sábado, 8 de maio de 2010

Alfabeto templário e alfabeto maçônico - origens e curiosidades

Antes de mais nada, apesar da similaridade entre Templários e Maçons. é bom que se repita que "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa". Isto é, existem atualmente muitas associações que se proclamam herdeiras da lendária Ordem do Templo. Porém, segundo algumas versões históricas mais verdadeiras, a Maçonaria é originária de organizações que existiram há muito mais tempo. Bem antes da criação das Cruzadas, onde surgiu a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, como se chamava anteriormente a organização dos lendários Cavaleiros Templários.
Nos tempos longínquos da Idade Média (mais ou menos 779 d.C.), não existe registro oficial de uma data precisa, existiram as chamadas "Guildas", corporações de Ofício hierarquicamente constituídas. Tinham dentre as funções de comércio e artesanato, a construção de Templos e Catedrais. Seus integrantes eram subdivididos em: aprendizes, artesãos, e Mestres. Para se comunicarem entre si, eles usavam palavras e sinais exclusivos de cada categoria.

Muitos anos depois, os Templários que viriam a ser a mais poderosa organização religiosa, política e militar da Idade Média, também se dedicavam a construção de magníficos templos, que existem até hoje. Notadamente em Portugal, Inglaterra e França. Reza a história, que os Templários praticavam os seus próprios rituais secretos e se utilizavam de um alfabeto codificado, visando guardar sigilo das grandes negociações que realizavam.

A Maçonaria, tal qual se apresenta nos dias de hoje foi constituída por volta de 1717, quando se reuniram 4 das 12 lojas existentes em Londres, na Inglaterra. Fato histórico, que culminou na elaboração da primeira Constituição Maçônica redigida pelo pastor presbiteriano James Anderson.

Em referência ao alfabeto codificado, tanto a Maçonaria quanto as associações representativas dos Templários contemporâneos, pela característica em comum de serem organizações iniciáticas, adotaram esse comportamento sigiloso. Tal qual era no passado longínquo. Vale lembrar que ambas associações sempre tiveram relações conflitantes com a Igreja Católica, ao longo da história. 

Hoje, o Vaticano reconhece apenas duas das representações templárias: a Soberana Ordem de Malta ou Soberana Ordem Militar Hospitaleira de S. João de Jerusalém de Rodes e Malta, e a Ordem Eqüestre do Santo Sepulcro de Jerusalém. E não há documento ou Encíclica que comprove o reconhecimento da Maçonaria como organização cristã, que é atacada por toda a cristandade de um modo geral.

Alfabeto Templário.

Logo abaixo, para exemplificar a comunicação exclusiva e secreta praticada até os dias de hoje pelos maçons e a ligação com a Ordem Templária do passado, o que não se pode afirmar categoricamente em relação aos seus atuais representantes, reproduzo o alfabeto por eles utilizado.

Segundo muitos pesquisadores e estudiosos sobre o tema, os Templários criaram este alfabeto com base na criptografia chamada Atbash muito utilizada na língua hebraica, que teriam conhecido em suas viagens ao Oriente onde mantiveram contato com os muçulmanos. A cifra Atbash consiste em substituir a primeira letra de uma palavra pela última, só que invertido:

Normal:  a  b c d  e  f  g  h  i  j  k  l  m  n  o  p  q  r s  t  u  v  w  x  y  z 
Código:  z  y  x w v  u  t   s  r q  p o  n  m  l   k  j  i  h  g  f  e  d  c  b  a .

O resultado é uma expressão em hebraico. E aí caberia a tradução mais correta. Isto é, conforme melhor se adaptasse ao idioma utilizado.
Aqui o resultado adaptado pelos Templários:

Fonte: Iespana

Alfabeto Maçônico:

A Maçonaria utiliza um alfabeto convencional, em uma cifra criada pelo místico e alquimista alemão chamado, Agrippa de Nettsesheim, nascido em 18/02/1486, conhecida os dias de hoje como cifra pig pen (porco de chiqueiro) onde cada letra (porco) é colocada numa casa (chiqueiro). Não há registro que Agrippa tivesse ligações com a Ordem Maçônica, nem tão pouco buscasse inspiração nos Templários. 

Aqui a figura de Agrippa no alfabeto maçônico inglês, alemão e da Idade Média:  


Há que se distinguir, o misticismo e os fatos concretos produzidos por estas duas associações. Na verdade, são  Irmandades que até hoje persistem em influir sobremaneira nos destinos da sociedade organizada. Porém, ambas explicitamente com um ponto comum entre elas: o bem estar dos seus iniciados e da humanidade em geral.

                  
Imagem inicial: eresmas.net.

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