terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O que estará pretendendo Dilma Roussef?

Dilma Roussef sumiu nos últimos dias. Reeleita, a presidente ainda não alinhou toda sua tropa de ministros, nomeados para ajuda-la a administrar o pais. Isto deve acontecer a partir da primeira reunião oficial. As primeiras medidas para colocar a economia nos trilhos desagradou os partidos aliados e colocou uma pulga atrás da orelha do seu eleitorado.
Logo de cara, foi obrigada a tomar decisões impopulares. Talvez necessárias, em nome da dita governabilidade. Mas, que certamente seriam as mesmas caso o candidato da oposição tivesse logrado êxito nas eleições e assumisse em seu lugar. Existem rumores nos bastidores da política, que o governo Dilma está cada vez mais parecido com um governo de direita.

O silêncio da presidente nos últimos dias, está gerando uma expectativa cercada de interrogações. Pairam dúvidas quanto às suas pretensões para os próximos quatro anos do seu novo mandato. A presidente assumiu uma postura estranha, meio distante dos ideais que marcaram seu primeiro mandato. Pode ser momentânea. Mas tem provocado reações negativas até de seus opositores. Já estão falando que seus eleitores se arrependeram  do seu voto e igualmente desapareceram das redes sociais.

Verdade é que Dilma Rousseff terá dias difíceis pela frente. Na próxima semana será escolhido o presidente do Senado e o novo presidente da Câmara das deputados. As perspectivas políticas apontam que na Câmara será eleito o deputado Eduardo Cunha, declaradamente seu desafeto. Parlamentar que conta com apoio do vice-presidente da República Michel Temer, presidente do PMDB. O Partido que detém o maior peso político nas decisões governamentais, em ambas as casas. Para contrabalancear, na presidência do Senado deve permanecer Renan Calheiros, que a princípio lhe favorece. Porém, o conceito de ambos como homens púbicos, é muito baixo perante a opinião pública.

De um modo geral o governo perdeu espaço no Congresso Nacional, depois das eleições. O horizonte político de Dilma Rousseff ficou mais distante. A escolha de alguns ministros também não agradou aos partidos de apoio e gerou descontentamento de importantes representações dos movimentos sociais e dos trabalhadores. Para eles, não deu para entender muito bem os critérios e a representatividade dos escolhidos, na composição de parte do seu novo ministério. Está evidente que Dilma sofrerá oposição também de setores do seu próprio Partido, o PT. 

Além disso, a presidente contrariou em parte, suas promessas de campanha. E terá que em pouco tempo, reverter a situação negativa que foi criada em torno de si própria e de seus correligionários. Ao tentar agradar a todos, Dilma esfacelou o Palácio do Planalto, aumentando sua solidão no poder. Seria conveniente que fizesse um pronunciamento com transmissão ao vivo em rede nacional de rádio e TV, depois de assentada a poeira. Seus 54 milhões de eleitores esperam por isso. Ainda torcem para que a presidente continue fazendo um governo voltado para o bem da maioria. Pelo menos para que possam a começar a entender o que Ela pensa no momento. O que realmente está pretendendo. E o que podemos esperar para os próximos anos.

O sinal de alerta foi ligado. A missão da presidente não será nada fácil. Até aqui, tudo parece meio nebuloso. Some-se a isso, os desdobramentos da escândalo de corrupção na Petrobras e a incansável ação da mídia em desqualificar diuturnamente o seu governo. 

Imagem: reprodução/Web

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