terça-feira, 8 de março de 2016

Capitã do Santos: ‘Estamos conquistando nosso espaço por pura competência’

Em referência ao Dia Internacional da Mulher e celebrando a data que “objetiva mobilizar a sociedade pela afirmação de princípios de igualdade entre homens e mulheres”, o site Torcedores.com convidou a capitã da equipe feminina de futebol do Santos para falar sobre sua trajetória no universo do esporte, homenageando a autonomia e o talento da mulher nessa atividade. Leia a entrevista na íntegra:

“Alline Calandrini é natural de Macapá, no Amapá, mora atualmente em Santos e se prepara para uma carreira futura como jornalista. Para a zagueira e capitã do Santos, o dia 8 de março, além de Dia Internacional da Mulher, é também seu aniversário, uma coincidência interessante para uma jogadora que é líder dentro de campo e busca sempre o reconhecimento de seu trabalho. Ligada ao futebol desde a infância, quando disputava a bola com os primos e o irmão, Calan se declara uma estudiosa do futebol, que vê o seu foco e a sua concentração como características marcantes em sua atuação como jogadora.

Com uma trajetória profissional ligada ao Santos, a atleta tem como meta colocar o alvinegro praiano em destaque nas principais competições disputadas. Impressionada com o prestígio que o futebol feminino possui nos Estados Unidos, algo que pode presenciar in loco em uma partida, Alline considera que as conquistas das mulheres brasileiras no esporte são, principalmente, fruto da competência das jogadoras.

Com uma trajetória profissional ligada ao Santos, a atleta tem como meta colocar o alvinegro praiano em destaque nas principais competições disputadas. Impressionada com o prestígio que o futebol feminino possui nos Estados Unidos, algo que pode presenciar in loco em uma partida, Alline considera que as conquistas das mulheres brasileiras no esporte são, principalmente, fruto da competência das jogadoras.

Abaixo, a entrevista na íntegra, que o Torcedores.com (*) fez com a capitã Calan:
Como começou a sua história com o futebol?

Bom, começou como a maioria das jogadoras de futebol. Ninguém explica. Comecei a jogar com meus primos e meu irmão. Tinha uns cinco aninhos. Era como se eu fosse um deles (risos). Eu era sempre a primeira a ser escolhida. Depois disso jogava sempre no colégio e escolinha de salão.

Como é a Alline torcedora?

Quando eu era novinha eu brigava muito por time. Hoje não. Sou mais tranquila, mais observadora. Estudo mais o futebol. Mas claro, quero mais que meu time ganhe. Só que se perder não fico mais brigando ou chorando no quarto (risos).

E a Alline jogadora?

A Alline jogadora é muito focada e determinada. Busco estar muito concentrada no jogo. Também gosto e acho extremamente importante o ambiente do grupo ser leve, tranquilo. Em esporte coletivo isso faz diferença.

Qual foi o seu jogo mais especial como jogadora?

Tem vários. Mas vou lembrar de um que foi um simples amistoso contra a seleção americana. Fiz um bom jogo mas não saímos vitoriosas. O que me marcou não foi a partida. E sim a festa que a torcida americana fez naquele dia. O estádio estava lotado, a torcida não parava de interagir durante o jogo. Eu estava jogando contra as melhores. E pensava: Imagine o dia em que o futebol feminino for visto assim no Brasil?

Qual foi o momento mais difícil de sua carreira?

Sem dúvida alguma quando tive que operar o joelho. Mas foi um momento importante na minha carreira.

O que o Santos representou na sua vida?

Sou apaixonada pelo Santos. O futebol feminino deve muito a este clube. Minha carreira deslanchou porque o Santos foi e é vitrine. Tenho uma história aqui que, somados, dão sete anos. Preciso falar mais?(risos).

Como é o seu relacionamento com os torcedores?

O fato de morar em Santos, da Vila ser ali perto da casa da atleta, faz com que nosso contato seja próximo, caloroso. Sei que tivemos uma grande história na outra geração e isso fez com que a torcida fosse nos prestigiar. Agora o desafio da geração atual é fazer isso mais uma vez.

O que você mais aprecia no universo do futebol?

Essa paixão… O futebol une gerações, homens, mulheres, crianças, idosos, negro, branco, etc..

Em sua opinião, o que poderia ser feito para melhorar as condições do futebol feminino no Brasil?

Temos que conquistar nosso espaço no mundo. E estamos conquistando. Por pura competência de nós, mulheres. No universo do futebol feminino não é nada fácil. Existe um preconceito ridículo ainda. Precisamos estar provando o tempo todo para nos mantermos.

Quais são suas metas como jogadora?

Meu sonho sempre foi jogar olimpíada pelo meu país. Hoje não está tão perto. Então meu objetivo hoje é por o Santos no topo da modalidade.

E quais os planos e projetos para a sua vida pós-gramados?

Pós-gramados quero estar formada em jornalismo. Penso em trabalhar na área esportiva. E claro, ter reconhecimento neste novo projeto.”

(*) matéria assinada por Janaína Santista
Imagem: reprodução/Foto:Instagram

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