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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Política - Estudante secundarista dá lição de cidadania e mexe com brio dos parlamentares paranaenses [vídeo]


A estudante secundarista Ana Júlia Pires Ribeiro, do Colégio Estadual Senador Manoel Alencar Guimarães da capital Curitiba-PR, discursou na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná em defesa das ocupações nos colégios estaduais. A jovem de 16 anos de idade, representando dezenas de milhares de estudantes paranaenses, se posicionou contra a reforma do ensino médio e a PEC 241.

A Proposta de Emenda Constitucional 241 proposta pelo governo interino de Michel Temer, já aprovada em segundo turno na Câmara dos deputados e encaminhada ao Senado, limita gastos do governo com educação e saúde por 20 anos corrigida pela inflação do ano anterior. Ao longo do tempo, a PEC 241 penaliza a grande maioria da população dependente da saúde pública e dos programas sociais de educação, que é um dever do Estado e um direito de qualquer cidadão.

Ana Júlia não se intimidou diante da ameaça do presidente da Casa em suspender a sessão durante seu pronunciamento. Pediu desculpas, por uma possível ofensa aos parlamentares e seguiu com seu discurso. Criticou o projeto da chamada “Escola sem partido” e a campanha de desmoralização e ofensas contra os estudantes nas ocupações das escolas.

Afirmou que o movimento ´dos estudantes é sério e apartidário e não admite manipulação de forma alguma. "Nossa bandeira é a educação", disse ela. O discurso do jovem estudante, diante dos olhares perplexos dos deputados foi de extrema coragem. Ana Júlia com sua espontaneidade e determinação, deu um grande exemplo de cidadania e patriotismo. Mexeu com brio e o sentimento de honestidade deputados paranaenses.

Nada mais. Ana Júlia estará num futuro bem próximo entre àqueles inúmeros cidadãos e cidadãs brasileiros conscientes do valor da democracia, na luta pelo bem estar geral da nação brasileira. 

Vídeo imperdível de uma estudante secundarista: uma lição de cidadania

Por Tarso Cabral Violin, no seu blog


Na Assembleia Legislativa, estudantes defendem legitimidade das ocupações.

A convite do deputado Tadeu Veneri (PT), estudantes secundaristas participaram ontem (26) da sessão plenária da Assembleia Legislativa para defender a legitimidade das ocupações nos colégios estaduais contra a reforma do ensino médio proposta pelo governo Temer na Medida Provisória 746.

Ana Júlia Pires Ribeiro, do Colégio Estadual Senador Manoel Alencar Guimarães, criticou a campanha de desmoralização e ofensas contra os estudantes das ocupações. Ela disse que é um “insulto” afirmar que os alunos são doutrinados politicamente. “Sabemos pelo que estamos lutando. Nossa única bandeira é a educação. Somos um movimento apartidário, de estudantes para estudantes. Estamos ocupando pela educação. Não estamos ocupando para fazer baderna, para fazer brincadeira”.

A adolescente de 16 anos defendeu que a reforma no ensino médio seja amplamente debatida pela sociedade, e não através de MP. “A gente sabe que o país precisa de uma reforma no ensino médio, e no sistema de educação como um todo. Mas uma reforma que tenha sido debatida, feita pelos profissionais da educação, com conversa, em que todos estejam de acordo. Se colocamos esta reforma da MP 746 em prática, estaremos fadados ao fracasso”.

Aluna do Colégio Estadual Santa Felicidade, Nicoly Moreira do Nascimento, de 15 anos, ressaltou que os estudantes das ocupações estão lutando contra o retrocesso e o desmonte no ensino público. “Estamos lutando por algo que já deveria ser nosso por direito, para que não haja retrocesso no ensino público. Estamos defendendo educação de qualidade, que forme uma geração de críticos, de pensadores, e não apenas números”.

Veneri reiterou o apoio aos estudantes das ocupações que estão lutando por um ensino melhor. “As meninas estão de parabéns, falam com a emoção de quem está vivendo o movimento. A escola é transitória, mas o que os estudantes aprendem é permanente. E as ocupações mostram que, a despeito de muitas críticas, eles estão aprendendo sobre cidadania”.

Líder da oposição, Requião Filho (PMDB) parabenizou as adolescentes pela iniciativa. “Que aula! Que orgulho dessas meninas que se mostraram conhecedoras do tema e da realidade. Se depender delas, o Brasil tem um futuro promissor, apesar dos políticos que hoje comandam o nosso estado e nosso país. Devemos ter orgulho do movimento Ocupa Paraná, que está formando cidadãos de senso crítico”.

O parlamentar falou ainda que a violência nas escolas do Paraná não é novidade e mencionou diversas ocorrências e homicídios nos últimos anos por falta de segurança e atenção do governo Richa. “A violência é uma realidade. Ver o governo estadual, que acabou com o projeto Patrulha Escolar, dizer que a violência nos colégios é fruto das ocupações chega a ser risível. A violência nos colégios é fruto do abandono da educação pelo atual governo”.



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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Por que o imposto sobre herança irrita tanto os deputados do Paraná?

Por Rogério Galindo, no Caixa Zero – "Se a semana da Assembleia Legislativa nos ensinou alguma coisa foi que mexer com imposto sobre herança deixa os deputados paranaenses muito mais irritados do que aumentos no IPVA ou no ICMS.

Desde o ano passado, o governo Beto Richa (PSDB), reeleito, passou a promover aumentos de impostos e de arrecadação de diversas maneiras.

– Aumentou em 40% a alíquota de IPVA.
– Aumentou o ICMS de uma longa lista de produtos.
– Passou a taxar o funcionalismo inativo.



O resultado é conhecido. Os parlamentares da base de Richa, com exceções, aceitaram aprovar tudo. O primeiro pacotaço, que envolvia as mudanças nos impostos, não causou maiores defecções.

(No segundo pacote, que envolveu mudanças na previdência, o clamor popular aumentou consideravelmente a oposição a Richa na Assembleia. Mas é preciso reparar: isso ocorreu depois das manifestações e da ocupação do plenário do Legislativo, não antes. Não por convicção, e sim por concessão aos eleitores e a grupos organizados.)

De todo modo, os aumentos de impostos passaram tranquilamente. Agora, não. Assim que se falou em mexer em heranças, começou a gritaria. O tom subiu. Mesmo deputados fiéis ao governo subiram à tribuna com sangue nos olhos para dizer que se recusariam a votar a proposta.

Há motivos para o burburinho. Alguns deles têm a ver com a própria construção do projeto. Novamente, como é de praxe da atual administração, tudo foi feito a portas fechadas, sem consulta a ninguém que não faça parte da cozinha do governo. Os deputados receberam o prato feito e teriam de engolir – ou chiar. Chiaram.

As alíquotas não são exageradas. Mas também pode-se dizer que o governo exagerou ao tascar já o maior porcentual em R$ 700 mil. Talvez fosse o caso de jogar esse valor mais para cima? Talvez. Mas isso poderia ser discutido em plenário sem que se obstruísse totalmente o projeto. E 8% não é o tipo de imposto que corroa todo o patrimônio herdado.

O que parece pesar mais é a própria ideia de um imposto sobre heranças. Ao contrário do ICMS, trata-se de um imposto sobre propriedade. Ao contrário do IPVA, pega todas as propriedades de alguém.

Em seu discurso na tribuna, Plauto Miró (DEM, foto acima) reclamou da situação de um pequeno agricultor, com 20 alqueires, uma propriedade que ele avaliou em R$ 1,6 milhão, ter de pagar 8% sobre a herança da terra. Nesse caso, seriam cerca de R$ 100 mil de imposto. O que, realmente, não é pouca  coisa.

Mas as grandes economias do mundo taxam muito mais. Valeria dizer também: as grandes democracia cobram mais. Na Inglaterra, a média de imposto sobre herança é de 40% (no exemplo acima, mais de R$ 600 mil). Nos EUA, perto de 30%. Na França e na Alemanha, perto de 30%. No Japão, 32%.

É que no caso do imposto sobre a herança, não é só a arrecadação que está em jogo. O que se pretende com esse tipo de cobrança é implantar uma ideia de sociedade. Um conceito de justiça social. Por quê?

Hoje, no Brasil, uma família que tem muito dinheiro vai passando a riqueza de pai para filho. E o filho de alguém muito rico herda tudo sem precisar fazer esforço. Pela loteria da vida (e não pelo mérito) tem uma posição de início de vida privilegiada.

Se alguns têm essa sorte (e, de novo, trata-se de sorte nascer numa família assim, e não de mérito), outros não a têm. E, pelo contrário, partem de uma situação não só ruim em si, mas péssima porque terá de ser comparada com a dos que têm mais. A pessoa terá de lutar não só para fazer o seu melhor como para ser comparada com outros que tiveram mais sorte e não precisam fazer o mesmo esforço.

A utopia de que todos deveriam ter uma situação econômica totalmente igual se mostrou um pesadelo – muito pouca gente se disporia a reprisar o desastre dos governos comunistas do século 20 e suas horrendas continuações atuais.

Mas está bem claro pelo exemplo das principais democracias que algo desse ideal de manter as pessoas com um ponto de partida parecido, com chances semelhantes na vida, deve ser respeitado em um regime moderno. O sucesso de uma geração não deve ser a garantia de dinheiro, poder e influência para uma dinastia de sucessores.

Mesmo os defensores do “mérito” poderiam concordar com isso, já que isso forçaria as novas gerações a repetir os esforços feitos anteriormente, ao invés de viver dos louros recebidos. Isso estimula o mérito, o esforço, a competição e a iniciativa. Não se trata de qualquer tipo de convicção socialista.

Mas é claro que isso contraria interesses. O deputado Romanelli, líder do governo, falou disso ao chamar os colegas de defensores dos poderosos. Pode ser que tenha tido muita razão nisso."

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Sindicato dos professores aguarda propostas para avaliar fim da greve no Estado

Com a ocupação da Assembleia Legislativa por professores e servidores no último fim de semana, o Governo do Estado resolveu retirar o “pacotaço” de medidas que prejudicava os trabalhadores e acaba com direitos já conquistados. Uma reunião foi marcada para quinta-feira (19), no Palácio do Iguaçu, às 14:30 horas  com a direção da APP Sindicato para dar inicio às negociações e  solucionar o impasse.
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Estudo revela alto risco de corrupção nos Estados brasileiros

Um Estudo recentemente divulgado revela que todos os governos estaduais possuem alto risco de corrupção. Denominado Sistemas de Integridade no Estado Brasileiro, foi elaborado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em parceria com o Instituto Ethos. À frente do Estudo, Bruno Speck e Valeriano Mendes Ferreira, por meio da análise de mecanismos de controle das instituições públicas e da sociedade civil, avaliaram que todos os Estados brasileiros tem propensão a irregularidades. Por conseguinte, sujeitos a atos de corrupção.

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Policia militar ocupa prédio da Assembleia Legislativa do Paraná.

O governador do Estado, Beto Richa (PSDB), ordenou que 200 policiais militares ocupassem o prédio da  Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP),  a pedido do novo presidente, Valdir Rossoni (PSDB). A medida é uma reação de Rossoni que diz ter sofrido ameaças, mesmo antes de sua posse por seguranças da Casa. Tudo por conta das medidas saneadoras na administração da Assembleia que anunciou. Valdir Rossoni, prometeu recadastrar todos os servidores, porque ainda suspeita haver funcionários fantasmas, e servidores  que ganham mais do que tem direito. Prometeu ainda a revisão de todas as aposentadorias, e demitir todos os que exercem cargos comissionados. Várias viaturas fecharam os acessos ao prédio desde a noite de terça-feira. Seis agentes de segurança foram retirados do local. O grupo de servidores que teria se rebelado contra as medidas é liderado por, Edenilson Carlos Ferry, segurança e presidente dos Servidores da Assembleia (Sindelegis).

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