quinta-feira, 17 de maio de 2012

O discurso de Collor de Mello, senador, ex-presidente do Brasil e integrante da CPMI do Cachoeira

Fernando Collor de Mello, senador da República, ex-presidente do Brasil que renunciou ao mandado por sofrer um processo de  impeachment,  é integrante da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) instalada para investigar mais um escabroso caso de corrupção em nosso país. Collor, da noite pro dia passou de salvador da Pátria, a maior vilão da história política do Brasil nos anos 90, por ser alvo de denuncias de corrupção tal qual foi o seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva que governou o país por dois mandatos.
Collor, foi condenado por crimes de corrupção. Cumpriu sua pena de oito anos sem poder se candidatar a cargo eletivo, conforme determinação das instâncias superiores da Justiça Brasileira, e voltou ao cenário político. Venceu nas urnas, sofreu o processo de impeachment, renunciou ao cargo de presidente da República, e novamente transita garbosamente nas mais altas rodas do poder político. Atualmente exerce cargo de alta relevância em um dos setores da adiminstração federal. Goza de certa respeitabilidade política e tem muita influência entre os parlamentares.

O senador Collor, foi um dos escolhidos para representar na mais recente CPMI instalada no Congresso Nacional sobre o caso do senador Demóstenes Torres e o contraventor Carlinhos Cachoeira, preso em uma operação da Polícia Federal denominada Monte Carlo.

Collor, usando de sua retórica perfeita que o ajudou a galgar o cargo máximo da nação, proferiu um discurso contundente no plenário do senado nesta Segunda-feira (14). Defendeu a convocação do jornalista Policarpo Júnior, chefe da sucursal da revista Veja em Brasília, e do dono da publicação, Roberto Civita, e do procurador-geral da República, Roberto Gurgel para depoimento à CPMI. Segundo ele, testemunhas imprescindíveis para um justo julgamento deste mais recente escândalo de corrupção.  O senador, lembrou que há quase uma década Policarpo Júnior, chefe da sucursal da revista Veja em Brasília, tem estreitas relações com Cachoeira. Policarpo testemunhou a favor do bicheiro em uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, em 2005. Foi o que bastou para que Cachoeira, passasse inexplicavelmente, de réu a vítima.     

"Será que não teria sido melhor para o Brasil se o jornalista e seu veículo não tivessem ajudado o contraventor? Até que ponto uma fonte criminosa tem que ser coberta pelos meios? Onde estão os limites em proteger uma fonte e preservar sua rede de contravenções? A liberdade de imprensa está se transformando em libertinagem da imprensa?", foram as questões que Collor levantou em seu pronunciamento.

Fernando Collor de Mello, sai do limbo da história política brasileira onde estivera por longo tempo, até que a justiça o declarasse inocente dos crimes de corrupção em que esteve envolvido. Execrado pela opinião pública através da mídia, volta a ser hoje um dos mais influentes parlamentares do Congresso. O ex-presidente, enquanto em exercício do cargo, já em processo de julgamento conduzido pelo Ministério Público Federal, costumava enviar mensagens escritas ao povo em sua camiseta quando praticava Cooper. Uma delas dizia: " O tempo é Senhor da razão". Collor de Mello, extirpado da vida pública em meio ao mesmo mar de lama de corrupção que vemos hoje, é uma das mais importantes figuras integrantes da atual CPMI que busca condenar os inimigos da Pátria, envolvidos no mesmo processo criminoso. Só que agora, do lado dos algozes.

Confira a íntegra do discurso.





Informação e imagem: Jornal do Brasil.
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