sábado, 14 de dezembro de 2019

Lava Jato: Leandro Fortes e Moisés Mendes falam sobre a Operação "Mapa da Mina", que envolve filho de Lula

Com Lula solto, Lava Jato em Curitiba-PR deflagra operação contra Lulinha. Denominada "Mapa da Mina",  a 69ª fase da força-tarefa comandada pelo Ministério Público Federal do Paraná, sob o comando dos promotores federais Deltan Dallagnol e Roberson Possobon, abriu investigações sobre as atividades empresariais de Fábio Luis da Silva, filho mais velho do ex-presidente Lula, e seus sócios.
Confira o que disseram os jornalistas, Leandro Fortes e Moisés Mendes sobre o assunto:

Deltan e Robito contra-atacam

Por Leandro Fortes, na sua página no Facebook

Roberson Pozzobon, procurador da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, é parça de Deltan Dallagnol - que o chma, carinhosamente, de "Robito".

Deltan e Robito flagrados em meia dúzia de diálogos maliciosos capturados no Telegram pelo The Intercept Brasil, ora conjecturando sobre lucros imorais de palestras lavajatistas, ora tramando ações contra adversários, mormente o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. 

Os dois nunca perdoaram a #VazaJato por tê-los expostos como vendilhões do Ministério Público e, claro, a dupla roeu-se em cancros quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi posto em liberdade, há pouco mais de um mês.

Juntos, sob a batuta do chefe Sergio Moro, construíram, agora, uma atabalhoada vingança a partir da 69ª (!) fase da Lava Jato, operação batizada de "Mapa da mina", para tentar atingir Fabio Luis Lula da Silva, filho de Lula. 
Lulinha, como é conhecido, é um dos alvos preferenciais da demência antipetista, sobretudo nas redes sociais, onde foi acusado de ser dono da Friboi e ter uma Ferrar de ouro maciço.

Na vida real, ele foi sócio, com outras três pessoas, de uma empresa chamada Gamecorp que recebeu recursos, há 16 anos, de uma outra empresa privada, a telefônica Telemar. Uma operação comercial investigada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, em São Paulo e em Brasília, mas que nunca chegou a nada.
Em 2015, foi tudo arquivado por absoluta falta de provas. Segundo o Ministério Público Federal, não houve crime na negociação da Telemar para a criação da Oi, muito menos com o filho de Lula, acusado de ter recebido R$ 5 milhões para viabilizar a fusão das telefônicas junto ao pai.

Agora, quatro anos depois, o caso é ressuscitado de forma grotesca, a partir de uma ligação fantasiosa entre os pagamentos da Telemar/Oi e a compra do tal sítio de Atibaia, a outra fraude aberta contra Lula sem uma única prova e palco de uma condenação vexatória feita por uma juíza plagiadora, prestes a cair. 

À frente da investigação, ele, Robito, novamente de bigodinho e barbicha, anteriormente raspados para fugir, inutilmente, da exposição da #VazaJato. 
Isso no mesmo dia em que Deltan, o amiguito, entrou com uma ação judicial por danos morais (sic) contra o ministro Gilmar Mendes.

Fosse um balé, não seria tão sincronizado. 

***

E se o filho de Lula...

Por Moisés Mendes, em seu blog

E se o filho de Lula tivesse ligações com milicianos? Se empregasse a parentada dos milicianos, se tivesse um assessor miliciano e mantivesse uma dúzia de milicianos como laranjas?

Se o miliciano assessor do filho de Lula depositasse dinheiro na conta de dona Marisa Letícia?

Se Lula afirmasse, com maior naturalidade, que emprestava dinheiro para o miliciano empregado do filho? 

E se o filho de Lula morasse quase ao lado da casa do miliciano que matou Marielle? E se o próprio Lula morasse a metros da casa do miliciano assassino?
E se o filho tivesse acesso, antes da polícia, a um aparelho com gravações com provas decisivas para o desvendamento do assassinato da vereadora?
Se o filho ameaçasse os inimigos e os ex-amigos pelas redes sociais, incluindo generais?

Se escrevesse coisas desconexas no Twitter? Se fosse político, mas nunca fosse visto trabalhando? Se adorasse ditaduras e torturadores.
Se tivesse sendo processado por ameaçar de morte uma ex-namorada? Se esse processo estivesse engavetado?

Se o filho de Lula tivesse um pai que ataca e tenta desqualificar uma adolescente militante do ambientalismo? Se desmentisse o que disse pela manhã?
Se o filho de Lula ameaçasse com volta da ditadura? Se chamasse ministros do Supremo de hienas? 

Se comandasse, dentro do governo, uma máquina ativa de produção de fake news e clúnias com dinheiro público? 
Se tivesse aparelhado o governo para perseguir inimigos políticos?
E se o filho de Lula falasse em nome de Lula e mandasse em Lula?

***

Imagem: reprodução/Foto: Alan Marques/FolhaPress

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