sábado, 25 de setembro de 2021

CPI da Covid: Com ajuda de Eduardo Bolsonaro, Luciano Hang financiou blogueiro acusado de fake news

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid obteve mensagens e documentos, que indicam que o empresário bolsonarista Luciano Hang, dono das lojas Havan, patrocinou um programa do blogueiro Allan dos Santos. Para conseguir o financiamento, o blogueiro bolsonarista investigado por disseminar fake news teve ajuda do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).
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As conversas forma reveladas pelo Jornal Nacional. O empresário, apoiador do presidente Jair Bolsonaro e incentivador do chamado "tratamento precoce", composto por medicamentos sem eficácia comprovada ou contraindicados para tratar da Covid-19, foi convocado pela CPI para prestar depoimento na próxima quarta-feira (29).


O blogueiro Allan dos Santos é investigado em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura ofensas e fake news contra os ministros da Corte.

A troca de mensagens entre Allan dos Santos com o filho do presidente Jair Bolsonaro começou em janeiro de 2019. O blogueiro pede ao deputado que o apresente ao empresário.     


"Mandei mensagem para o Hang; Assim que ele me responder te passo", teria escrito Eduardo Bolsonaro na sequência do diálogo. Mais tarde, o filho do presidente dito: "Ele disse que você pode entrar em contato com ele. Falei que você é o cara da imprensa para um projeto que desenvolvemos aqui nesta semana de aulas com Olavo". Referência ao astrólogo Olavo de Carvalho, guru bolsonarista.

      

Um dia depois, conforme o material da CPI, Allan disse que falaria com Hang “quando ele voltar da Europa”. Quatro meses mais tarde, o blogueiro teria escrito: “Luciano Hang tá dentro. Patrocínio para o programa”.


Outras mensagens em poder da CPI mostram detalhes de como funcionavam os ataques aos opositores de Jair Bolsonaro coordenados pelo Gabinete do Ódio. As conversas indicam que ordens chegavam a blogueiros via WhatsApp e eram espalhadas aos pares via grupos. Ações seriam coordenadas diretamente por assessores do presidente, como Filipe G. Martins e Tércio Arnaud.


"Recebi ordens do GDO [sigla para Gabinete do Ódio] para levantar forte a tag #DoriaPiorQueLula. Bora lá no Twitter", escreveu em um grupo de WhatsApp o blogueiro bolsonarista Bernardo Küster em abril de 2020. A ação de ataque ao governador João Dória (SPDB-SP) foi apoiada pelos integrantes do grupo. As conversas forma divulgadas pelo jornal O Globo.

 

Em nota à TV Globo, Luciano Hang disse que as afirmações são uma “narrativa absurda”, que não faz parte de qualquer gabinete [do ódio] e que não patrocinou veículos de internet que disseminaram desinformação.


Fonte: Carta Capital/Correio24horas

Imagem: reprodução


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