quarta-feira, 25 de maio de 2016

Curtas & Boas

Governo Temer: o plano ocultoPor Alessandra Cardoso, em Outras Palavras : Enquanto olhávamos atônitos e reagíamos à primeira ação de desmonte do Estado Democrático de Direito materializada pela Medida Provisória (MP) 726, deixamos passar despercebida uma segunda MP, a 727, publicada no mesmo 12/5 em edição extra do Diário Oficial da União, criando o Programa de Parcerias de Investimentos – PPI.



Se a MP 726, da reforma ministerial, concretizou a intenção dos articuladores do golpe de extirpar da estrutura de governo representações e interesses de minorias (e só secundariamente cortar despesas), a MP 727, por sua vez, materializa o que há de mais estratégico e ideológico no projeto político-econômico que está por trás do golpe.

É ela que “garantirá”, caso o golpe chegue ao final, o sonho de consumo dos neoliberais outrora acanhados e agora completamente excitados com a retomada do Estado que lhes interessa, que é aquele que abre caminhos para seus lucros, rebaixa seus custos sociais e trabalhistas, ignora condicionantes ambientais e sociais, e confere a ordem para que seu progresso se faça.
É esta a essência da MP 727:

1) Retoma-se o processo de desestatização da economia conduzido por Fernando Henrique Cardoso, entregando para a iniciativa privada as empresas estatais que interessarem ao capital privado.

Está clara, no texto da MP 727, a recepção integral da Lei  N° 9.494 de 1997, que instituiu o Programa Nacional de Desestatização. A Lei de 1997, que garantiu a privatização criminosa da Companhia Vale do Rio Doce, Eletropaulo e Telebrás, por exemplo, assumiu como propósito principal “reordenar a posição estratégica do Estado na economia, transferindo à iniciativa privada atividades indevidamente exploradas pelo setor público”. Depois de ficar por 13 anos sem uso, durante os governos do PT, ela foi reencarnada no novo corpo: o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).


Significa, na prática, que poderão ser objeto de desestatização todas as empresas, inclusive instituições financeiras – controladas direta ou indiretamente pela União e as estaduais –, serviços públicos objetos de concessão, permissão ou autorização. Ou seja, deverão ser privatizadas prioritariamente aquelas já cobiçadas pelos investidores, nacionais e internacionais: Petrobrás, Caixa Econômica, Eletrobrás…

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Gastos com Previdência, saúde e educação devem ter crescimento zero 

“Com a criação de um teto para o crescimento dos gastos públicos, o governo quer reduzir a zero o aumento das despesas em termos reais (acima da inflação). Isso inclui os gastos obrigatórios com saúde, educação e Previdência, que terão as regras atuais de crescimento revistas.

"As despesas obrigatórias com saúde e educação (...), dentro da compatibilização com este teto, deverão ter a sua vinculação mudada", disse o ministro Henrique Meirelles (Fazenda). "As despesas com educação e saúde passam a evoluir de acordo com as regras do teto, isto é, crescendo de acordo com a inflação".
Segundo disse o ministro, a reforma da Previdência terá como objetivo compatibilizar ao teto as atuais regras de correção dos benefícios previdenciários e a sua vinculação ao salário mínimo.
Já os gastos com saúde e educação serão tratados na emenda constitucional que o governo elabora e deverá entregar ao Congresso em duas semanas.”

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Temer nomeia para Secretaria das Mulheres ex-deputada envolvida em fraudes no Ministério do Turismo 


- A ex-deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) vai assumir a Secretaria das Mulheres, subordinada ao Ministério da Justiça. O nome dela foi indicado ao interino Michel Temer pela bancada feminina na Câmara dos Deputados e ele aceitou a sugestão sem pestanejar.

Fátima obedece ao padrão Temer: é ficha sujíssima. Em 2011, o Globo deu algumas matérias sobre ela:



A deputada Fátima Lúcia Pelaes (PMDB-AP), acusada de se beneficiar de fraudes no Ministério do Turismo, teve um aumento de 125% em seu patrimônio entre 2006 e 2010. A inflação do período foi de 20,6%. Os dados constam das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral. Segundo depoimentos de três detidos pela Polícia Federal na Operação Voucher, ela teria recebido parte do dinheiro desviado para projetos no Amapá.

INQUÉRITO: Tribunal manda soltar 16 presos na Operação Voucher

DESVIO DE VERBAS:Provas contra deputada serão enviadas ao STJ

MUDANÇAS: Vice-presidente do PT do Amapá também acusa Fátima Pelaes

Na última eleição que disputou, em 2010, Fátima informou ter patrimônio de R$ 323.364,33. Seu principal bem é uma casa, num terreno de 720 metros no bairro Jardim Equatorial, em Macapá, avaliada, em sua declaração de bens, em R$ 195.476. A parlamentar declarou possuir três carros: um Vectra de ano não informado, avaliado em R$ 55 mil, um Fiat Stilo 2007, avaliado em R$ 33.490,53, e uma picape Ford Courrier 2006, avaliada em R$ 35.699,04. A deputada também tinha, em 2010, R$ 3.070,94 numa conta corrente no Banco do Brasil, R$ 537,47 na Caixa Econômica Federal e R$ 90,35 em caderneta de poupança do Banco do Brasil.

Quatro anos antes, quando se elegeu para o quarto mandato de deputada, informara ter patrimônio de R$ 143.245,87. O principal bem era a mesma casa de Macapá, então declarada por R$ 105.476. Ela tinha naquele ano um Uno Mille 2004, avaliado em R$ 12.999,69, e um Ford Fiesta 2004, avaliado em R$ 24.770,18.

VIA

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Rovai: JN negociou com Temer repercussão do áudio de Jucá 


Jornal GGN – De acordo com o jornalista Renato Rovai, diretores da Globo realizaram uma reunião de emergência para definir como o Jornal Nacional trataria o diálogo entre Romero Jucá e Sérgio Machado. “Durante o dia a Globo foi cobrindo o tema de uma maneira bem menos explosiva do que, por exemplo, o áudio vazado do ex-senador Delcídio.



Ou do grampo ilegal da conversa entre Lula e Dilma. Só ao final da tarde, quando a solução do afastamento de Jucá já havia sido negociada por Temer é que se decidiu por fazer um Jornal Nacional onde o caso teria destaque relevante. E que se liberou os âncoras e comentaristas da GloboNews para que pudessem tratar de forma mais intensa do assunto”. 

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Taí o que você queria: Temer e Jucá fazem o Brasil ser um sucesso na imprensa mundial



Cerra vai responder a todos esses bolivarianos!

Via Conversa Afiada em 24/6/2016

The New York Times, EUA: Governo interino do Brasil sob fogo por causa de vazamento de grampo
The Guardian, Inglaterra: Credibilidade do Governo interino foi para o saco com a divulgação de complô para derrubar Presidenta
The Independent, Inglaterra: Apanhado conspirando contra Dilma homem de confiança de Temer cai fora
Deutsche Welle, Alemanha: A primeira grande bomba do governo Temer
Le Monde, França: Ministro renuncia ligado a Temer renuncia sob a acusação de conspirar para depor Dilma

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‘Tese do golpe é alucinação e conto da carochinha’: a Globo pode economizar 50 anos e pedir desculpas já. 

A Globo não tem que esperar mais 50 anos para se desculpar pelo seu papel no golpe.
Pode pedir desculpas agora.

Não é um jornal: é uma vergonha

Veja o que um editorial seu afirmou pouco antes que Jucá descrevesse involuntariamente, em detalhes, a traa sinistra que derrubou Dilma.

O título era: “A farsa do ‘golpe’ construída pelo lulopetismo’. (Lulopetismo é uma típica expressão dos direitistas fanáticos. É o equivalente ao ‘comunismo leninismo’ dos anos 60.)
“Acreditar no conto da carochinha do ‘golpe’ é aceitar a participação do STF numa operação para defenestrar Dilma. Só numa alucinação.”

Ora, ora, ora: alucinação.

Isto quer dizer, então, que Romero Jucá, um dos líderes do golpe, teve uma alucinação ao citar, na já histórica conversa gravada com um investigado na Lava Jato, os contatos com integrantes do Supremo.

Gilmar Mendes, para ficar num caso, jamais se prestaria a debater o golpe com os golpistas. Foi alucinaçãocoletiva a visão infame da foto em que Gilmar aparecia com Serra no curso do golpe.
Também foi alucinação coletiva uma declaração do superlativo conservador Celso Mello destacada pela Globo: “Dilma comete um gravíssimo equívoco ao tratar impeachment como golpe.”

Ora, ora, ora: gravíssimo.

Quem cometia um gravíssimo equívoco, eminente juiz: Dilma ou vossa excelência?
Tudo isso – o editorial do Globo, a afirmação terminante de Mello – apanhei no Twitter de Romero Jucá. É divertido, sob muitos aspectos, ver como os golpistas se comportaram nos últimos meses.
Jucá escreveu coisas assim:
  • “A presidente Dilma está apelando para um enredo já ultrapassado. Falar em golpe é o que falou o Collor há muitos anos.”
  • “Dilma mancha imagem do Brasil com tese do golpe.”
  • “O Eduardo Cunha não é o PMDB. Ele é um quadro e vai ser investigado. Não somos contra a Lava Jato. Nós apoiamos a Lava Jato.”
  • “Se o PMDB assumir o governo, apoiará e cobrará rapidez na investigação e no julgamento da Operação Lava Jato.”
Aqui, no item 4, a frase foi extraída de uma entrevista foi concedida a um dos jornalistas mais envolvidos no golpe, Josias de Souza, do uol, aquele blogueiro que em pleno 2016 copia o texto da Veja da década de 80.

No Twitter de Jucá, você tem a reconstrução da narrativa falsa, indecente, criminosa do golpe de acordo com os golpistas.

Há uma completa manipulação e inversão dos fatos. Dilma, como escreveu Jucá, é quem teria manchado a reputação do Brasil no exterior – e não ele mesmo e seus comparsas na conspiração plutocrata.

Mas nada se compara, neste capítulo, ao que a Globo fez neste tempo todo para iludir os brasileiros, suprimir 54 milhões de votos e chacinar a democracia.

Os Marinhos e, acrescente-se, seus servos – os jornalistas que se prestaram a um papel indescritivelmente sujo. Há aí uma diferença sobre 1964: lá, o golpe na Globo foi obra de Roberto Marinho. Agora, foi um trabalho coletivo de patrões e empregados como Merval, Sardenberg, Míriam Leitão, Kamel, Waack e por aí vai.

Todos estes golpistas da Globo, a começar pelos três irmãos Marinhos, estarão mortos daqui a 50 anos.

É bom que eles se desculpem agora, portanto.

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Mais do Jucagate: Dilma recusou acordão para melar Lava Jato e se proteger, e a Lula

O repórter Rubem  Valente revelou há pouco outros trechos da gravação do diálogo entre Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e o conteúdo é devastador.
Discute-se, abertamente, um “acordão” que estaria sendo oferecido a Dilma Rousseff: licenciar-se da Presidência, entregando o poder a Temer e, em troca, seria garantida proteção a ela (e a Lula) proteção contra Sérgio Moro.



É óbvio que Dilma recusou a mutreta.

E, então, seu “castigo” foi o afastamento do cargo.

Outra “cagada geral” – segundo Jucá – foi o fato de Dilma e o PT não terem tomado a defesa de Delcídio do Amaral, quando este foi gravado armando um relaxamento da prisão de Nestor Cerveró para, depois, facilitar-lhe a fuga para o exterior.

Jucá e Machado disseram que, apesar de pego em flagrante, Delcídio deveria ser protegif]do da prisão por ter dito que já tinha conversado com ministros do Supremo.

O mesmo que disse, aliás, Jucá, que não precisou sequer ser protegido.

Porque o Supremo não se fez de rogado, quando o seu detrator é do lado golpista.


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Faltava um delegado da Lava Jato reclamar do vazamento do áudio de Jucá. Não falta mais.



O coordenador da força tarefa da Lava Jato, Igor Romário de Paula, se queixou do vazamento das conversas entre Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

Foi durante a coletiva da 30ª fase da operação (deve chegar a quê até 2018? 487 fases?), chamada de “Vício”. “O que nos preocupa somente é que isso venha a público dessa forma, sem que uma apuração efetiva tenha sido feita antes”, lamentou.

Igor aproveitou para elogiar a escolha de Alexandre de Moraes, o espancador de estudantes de São Paulo e ex-advogado de Eduardo Cunha, para o Ministério da Justiça.

“Foi super positivo para o trabalho”, falou. “Está todo mundo trabalhando com mais tranquilidade”.
Espera um pouco.

Chegamos a um ponto em que ninguém disfarça mais nada. O STF não se pronuncia ao ter seus ministros classificados como conspiradores por um ministro, o PSDB finge que não é com ele, Sergio Moro olha para o lado, Jucá e Cunha estão soltos.

Faltava que um delegado de um esquema que, nos últimos dois anos, vazou de tudo, naturalmente para o mesmo lado, se manifestasse.

Quando os grampos de Lula e Dilma ganharam o mundo, Moro pediu “escusas” ao Supremo porque “podia ter se equivocado” ao dar-lhes publicidade. Fim de papo.

O único cuidado que se deu ao que vazou nesses últimos tempos era que atingisse o governo Dilma. Nunca houve, como requer agora Igor de Paula, “apuração efetiva” de nada. Pau na máquina.

A declaração de Igor é uma admissão de que, se for para vazar, tem que vazar direito, ou seja, contra os suspeitos de sempre. Em março, numa entrevista à Veja em que foi tratado como super heroi, ele foi bem mais comedido e relaxado: “Obviamente, nunca se tem garantia absoluta contra vazamentos”.

Ninguém, contudo, pode acusá-lo de isenção. Igor é um dos federais que foram pilhados, no final de 2014, fazendo campanha no Facebook para Aécio Neves.

“Esse é o cara!!!!”, escreveu em outubro daquele ano sob uma montagem com fotos de Aécio com várias mulheres. De acordo com o Estadão, também compartilhou um link da Economist que defendia o voto no tucano e participava de uma comunidade cujo símbolo era uma caricatura de Dilma dentuça coberta por uma faixa vermelha na qual se lia “Fora PT!”.

O Código de Ética da PF proíbe “divulgar manifestação política ou ideológica conflitante com as funções”. Ao invés de um pedido de desculpas, sua reação foi processar o Google e o Facebook por causa das críticas que recebeu nas redes.

Delegado da Lava Jato

Igor quer saber quem está por trás dos perfis “Polícia Federal em crise” e “Delegado Pinga Fogo”. Como as empresas já avisaram não vão liberar os nomes, ele conta com a bondade de um vazador amigo.

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STF homologa delação de Sérgio Machado 

- O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), homologou na noite desta terça-feira a delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Com a homologação, a delação passa a ter valor jurídico. A partir daí, ela resultará em novos inquéritos abertos pela Procuradoria-Geral da República (PGR)



Para poupar filho, Sérgio Machado aceitou fazer delação premiada

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Diplomata americana fala de encontros com Jucá 


- Em 2009, o atual ministro do Planejamento Romero Jucá (PMDB-RR) admitiu, durante conversa com Lisa Kubiske, conselheira da embaixada dos EUA em Brasília, que embora seu partido houvesse fechado aliança com o PT para a disputa das eleições presidenciais de 2010, preferia o nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao da então ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, já cotada como candidata petista.



As informações constam em arquivo revelado pela plataforma Wikileaks em novembro de 2010. Enviado em 10 de setembro daquele ano a Hillary Clinton, secretária de Estado norte-americana à época, o documento, classificado como confidencial, é intitulado “Aliança de Lula com o PMDB: mais problemas do que ganhos?” e trata, como sugere o nome, das articulações entre a legenda e o ex-presidente.

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Temer convoca ator pornô Alexandre Frota para “phoder” a Educação


- O ator de filmes pornográficos, Alexandre Frota, após o golpe de Estado, é o novo homem forte no Ministério da Educação (MEC). Ele foi alçado à condição de um dos principais conselheiros do presidente interino Michel Temer (PMDB) para a área educacional.



A visita do ator pornô se deu 24 horas depois que Temer e o ministro interino da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciarem que vão reduzir os recursos da Educação. Ou seja, literalmente, utilizando o novo linguajar da moda, o governo golpista pretende “phoder” os profissionais do magistério e a sociedade brasileira.

“Não estou parado hoje agora no Mec Ministério da Educação onde o Ministro nos recebeu para uma pauta colocada por nós .Brasília fervendo,com o Ministro Mendonça Filho”, postou Frota em seus perfis nas redes sociais.

“Estive com o Ministro da Educação hoje, e pude colocar algumas idéias para ajudar um país que eu… O ministro Mendonça Filho vai estudar todas nossas propostas, e tenho certeza que iremos ajudar…”, revelou o novo estrategista do MEC.

Pensando bem, Mercadante era melhor no MEC. Ou não?

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