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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Morre o jornalista Paulo Henrique Amorim

O jornalista Paulo Henrique Amorim morreu de infarto fulminante, na madrugada desta quarta-feira (10/07/2019), em casa, no Rio de Janeiro. Seu último trabalho na televisão brasileira foi no Domingo Espetacular da Rede Record, onde comandou o programa por 14 anos. PHA era carioca e seu primeiro emprego foi no Jornal A Noite, da capital  fluminense, em 1961.
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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Jornalista relata "dia de cão" na posse de Bolsonaro: riram "das precárias condições da cobertura"

A jornalista e colunista Mônica Bergamo relatou na Folha de S.Paulo "um dia de cão" na cobertura do início do governo Bolsonaro. "É uma posse diferenciada e todos têm que entender isso. Com essas palavras, a assessora do Palácio do Planalto que acompanhava jornalistas num ônibus rumo ao Congresso Nacional, na manhã desta terça (1º), procurava acalmar veteranos da profissão (esta colunista entre eles) que não conseguiam, digamos, entender os novos tempos - e o tratamento reservado à imprensa na posse de Jair Bolsonaro na Presidência da República. Foi, de fato, algo jamais visto depois da redemocratização do país, em que a estreia de um novo governo eleito era sempre uma festa acompanhada de perto, e com quase total liberdade de locomoção, pelos profissionais da imprensa. O sufoco começou dias antes, no credenciamento".
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terça-feira, 19 de junho de 2018

Rejeição a checagem de fatos no Brasil surpreende Facebook

DW/Brasil - Para reverter a fama de principal vetor de notícias falsas da internet, o Facebook firmou parcerias com agências de checagem de fatos em 14 países. Implementado no exterior, o programa ajudou a reduzir o alcance orgânico de Fake news na plataforma em até 80%. Mas no Brasil a medida provocou uma forte reação de usuários contrários.
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sábado, 11 de março de 2017

Jornalista da Folha descobre que MBL dissemina mentiras


Escrito por Miguel do Rosário, em O Cafezinho - O premiado jornalista Gilberto Dimenstein descobriu que umas das fontes mais prolixas de notícias falsas, na internet brasileira, é o MBL, o “movimento social” patrocinado pelo PSDB.

Bom saber.


Faltou talvez Dimenstein admitir que o exemplo foi dado pela grande imprensa, como Folha, onde ele mesmo trabalha, que publicou certa feita uma ficha falsa de Dilma Rousseff. Pega na mentira, a Folha saiu-se com um clássico da pós-verdade (e acho que, na época, ainda nem se usava muito esse termo): “a autenticidade [do documento]  não pode ser assegurada, bem como não pode ser descartada”.

Estou dando apenas um exemplo: a tradição de pós-verdade da mídia corporativa, hoje, é uma rotina diária.

Naturalmente, a mídia é muito mais competente, em produção de mentiras, do que o MBL e sites como o “Jornalivre”.

Outra coisa interessante: Dimenstein também parece ter esquecido que a Folha, onde ele trabalha, passou todo o período de construção do golpe tratando o MBL como um movimento social muito importante. O jornalista não quis ligar os pontos: que o mesmo MBL, tão importante para dar ao impeachment um colorido de “movimento de rua”, sempre abusou da mentira para confundir o debate público.

O Fernando Holiday, que Dimenstein descobriu agora ser um mentiroso contumaz, inaugurou diversas ações genuinamente fascistas na Câmara de Vereadores de São Paulo, como invadir reuniões alheias, apenas para provocar, tentando obter alguns segundos de vídeo que lhe permitisse produzir um simulacro de realidade. (simulacro de realidade é também conhecido popularmente como “mentira”).

Ao final do texto, o jornalista ainda comete uma pequena – quase inocente – sabujice, mas que também é típica de nossos tempos de intolerância política: diz que essa “canalhice” acontece à esquerda e à direita. A observação me fez imaginar um jornalista, após descobrir que o monstro da Noruega que assassinou dezenas de jovens era próximo de organizações de extrema-direita, terminasse sua reportagem ressaltando que essa “canalhice acontece à direita e à esquerda”.

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No Comunique-se
 
Minha descoberta sobre notícias falsas – por Gilberto Dimenstein

Um dos temas mais importantes – talvez o mais importante – das mídias hoje é a disseminação de notícias falsas pelas redes sociais. Algumas das melhores cabeças do mundo estão buscando soluções. O que se tem de concreto é o seguinte: o jornalismo está em alta justamente por ter como missão (muitas vezes não consegue) buscar um mínimo de precisão.

Quero compartilhar aqui minha investigação – e certamente vai ajudar os mecanismos de combate à falsidade. Dirigentes do MBL (talvez por serem muito jovens e não saberem que eu, como repórter, ganhei os principais prêmios dentro e fora do Brasil por minhas reportagens investigativas) começaram a disseminar contra mim notícias obviamente mentirosas. Deixei correr para descobrir as pistas, sabendo que, por inexperiência, rastros seriam deixados.

Vi, então, que um dos disseminadores das mentiras é o líder do MBL, Fernando Holiday. Numa conversa telefônica (gravada), ele me revelou que o texto não era dele. Mas “concordava”. Perguntei-lhe, então, já que ele tinha tanta certeza, qual era sua fonte de informação. Revelou: Jornalivre.

Bastava ele dizer para mim: “peço desculpas, fui induzido a erro”. Tudo teria acabado aí. Não: com mais ferocidade, ele gravou um vídeo reafirmando todas as acusações. Achei estranho. Como estudante de Direito, ele deveria desconfiar de sua fragilidade numa ação de indenização por danos morais. Essa ferocidade aguçou minhas desconfianças.

Pode-se acusar Holiday de qualquer coisa. Menos de burro. Ele tem, no seu universo, uma trajetória de sucesso: venceu as barreiras criadas por ser pobre, negro e gay. Nesse ponto, admito, eu até o admiro. E, sinceramente, apesar de ele ter ideias muito diferente das minhas, também aprecio quem se dispõe a lançar debates contra a corrente – acho que esse tipo de provocação ajuda uma reflexão coletiva.

Por que ele insistiria em manter falsidades que daria para desmontar em 30 segundos? Ele escreveu, por exemplo, que eu tenho um “boteco” na Vila Madalena. Fiz um desafio nas redes sociais que chamou a atenção de centenas de milhares de pessoas: quem provar que eu tenho esse tal “boteco” pode ficar com o imóvel. Gerou então uma caça à comprovação.

Sabia que, ao fazer o desafio, rastros seriam deixados pelos responsáveis dessa engrenagem de fake news para provar que seria mesmo um “boteco”. Perfis falsos começaram a surgir usando o mesmo estilo de escrita de pessoas que eu já conhecia.

Comecei a investigar o Jornalivre que, recentemente, saiu numa lista de sites falsos. O site não é registrado no Brasil. Até aí, ok. Não tem expediente. Nem contato. Fui mais longe e colhi fortes indícios de que a fonte original é um publicitário de uma grande agência de publicidade brasileira, banido desta página por ser um hater. Descobri comunicação, via redes sociais, entre esse publicitário e dirigentes do MBL. Quando tiver as provas materiais, darei o nome. Vocês vão ficar surpresos em saber que alguém assim ocupa um cargo tão importante numa agência tão importante.

Como um site que não tem expediente – ou seja, um responsável – pode ser fonte confiável? Ainda mais para um homem público? Assim se vê a trilha. Monta-se um site falso, impossível de responsabilizar alguém – e uma rede dissemina.

Aviso: essa canalhice digital ocorre à esquerda e à direita.

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Gilberto Dimenstein. Jornalista, escritor e empreendedor. Ao longo de sua carreira, foi contemplado com diversas premiações nacionais e internacionais, incluindo troféus no Prêmio Comunique-se. Na imprensa, colaborou com a Folha de S. Paulo por 28 anos, integrou o time de colunistas da CBN e idealizou o site Catraca Livre.
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domingo, 15 de novembro de 2015

O último texto de Rezende antes de ser demitido pela Globo

Integrante do grupo de jornalistas da Globo News há 18 anos, na véspera de sua demissão, Sidney Rezende escreveu seu último texto intitulado: "Chega de notícias ruins". No texto, publicado em seu perfil no Facebook e em seu blog pessoal, Rezende faz duras críticas ao jornalismo praticado no Brasil, como escreveu Maurício Stycer em seu blog no Uol, ao comentar sobre o que disse o jornalista.

"Poderia ser endereçada a praticamente todo o time de articulistas da Globo", comentou o jornalista Kiko Nogueira ao replicar o texto no DCM.

Abaixo, transcrevo o texto de Rezende, na íntegra.

Chega de notícias ruins

Por Sidney Rezende

"Em todos os lugares que compareço para realizar minhas palestras, eu sou questionado: “Por que vocês da imprensa só dão ‘notícia ruim’?”

O questionamento por si só, tantas vezes repetido, e em lugares tão diferentes no território nacional, já deveria ser motivo de profunda reflexão por nossa categoria. Não serve a resposta padrão de que “é o que temos para hoje”. Não é verdade. Há cinismo no jornalismo, também. Embora achemos que isto só exista na profissão dos outros.
Os médicos se acham deuses. Nós temos certeza!

Há uma má vontade dos colegas que se especializaram em política e economia. A obsessão em ver no Governo o demônio, a materialização do mal, ou o porto da incompetência, está sufocando a sociedade e engessando o setor produtivo.

O “ministro” Delfim Netto, um dos mais bem humorados frasistas do Brasil, disse há poucas semanas que todos estamos tão focados em sermos “líquidos” que acabaremos “morrendo afogados”. Ele está certo.

Outro dia, Delfim estava com o braço na tipoia e eu perguntei: “o que houve?”. Ele respondeu: “está cada vez mais difícil defender o governo”.

Uma trupe de jornalistas parece tão certa de que o impedimento da presidente Dilma Rousseff é o único caminho possível para a redenção nacional que se esquece do nosso dever principal, que é noticiar o fato, perseguir a verdade, ser fiel ao ocorrido e refletir sobre o real e não sobre o que pode vir a ser o nosso desejo interior. Essa turma tem suas neuroses loucas e querem nos enlouquecer também.

O Governo acumula trapalhadas e elas precisam ser noticiadas na dimensão precisa. Da mesma forma que os acertos também devem ser publicados. E não são. Eles são escondidos. Para nós, jornalistas, não nos cabe juízo de valor do que seria o certo no cumprimento do dever.

Se pesquisarmos a quantidade de boçalidades escritas por jornalistas e “soluções” que quando adotadas deram errado daria para construir um monumento maior do que as pirâmides do Egito. Nós erramos. E não é pouco. Erramos muito.

Reconheço a importância dos comentaristas. Tudo bem que escrevam e digam o que pensam. Mas nem por isso devem cultivar a “má vontade” e o “ódio” como princípio do seu trabalho. Tem um grupo grande que, para ser aceito, simplesmente se inscreve na “igrejinha”, ganha carteirinha da banda de música e passa a rezar na mesma cartilha. Todos iguaizinhos.

Certa vez, um homem público disse sobre a imprensa: “será que não tem uma noticiazinha de nada que seja boa? Será que ninguém neste país fez nada de bom hoje?”. Se depender da imprensa brasileira, está muito difícil achar algo positivo. A má vontade reina na pátria.

É hora de mudar. O povo já percebeu que esta “nossa vibe” é só nossa e das forças que ganham dinheiro e querem mais poder no Brasil. Não temos compromisso com o governo anterior, com este e nem com o próximo. Temos responsabilidade diante da nação.

Nós devemos defender princípios permanentes e não transitórios.

Para não perder viagem: por que a gente não dá também notícias boas?"

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PS do blog: Diria que, vários outros jornalistas de outras emissoras, também poderiam perfeitamente serem destinatários do referido texto.
   
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Os pilares da estupidez

Por Mauro Santayana, reproduzido do seu blog

(Jornal do Brasil) – Está em curso, há anos, nas “redes sociais” insidiosa campanha de agressão à democracia e crescentes ataques às instituições. Quem cala, consente. Os governos do PT têm feito, em todo esse período, cara de paisagem. Nem mesmo quando diretamente insultados, ou caluniados, os dirigentes do partido tomaram qualquer providência contra quem os atacava, ou atacava as instituições, esquecendo-se de que, ao se omitirem, a primeira vítima foi a democracia.
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domingo, 19 de outubro de 2014

Jornalistas, eu os acuso!


- A responsabilidade da imprensa pelo acirramento de ânimo entre petistas e anti-petistas é evidente. Estão fabricando um fosso que vai se aprofundando. Um dia será impossível a construção de pontes para o retorno à confraternização.

Ontem (18/10) publiquei um twit com a seguinte mensagem: "O antipetismo cego está se radicalizando e dividindo o país. Um dia ainda conseguem a guerra civil.”. É o que penso de verdade, mas esse pensamento não cabe em somente cento e quarenta caracteres, por isso a razão desse texto.

Estamos entrando num caminho extremamente perigoso, a partir do qual a percepção de uma parcela da população quanto à dificuldade de solução política pela via democrática começa a criar, em mentes menos tolerantes, perigosas ideias de dominação a qualquer preço, a qualquer custo.

A paz social sempre nos caracterizou, ao ponto de sermos inclusive considerados pusilânimes. Enquanto o povo argentino ou o chileno não deram trégua às respectivas ditaduras, os militares brasileiros sentiram-se totalmente confortáveis na cadeira do poder, praticamente sem resistência da população, sem contar uns poucos “chatos” que não chegaram a causar incômodo relevante.

Sempre fomos assim, um povo pacífico. Os que hoje arriscam perturbar essa paz brincam de forma irresponsável com o monstro do sonho totalitário. Fazem isso porque, ou pensam tolamente que o barulho ainda é incapaz de acordá-lo, ou são idiotas imaginado que lograrão controlá-lo.

O abismo que estão criando é capaz de engolir os dois lados.

É sábia a comparação feita pelo juiz paulista Marcelo Semer do jogo praticado pela imprensa real com aquele retratado no excelente filme “V de Vigança”, no qual, dada a ordem para a disseminação do medo pela imprensa, esta imediatamente passa a publicar somente manchetes negativas. O objetivo? Causar medo na população, disseminar o pânico, para facilitar o caminho daquilo que apropriadamente Semer denomina de “populismo legal”, com estabelecimento de medidas apresentadas como de “segurança” e de “benefício social”, que, porém, invariavelmente envolvem severa redução das liberdades e dos direitos individuais. Em todo lugar, em toda a história, a escalada do medo é seguida da ascensão do canto do radicalismo conservador, com o discurso do ódio, da segregação, do preconceito, do endurecimento criminal, do conservadorismo moral, da eterna sensação conspiratória causada pela vigilância de todos por todos. Sempre envolve imensas perdas e grave retrocesso civilizatório.

Se isso ocorrer, parcela substancial da culpa deve ser atribuída a quem a merece: os jornalistas.

As empresas jornalísticas praticam a política que interessa às corporações que são suas donas, pretendem a subida de um governo mais palatável ao financismo, mais aberto ao capital especulativo. Elas apelidaram isso de “mercado”. Porém, embora com culpa inarredável, não teriam a facilidade que têm não fosse a extrema leniência, subserviência mesmo, que os jornalistas empregados nesses veículos inacreditavelmente demonstram. Falta honra, falta vergonha na cara para os jornalistas.

Claro que todos temos medo de perder emprego, lógico que precisamos do ganha-pão. Existem momentos, contudo, em que valores mais elevados do que a mera superação da incerteza se impõem. Não se imagina que possa um médico empregado realizar uma cirurgia com bisturi enferrujado sob o descabido argumento de que seu patrão mandou.

Da mesma forma, não poderiam os jornalistas contratados estar compactuando, como em grande parcela estão, com uma ação confessadamente orquestrada pela grande imprensa no papel de oposição, o que violenta os mais elementares princípios da informação que deveriam pautar o jornalismo.

São cúmplices desse desvario político e serão, junto com seus patrões, culpados por toda e qualquer ruptura institucional ou social que eventualmente ocorrer. São co-autores desse crime de imprensa que está dirigindo a nação para conflitos impensados há poucos anos.

No mínimo, repúdios diários das associações e dos sindicatos de jornalistas deveriam ser publicados, a cada manchete nitidamente tendenciosa. Os professores e estudantes das faculdades de jornalismo deveriam mobilizar-se maciçamente em eventos públicos que demonstrassem, de forma inequívoca, que a classe não compactua com os objetivos das empresas jornalísticas.

Todavia, afora exemplos admiráveis de jornalistas desvinculados das grandes empresas, muitos atuando no que orgulhosamente chamam de “blogs sujos”, o que se vê é timidez, é silêncio da classe. Isso tem nome: trata-se de compactuar por omissão.

E e a partir dessa omissão, o Brasil, um país historicamente pacífico e reconhecido por essa natureza de tranquilidade social, aos poucos vai se metamorfoseando numa espécie de Bósnia da década de 1990 ou com outros países cujos profundos conflitos sociais resultaram em facções da população se auto-digladiando em busca do poder ao preço da própria destruição e da ruína do próprio país. Aos vencedores, os escombros.

Hoje, ainda nos encontramos num estágio mais brando. O que vemos é um indivíduo se achar no direito de vociferar agressões verbais a um ator que, na condição de pessoa comum e acompanhado de sua mulher, tentava fazer uma refeição num restaurante, somente porque esse ator declarou apoio a candidatura petista.

Nesse momento, a violência física chegou “apenas” à inacreditável agressão de um cadeirante que, nas ruas, exercia o seu direito constitucional de militar politicamente, sendo jogado ao chão por um descerebrado por usar um broche do partido no peito e uma bandeira na mão.

Ainda estamos num estágio incipiente (e insipiente) em que um artista, mais famoso por ter passagens na polícia do que pela arte que exerce, ao invés de simplesmente pedir votos para o candidato que apoia, entende-se no direito de atacar um colega de profissão, denominando-o de “marginal” e “acéfalo”, simplesmente por discordar da opção eleitoral do artista que agride.

Esse é o nível em que estamos atualmente. Amanhã, porém, petistas e anti-petistas poderão ser obrigados a se entricheirar em condomínios e quarteirões onde viverão livres da presença incômoda da democrática voz dissonante, mas presos no próprio espaço em que se confinaram.

Felizmente, ainda estamos longe disso. Por ora os conflitos ocorrem mais pesadamente em ambiente eleitoral. Porém, se lembrarmos que até pouco não era assim e que a escalada da violência vem progressivamente aumentando, já extrapolando do limite verbal para o físico, não há porque imaginar que um conflito interno mais grave não possa ocorrer no futuro.

Hoje agridem petistas, amanhã os petistas revidarão e isso conduzirá ao caos. Novamente invocando Marcelo Semer, o namoro com o estado policial pode ser entendido no presente como uma opção eleitoral, porém, sair dele no futuro, nunca será. Desse namoro resulta inescapável casamento compulsório do qual não se pode libertar sem muita dor, sem muito sofrimento, sem muita perda.

Essa é a responsabilidade que imputo à imprensa e, principalmente, aos jornalistas.

O abismo que está se aprofundando não resultou da queda de um imprevisível meteoro social. Ela é fruto inevitável do incansável trabalho da impensa na prática da escandalização de um lado só, das distorções da realidade, da manipulação da verdade, da ocultação criminosa de tudo que seja entendido como positivo, da disseminação da falsa ideia de que todos os problemas do Brasil possuem apenas um só nome e uma só coloração.

Enfim, o acirramento político e a escalada de violência que se testemunha é o filho degenerado de um posicionamento orgulhosamente assumido pela imprensa na voz da presidente da Associação Nacional de Jornais, Judith Brito, da Folha de São Paulo, que, em entrevista ao jornal O Globo, não teve qualquer pudor em confessar que, ante a fragilização da oposição no Brasil, cabia aos meios de comunicação ocupar a posição oposicionista no país.

É preciso que os ânimos sejam serenados e que os eleitores que não desejam o PT governando entendam, de uma vez por todas, que esse partido foi alçado e vem sendo mantido no poder através de eleições realizadas de forma absolutamente democrática e que, se tiver que sair do poder, e não tenham dúvidas de que sairá um dia, esse caminho necessariamente deve passar pelo mesmo itinerário do convencimento pacífico e democrático, necessariamente pela sufragação nas urnas.

Creiam, a opção é muito pior.

Os eleitores do PT já deram demonstrações sobejas de que são mais orgânicos e militantes do que os simpatizantes dos outros grandes partidos. Eles são milhões e representam uma parcela significativa do país, quase um terço, e não podem, simplesmente, ser calados, manietados ou impedidos de escolher pelo voto os mandatários da nação. Não cabe a pretensão elitista de silenciar os nordestinos ou os cidadãos que recebem benefícios sociais.

O regime político brasileiro ainda não é, e espero que nunca seja, totalitário, ditatorial, embora aparentemente muitos assim desejem.

A cada cidadão um voto e que prevaleça a democracia.

Essa é a única maneira de evitar uma convulsão social.

Esse deve ser o objetivo de cada jornalista brasileiro que entenda o poder que a manchete possui na estruturação do tecido social, no direcionamento da pauta de discussões públicas, na determinação dos sentimentos sociais capazes de conduzir para um lado, pacífico e desejado, ou para o outro, radicalizado e trágico.

Até aqui, a irresponsabilidade dos jornalistas, entendidos como classe, imperou.

É por isso, jornalistas, que eu os acuso!


Fonte: http://www.jornalggn.com.br/blog/marcio-valley/jornalistas-eu-os-acuso
Imagem: reprodução/fichacorrida

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sábado, 9 de agosto de 2014

É hora de louvor à Nossa Senhora do Perpétuo Espanto

Oração à Nossa Senhora do Perpétuo Espanto, a "padroeira" dos jornalistas:

"Nossa Senhora do Perpétuo Espanto, rogai por nós. Que eu possa manter os sentidos atentos para perceber o novo e a memória viva para preservar o passado.
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domingo, 30 de março de 2014

‘Eu, o direitista raivoso’

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo -  

Eu não vou cumprimentar ninguém porque estou com raiva.
Então vamos direto.
Eu sou o DIRAI. O Diretista Raivoso.
Eu tenho raiva. Eu vivo da raiva. Eu morro de raiva.
Eu sou a raiva.
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sábado, 1 de março de 2014

O inexorável peso dos fatos

É manchete nos principais jornais de sexta-feira (28/2) o resultado da economia brasileira no ano de 2013. O tom de espanto domina os títulos das reportagens e das análises dos economistas credenciados pela imprensa. O Produto Interno Bruto cresceu 2,3%, contrariando o canto fúnebre entoado incessantemente pela mídia tradicional até o dia anterior.
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sábado, 30 de março de 2013

Jornalista Rachel Sheherazade recebe críticas ao opinar sobre o deputado Marco Feliciano


Rachel Sheherazade, a jornalista com pinta de modelo, âncora do telejornal SBT que fez uma critica bem elaborada sobre o carnaval brasileiro, emitiu uma opinião sobre a postura do pastor deputado Marco Feliciano. Rachel, desta vez não agradou. Sua opinião causou indignação entre artistas e colegas de profissão da empresa.
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A doença de Lula, o SUS, jornalistas, e as Redes Sociais

Assim que começaram as publicações sobre a doença do ex-presidente Lula, jornalistas ligados aos grandes meios de comunicação, jornalistas independentes, blogueiros, foram bombardeados por intensa manifestação de seus leitores. Através das redes sociais descambou uma série implacável de comentários desprovidos de um mínimo de respeito, cheios de ódio, e até certo ponto desumanos. O ataque tinha como objetivo comentar ou tripudiar em cima do que foi escrito sobre o estado de saúde de Lula e sua internação. A polêmica chegou a todos os segmentos da mídia. Em campo os anti-Lula e os pró-Lula.
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