sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Bolsonaro diz em entrevista que estuda acabar com a Justiça do Trabalho

O presidente Jair Bolsonaro afirmou em entrevista ao SBT, nesta quinta-feira(03), que estuda acabar com a Justiça do Trabalho. Disse também que quer aprofundar a reforma da legislação trabalhista. "Isso daí, a gente poderia até fazer, está sendo estudado, em havendo clima, nós poderemos discutir essa proposta e mandar pra frente", disse Bolsonaro ao responder pergunta sobre sua pretensão de enviar uma proposta para acabar com a Justiça Trabalhista.
"Qual país do mundo que tem [Justiça do Trabalho]? Tem que ser justiça comum. Tem que ter a sucumbência. Quem entrou na Justiça, perdeu, tem que pagar. Temos mais ações trabalhistas do que o mundo todo junto. Então algo está errado. É o excesso de proteção", afirmou.

Apesar da declaração de Bolsonaro, há questionamentos sobre o Brasil ser campeão de ações trabalhistas em relação a outros países. Além disso, existe sim Justiça do Trabalho em países como Israel, Alemanha, Inglaterra, Suécia, Noruega e Finlândia. [Como de praxe, o presidente eleito tem usado de declarações aleatórias tanto em entrevistas como em manifestações através das redes sociais, em especial através do Twitter] 

Sobre a reforma da Previdência, Bolsonaro afirmou que pretende aproveitar o projeto da reforma da Previdência que já está na Câmara dos Deputados. "Vamos rever alguma coisa porque a boa reforma é aquela que passa na Câmara e no Senado e não que a que está na minha cabeça ou da equipe econômica", disse. [Notícias de última hora dão conta que já houve flexibilização em relação à reforma da Previdência proposta pelo governo de Temer, aumentando em dois anos a idade mínima de aposentadoria, que antes era de 55 anos para mulheres e 60 para homens]. 

Bolsonaro antecipou que a nova reforma da Previdência pretende alterar progressivamente, até 2022, a idade mínima de aposentadoria das mulheres para 57 anos e 62 anos para homens. "E o futuro presidente reavaliaria essa situação e botaria para o próximo governo, de 2023 até 2028, para passar pra 63, 64 [anos]. Essa é a ideia", afirmou.

Perguntado sobre a alíquota de contribuição previdenciária. "Acredito que não seja necessário fazer isso daí. Onze por cento está de bom tamanho." [Apesar de o ministro da economia, Paulo Guedes, nomeado por Bolsonaro, ter declarado que a Previdência é fábrica de desigualdades, a Reforma da Previdência não põe fim a privilégios de algumas categorias, com anteriormente proposto]  

Na entrevista, Jair Bolsonaro também falou sobre o caso Fabrício Queiroz, motorista e ex-assessor do seu filho Flávio Bolsonaro, senador eleito pelo Rio de Janeiro. "Não tenho nada a ver com essa história', disse ele. [Queiroz, que foi intimado duas vezes pelo MP a dar depoimento sobre o caso e não compareceu, recentemente também foi entrevistado pelo SBT].   

Fonte: Jota
Imagem: reprodução/Foto: Marcos Corrêa/PR

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