terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Boris Casoy, de novo!

Na noite da última Sexta-feira (24), durante o "Jornal da Noite" da TV Bandeirantes, ao comentar o falecimento de Eliana Tranchesi, ex-sósia da mega boutique de luxo Daslu, o apresentador Boris Casoy veio com uma teoria inédita. Disse que a empresária foi "uma das grandes vítimas do mensalão". Para o apresentador, ela teria falecido por culpa do governo Lula que promoveu sua "execração pública", e teria "contribuído, e muito, para o câncer que a matou". E que a Operação Narciso, deflagrada pela Polícia federal, que condenou Eliana a 94 anos de prisão, foi engendrada para desviar a atenção pública da denúncias contra o PT e o Governo.
Naquela época, a Policia Federal fez uma busca na sede da Daslu afim de provar de que a empresa estava envolvida em crimes de sonegação fiscal e contrabando. O que acabou se concretizando. A empresaria vinha cumprindo a pena em liberdade, em virtude de a Justiça ter se sensibilizado com o agravamento do seu estado de saúde. 

Durante o governo de Lula, a Policia Federal comandou mais de mil operações. A Operação Narciso, que fechou o cerco à grife Daslu, símbolo de luxo e ostentação no Brasil, aconteceu simultaneamente, em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo. A teoria de Boris Casoy além de curiosa, parece um tanto quanto partidariamente tendenciosa. No YouTube, o comentário do jornalista já foi acessado mais de 200 mil vezes.





Por ocasião da surpreendente ação da PF que colocou um fim aos crimes praticados pela Daslu, participaram mais de 250 policiais federais, quando foi presa Eliana Tranchesi. A ação foi considerada exagerada e truculenta por muitos articulistas, colunistas e editorialistas da grande imprensa. Dentre os quais, o próprio Boris Casoy, que acharam normal o uso de 2 mil policiais para desocupar o Pinheirinho em São José dos Campos, e que ali, não houve violência. Aliás, a mídia paulista e altos políticos do governo do Estado, recebiam tratamento VIP na sede da luxuosa Daslu.  


Imparcialidade e sensatez é o que não se vê neste comentário de Boris Casoy, de novo! Em uma outra ocasião, o famoso jornalista cometeu uma gafe imperdoável ao se referir aos garis, em São Paulo. Levou o troco, e a Blogosfera caiu de pau. Diferente do seu colega de profissão, Ricardo Boechat, que sofreu apenas uma leve pressão, ao comentar sobre a paralisação dos funcionários do Judiciário quando da recente greve dos policiais do Estado. Boechat pisou na bola, e eu queimei minha lingua, pois o tinha como idôneo formador de opinião. Fui mal, antes com Casoy, há alguns dias atrás, com Boechat. Mas depois dessa, já não ponho minha mão no fogo, nem por um, nem por outro. Ambos confirmam através de seus comentários, uma atitude tendenciosa nem um pouco sensata. Esqueceram a imparcialidade. Amenizam de um lado, e de outro derrubam o sarrafo sem dó, mesmo sabendo que nos dois lados foram cometidos atos criminosos, passíveis de condenação pela Justiça. Como se diz: aos amigos, as benesses da Lei; para os inimigos os rigores da Lei.             

A respeito do comentário de Boris Casoy, li alguém chama-lo de Pacóvio. Não sabia o significado, e recorri ao dicionário informal da Net. Achei meio exagerado o emprego do termo. Prefiro acreditar na dissimulação do jornalista, no caso. Tentava me lembrar de pessoa conhecida que fazia aquele mesmo biquinho quando pronuncia "isto é uma vergonha". Era de um cara que tinha duas caras.

Defender uma bandeira partidária abertamente, é temerário. Mais importante é o compromisso com a verdade.

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela" - Max Frich.    



Imagem: cutucandodeleve.    


    
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1 Comentário:

Anônimo disse...

Boechat e Casoy ... a dupla infame! Um insulta os garis, outro chama trabalhadores públicos que foram dispensados por ato de uma desembargadora de 'vagabundos'. Caraca, virou moda insultar os trabalhadores públicos! Tomara que tenham que pagar (e caro) por isso, já que se negaram a corrigir a matéria e a dar direito de resposta. Virou moda insultar os outros do alto de uma emissora de rádio, tv ou jornal!

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