quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Política: ex-secretário geral da Presidência diz que, Bolsonaro "cercou-se de loucos" e vai tentar um golpe

O advogado Gustavo Bebianno, que no comando do PSL foi o principal condutor da vitoriosa campanha de Jair Bolsonaro e demitido a pouco mais de um mês após assumir a Secretaria-Geral da Presidência, diz que o presidente eleito "cercou-se de loucos" e tentará uma ruptura institucional, ou seja um golpe de Estado.

Em entrevista ao site Congresso em Foco, Bebianno disse que Bolsonaro deixou o poder subir à cabeça, abandonou as promessas de campanha para proteger e favorecer os filhos. E que ele [Bolsonaro] cercou-se de "loucos" " e faz uma gestão marcada pelo autoritarismo, pelo "desarranjo mental", pela irresponsabilidade e pelo "desgoverno". 

Bebianno, que disse na entrevista que vai se filiar ao PSDB a convite de João Dória e faz menção que vai trabalhar na campanha do governador de São Paulo à Presidência da República em 2022. E que "o desfecho da passagem de Jair Bolsonaro pelo Palácio do Planalto será mais uma página triste da história da política brasileira: ou ele renunciará, ou sofrerá impeachment ou, na hipótese mais gave, tentará uma ruptura institucional, um golpe de Estado.

"Não acredito que ele conseguiria consolidar uma ruptura institucional, mas tudo indica que ele vai tentar. É muito preocupante. Uma simples tentativa pode gerar muito derramamento de sangue. O Brasil não precisa disso. É um risco real", afirmou.

"A primeira coisa é afastar os filhos. Em segundo lugar, mudar o núcleo duro todo. Tem de afastar esse Filipe Martins [assessor especial da Presidência], trocar o ministro das Relações Exteriores [Ernesto Araújo], cortar relações com o Olavo de Carvalho, tem de ouvir pessoas normais. E não loucos. Ou ele muda radicalmente seu comportamento, afasta os filhos e passa a ouvir pessoas racionais e adultas, ou ele não vai terminar bem. Ou vai renunciar, dar uma de Jânio Quadros, ou vai sofrer impeachment ou ele próprio vai tentar ruptura institucional", disse.

"Sim, é um indicativo, assim como a fala de Olavo e do Filipe Martins sugerindo um novo AI-5, o extermínio de partidos de oposição. Isso tudo claramente. O Eduardo disse que bastava um cabo e um soldado, não precisava nem de jipe, para fechar o Supremo. Outro dia o Carlos disse que as coisas são muito lentas na democracia. Não são sinais que precisam ser traduzidos. As falas deles são explícitas. Só estou observando o que eles próprios estão dizendo", diz Bebianno na entrevista. 

Filipe Martins é um dos assessores da Presidência convocados pela CPI das Fake News, registra o Congresso em Foco, que destaca também nas palavras de Bebianno, "a situação do governo só não é pior graças aos "presidentes", Sergio Moro [ex-juiz da Lava Jato e atual ministro da Justiça] e Paulo Guedes [Ministro da Economia], vistos por Bebiano como "potenciais novos riscos de conflito com Bolsonaro". 

"Moro é visto com desconfiança, o presidente teme que Moro será candidato. Eu acho que, no fim da linha, Paulo Guedes também será candidato", disse o ex-secretário Geral da Presidência, que foi demitido por Bolsonaro após desavenças, desentendimentos e troca de insultos nas redes sociais com Carlos Bolsonaro, seu desafeto desde a campanha eleitoral. 

Clique aqui para a ler a matéria completa e acessar a entrevista completa.

Imagem: reprodução/Foto: Globo

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