terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Governo aumenta tributos e veta correção da tabela do imposto de renda

Logo após o ministro da Fazenda Joaquim Levy anunciar o aumento de impostos para reforçar a arrecadação do governo, a presidente Dilma Rousseff vetou a correção de 6,5% na tabela do Imposto de Renda das pessoas físicas. O veto está publicado na edição de hoje (20) do Diário Oficial da União. A defasagem da Tabela do IRPF acumulada desde 1996 chega a 64,28%.
Com o atual índice de inflação e reajustes salarias que ultrapassaram 8% muitos contribuintes passaram a descontar IR na fonte, ou mudaram de faixa de alíquota, sofrendo um aumento de carga tributária individual. O Governo deverá partir para uma nova Medida Provisória sobre a Tabela do imposto de renda, partindo da proposta inicial de correção que era de 4,5%.


Em relação às medidas de aumento de tributos, Joaquim Levy disse que o objetivo do governo é obter este ano R$ 20,6 bilhões em receitas extras. A maior arrecadação virá da elevação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre os combustíveis e do retorno da Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

O ministro informou que a Cide passa para R$ 0,22 por litro de gasolina e R$ 0,15 por litro de diesel. Alegando não ser responsável pelo preço dos combustíveis, Levy evitou comentar se a medida vai doer no bolso dos consumidores. "O preço vai depender da evolução do mercado e da política de preços da Petrobras. Essa decisão não é do Ministério da Fazenda, mas da empresa", disse.

"Estamos tomando uma sequência de ações para reequilibrar as contas públicas com o objetivo de aumentar a confiança, o entendimento dos agentes econômicos, de modo que possamos ver a retomada da economia em novas condições", declarou o ministro. 

Contudo, para o cidadão, na prática significa mais arrocho nas finanças pessoais. Contas de água e luz já tiveram aumento. No consumo de energia elétrica o consumidor pode pagar um valor extra, devido a adoção do sistema das chamadas bandeiras tarifárias, que já está valendo. Há notícias que a tarifa terá um novo reajuste devido ao aumento no consumo. A Petrobras já anunciou que o aumento dos impostos que incidem sobre os combustíveis serão repassados às distribuidoras, por conseguinte o consumidor pagará mais caro pela gasolina e pelo diesel. 

O transporte ficará novamente mais caro, resultando em aumento de preços dos alimentos. Muita gente terá que repensar o orçamento doméstico. Tudo indica que as famílias brasileiras terão que rever o processo de economia familiar para o ano de 2015.   


Fonte: Agência Brasil/diáriodonordeste
Imagem: reprodução/tripadvisor

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