando… Mas não para o experiente Lauro Jardim, que consegue cavar uma nova barriga entre o natal e o ano novo. Será que ainda dá tempo para mais uma?

4 - Podemos tirar, se achar melhor 

2015 não ficaria completo sem o “Podemos tirar, se achar melhor” da Reuters (reproduzido pelo Globo) que oferecia remover do texto a informação de que o pagamento de propinas havia começado no governo FHC.

5 - O Cunha mereeeeeece respeito


Em março de 2015 a Veja fazia matéria de capa exaltando Eduardo Cunha. Apesar dos “pequenos deslizes do passado”, para a Veja, há esperança em Cunha.

6 - O jurisconsulto Merval 


Merval confunde desejo com realidade e transforma profecia em barrigada: o voto de Fachin acabou sendo reprovado quase que por unanimidade.

7 - Reinaldo Azevedo e o amor a Cunha


Em maio de 2015, Azevedo “aplaudia” Cunha.

8 - Como é mentira em latim?


Folha inventa manchete: em nenhum momento a #CartaDoTemer fala de “mentir” ou “mentiras”.

9 - Era brincadeirinha...


A revista Veja admite que inventou a matéria sobre a festa do sobrinho do Lula. Internautas sugeriram mudar o nome da coluna de “erramos” para “mentimos”.


10 - O desinfográfico da Globonews



Na matemática peculiar da GloboNews parece que 4,7% é maior do que 5,7

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