quarta-feira, 10 de julho de 2019

Flexibilização fiscal das Igrejas amplia esquemas de lavagem de dinheiro

A proposta de Jair Bolsonaro, de afrouxar as obrigações fiscais de evangélicos (aqui), faz parte da ofensiva para blindar a lavagem de dinheiro. Não se generalize a suspeita. A maior parte dos evangélicos é séria. Mas há um enorme rio de dinheiro frio sendo lavado através de supostas doações a Igrejas.
O próprio Eduardo Cunha recorria a esse golpe. Tempos atrás, um advogado sério de Curitiba, ele próprio evangélico, propôs que as doações, acima de determinado valor, só poderiam ser aceitas com a identificação do CPF do doador. A proposta parou no ar. 

Agora, a flexibilização de Bolsonaro faz parte da mesma ofensiva para liberar importação de armas, para manter o COAF sob controle de Sérgio Moro, ou, na impossibilidade, de um preposto de Moro, para fechar os olhos aos crimes ambientais, permitindo a indústria da invasão de ruralistas. 

Por Luis Nassif, no GGN
Imagem: reprodução

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