quinta-feira, 21 de abril de 2016

Curtas & Boas

Por Andrew Jacobs, do The New York Times - Traduzido por Luiz de Queiroz, do Jornal GGN - O ponto principal do debate sobre o impeachment no Brasil é uma espinhosa questão legal – “Enquanto luta por sua vida política, a presidente Dilma Rousseff está incansavelmente chamando a tentativa de removê-la do poder de golpe. Em um país com amargas memórias de ditaduras militares – a mais recente deu lugar a um governo civil apenas em 1985 – a palavra é cheia de significado, e se tornou um grito de guerra que energizou apoiadores a batalhar para repelir um julgamento de impeachment no Senado, que pode começar no mês que vem.


“Eu sou vítima de um processo arraigado em injustiça, fraude legal e política”, disse Dilma durante uma coletiva de imprensa na terça-feira, dois dias depois de a Câmara dos Deputados votar por larga margem a aprovação do processo de impeachment.

O debate sobre sua remoção do cargo, que está convulsionando uma nação polarizada, levanta uma questão crucial: ela cometeu uma ofensa que justifica o impeachment?

Todos concordam que em sua administração, Dilma Rousseff usou truques contábeis para esconder um déficit eminente e aumentar as chances em uma reeleição duramente disputada em 2014.

Especialistas dizem que a administração de Dilma Rousseff efetivamente tomou emprestado algo em torno de $ 11 bilhões de bancos estatais, um montante equivalente a quase 1% da economia, para financiar programas sociais populares que têm sido a marca do Partido dos Trabalhadores durante seus 13 anos de poder. Entre esses programas estão pagamentos para brasileiros pobres, créditos para pequenos agricultores e financiamentos de casas próprias para famílias de baixa renda.

Mas especialistas do Direito e da Constituição estão divididos se essa ação pode ser configurada como um crime de responsabilidade que justifique a sua remoção do cargo.”  SIGA PARA A MATÉRIA COMPLETA::
 
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PF APURA COMPRA DE VOTOS NO IMPEACHMENT; VAZA CONVERSA SOBRE ‘FIM’ DA LAVA JATO – “A Polícia Federal já iniciou o processo de apuração de dados relativos as suspeitas de compra de votos de deputados dentro do processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), aprovado em sessão deste domingo (17), na Câmara. O início da investigação foi determinado pelo ministro da Justiça, Eugênio Aragão. 


A PF investiga possível crime de corrupção passiva por parte dos deputados e corrupção ativa por parte de empresários interessados no afastamento da presidente Dilma, que teriam oferecido jatinhos particulares para que os parlamentares se deslocassem de seus Estados para Brasília e não deixassem de votar.

A oferta foi admitida pelo braço direito do vice-presidente Michel Temer (PMDB), o ex-ministro Eliseu Padilha, em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, na tarde deste domingo, pouco antes do início da votação do impeachment. Padilha havia declarado, mais cedo, que o grupo a favor da destituição de Dilma “já se organizou para resolver imprevistos (…) Nós temos aviões para buscá-los”.

Uma outra suspeita levantada em Brasília diz respeito a negociações envolvendo a Operação Lava Jato. Uma conversa de Whatsapp do deputado Cabuçu Borges (PMDB-AP), vazada também neste domingo (17), traz uma revelação que, se confirmada, pode dar uma reviravolta no cenário político do País.”



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Impeachment é farsa de opositores para assumirem o poder e encobrir a corrupção, afirmam The New York Times e The Guardian“Dois dos mais prestigiados jornais do mundo, o norte-americano The New York Times e o britânico The Guardian, publicaram na noite de segunda-feira (18) editoriais criticando o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, aprovado no último domingo (18) no plenário da Câmara.


O The New York Times condenou o golpe parlamentar articulado por Eduardo Cunha e aliados ao afirmar que a alegação das supostas “pedaladas fiscais” foi apenas um pretexto usado pelos opositores para derruba-la.

“Dilma, que foi reeleita em 2014 por quatro anos, está sendo responsabilizada pela crise econômica do país e pelas revelações das investigações de corrupção que envolve a classe política brasileira”, diz o texto.”  SIGA PARA A MATÉRIA COMPLETA::
 
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A vergonha mundial ainda protege o Brasil – “Xico Sá faz uma observação preciosa hoje: “a imprensa brasileira não contava com a imprensa mundial”.

De fato, além da silenciosa imobilidade dos militares, o mundo é um dos maiores (e como o mundo é grande) obstáculo a que o espasmo golpista ainda não tenha consumado sua obra nefasta.

Jornais do Brasil
Você certamente está vendo como aquilo que chamamos aqui de Circo dos Horrores , ainda no princípio da votação, está repercutindo pelo planeta.

Posto, ao final do post, a análise do comentarista da TV SIC (Sociedade Independente de Comunicação, emissora privada de Portugal), Miguel Sousa Tavares afirma que “nunca viu o Brasil descer tão baixo”.

Diz, sem meias palavras: “Foi uma assembleia geral de ladrões, presidida por um ladrão”.
Coisa que dezenas de comentaristas políticos deste país acham e que nenhum deles tem coragem de dizer.
É preciso que venham blogueiros para chamas as coisas  pelo nome que chamei: suinocracia.
É bem verdade que alguns deles agora, com a overdose de provincianismo canalha daquela noite estejam se dizendo chocados. Até Joaquim Barbosa vem agora dizer que “é de chorar de vergonha” e patético o que se passou.

Ora, passou-se porque a imprensa estimulou e a Justiça deixou, porque não só há as ações quanto os motivos para Eduardo Cunha já ter sido apeado, há muito tempo na presidência da Câmara e, em consequência, daquele escárnio que assistimos.” LEIA MAIS::

 
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The coup is on the table: a patrulha de jornalistas brasileiros sobre correspondentes internacionais. Por Pedro Zambarda – “Uma blogueira de um grande jornal de São Paulo foi uma das pessoas que comentou sobre a patrulha com correspondentes internacionais: “reparei que o editor-chefe da [revista] Época tem tuitado sobre o impeachment em inglês. São mesmo vários tuites. Alguém sabe do que se trata?”.

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Ela comentava sobre Diego Escosteguy, que tenta vender seu peixe em inglês desde março deste ano. “Dilma e seu grupo estão acusando políticos brasileiros, juízes, promotores e jornalistas estarem armando um golpe. Isso é mentira”, escreveu.

Desespero de causa diante da ampla condenação do golpe no exterior? Sim. E ele não está sozinho nisso.

Escosteguy, Caio Blinder e Eliane Cantanhêde estão na linha de frente do exército que quer emplacar sua versão do impeachment na imprensa internacional. Glenn Greenwald tem sido a vítima predileta desse pessoal.

Entre outras matérias sobre o golpe, seu site Intercept falou de uma viagem do senador tucano Aloysio Nunes até Washington depois da votação do impeachment para tentar reverter a opinião internacional. Greenwald também foi até o programa de Christiane Amanpour da CNN.

“A arenga CNN do Greenwald continua, pontificando sobre plutocracia no golpe contra Dilma. Ele está indignado com as coisas e eu com ele”, disse Blinder. “Mais um dos meus jornais favoritos me decepciona. Em editorial, El País diz que impeachment não resolve nada”. MATÉRIA COMPLETA AQUI::

 
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Conselho de Ética sofre mais um revés: Cunha não responderá por denúncias da Lava-Jato - No dia em que quebra o recorde de tempo da Câmara, o Conselho de Ética sofre um duro golpe: o vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão, aprovou questão de ordem favorável a Eduardo Cunha, que o desobriga a responder sobre fatos apurados na Operação Lava-Jato. Maranhão é o responsável por aprovar pedidos do Legislativo em relação ao processo que corre no Conselho de Ética porque, como processado, Cunha não pode decidir. Coube então a Maranhão, que se elegeu com apoio de Cunha em fevereiro.


O texto legislativo remete a um parecer aprovado de forma preliminar em março, no qual era relatado como delito o fato de Cunha ter omitido à CPI da Petrobras a existência de contas na Suíça.
“Na linha do que é alegado na questão de ordem, as diligências e a instrução probatória a serem promovidas pelo Relator da Representação nº 1/2015 e pelo Conselho de Ética devem se limitar a elucidar os fatos pertinentes à única imputação considerada apta no parecer preliminar, aprovado pelo referido colegiado, em juízo de admissibilidade proferido em 1 de março de 2016, qual seja, a prática de supostos atos incompatíveis com o decoro parlamentar constantes do inciso V do art. 4°”. SIGA PARA A MATÉRIA COMPLETA::
 
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Dos 513 deputados na Câmara do Brasil, só 36 foram eleitos com votos próprios. Por quê?

Maioria da Câmara contou com ajuda dos 'puxadores de voto' para atingir quociente eleitoral. Só ex-humorista Tiririca elegeu cinco parlamentares que não alcançaram o mínimo necessário.


O Brasil acompanhou minuto a minuto a votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff neste domingo pela televisão e redes sociais. Muitos dos que estavam contra ou a favor da destituição da mandatária se depararam pela primeira vez com o que é uma sessão na Câmara. O desfile na tribuna de figuras que enalteceram suas cidades locais e saudaram mãezinhas, noras, netos, filhos e esposas deixaram muita gente ressabiada. A falta de identificação com a postura informal, religiosa, e até desrespeitosa de alguns deputados fez os brasileiros se perguntarem: mas quem elegeu estas pessoas?


A resposta pode chocar muita gente, mas a verdade é que a grande maioria não foi eleita com votos diretos de seu eleitor. Apenas 36 dos deputados federais brasileiros eleitos em 2014 conseguiram os votos de urnas necessários para obter uma das 513 cadeiras da Câmara na atual legislatura. Isso quer dizer que só 7% dos parlamentares superaram o mínimo necessário de votos – o chamado quociente eleitoral – para garantir um espaço na Casa legislativa, o mesmo número da eleição de 2010. E os outros 477? Como chegaram lá? VALE A PENA LER A MATÉRIA COMPLETA::
 
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