quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Big brothers e Maçons: uma analogia "quase" perfeita.

Todo o secretismo místico, os conceitos falsos sobre a Maçonaria, inclusive a ideia de ser Ela uma simples Sociedade Secreta, aos poucos deixam de existir. Muitos são aqueles que insistem em classificá-la como uma religião, ou uma seita anti-cristã inimiga da sociedade. Ainda não admitem que a verdade, os segredos, filosofia, e até seus cultos ritualísticos, são de livre conhecimento público. Basta verificar a vastíssima gama de publicações, livros, filmes, documentários, Blogs, e sites, disponíveis a qualquer pessoa que queira aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto. Seu objetivo, sua origem, o que fazem o iniciados, é acessível a todos. São diversos os sites reconhecidos ou não, pelo poder Central da Organização. Muitas lojas maçônicas possuem o seu próprio portal. Assim como existem muitos sites, notadamente religiosos, que se declaram contrários à Maçonaria, causando controvérsias quanto ao real objetivo de sua existência.
         

Como foi dito, tem muito site, tem muito Blog, divulgando e publicando sobre o Tema. Antes de entrar no ponto central deste post vamos mencionar, a título de ilustração, alguns exemplos. Certamente o leitor irá identificar pelo conteúdo do que foi publicado, se o autor é contrário ou favorável aos ideais da Maçonaria. Ou se a matéria é um trabalho sério, documentado, para compartilhar conhecimento. 

A Irmandade Secreta dos Maçons (1/5)
Sexta, 23 Abril 2010
A Maçonaria não é uma religião no sentido de ser uma seita, mas é um culto que une homens de bons costumes. A Maçonaria não promove nenhum dogma que deve ser aceito taticamente por todos, mas inculca nos homens a prática da virtude....


Recentemente a revista Super Interessante publicou uma reportagem (Ed.272-dez/2009), sob o título: Decifrando a Maçonaria. Na mesma edição, outro tópico: Tudo que você precisa saber sobre o Símbolo Perdido, referindo-se ao best seller escrito por Dan Brown. Nesta obra, Brown, explora todo o simbolismo ritualístico da Maçonaria. Sucesso também no cinema, serviu de fonte para uma matéria publicada aqui. A propósito, para quem leu o livro e não conseguiu captar em algum capítulo a ligação com os símbolos e rituais maçônicos, me permita sugerir a leitura do livro de autoria do Mestre Maçon, Moacir José Outeiro Pinto, Convite aos Mistérios Maçônicos - uma insólita viagem ao "Símbolo Perdido", uma obra em que o autor separa ficção e realidade sobre o contido na magnifica obra escrita por Dan Brown. Tudo baseado na luz da sabedoria maçônica. Também objeto de postagem no Blog do Guara


Antes de dar segmento ao texto, gostaria de citar o artigo de capa da Revista Star (ed.98-Dez/2010): Revelando segredos da Maçonaria. Dos Blogs, dentre tantos que sigo e que escrevem sobre o tema, dois me chamaram atenção: A Maçonaria Revelada, de responsabilidade de Gabriella Santos (favorável), e o Blog do Corvo (contrário), por vezes totalmente equivocado.

Uma das mais interessantes alusões à Maçonaria que encontrei recentemente, foi um texto de autoria de, Sylvio Carlos Galvão, co-editor da Revistra eletrônica AtrevidaX. O autor compara, eu diria que despretensiosamente, a seleção e a preparação dos candidatos ao Realty show mais famoso da TV brasileira, com a seleção e preparação dos candidatos a serem iniciados na Maçonaria. Não quero aqui entrar no mérito da seriedade ou da qualidade do programa Big Brother Brasil, mas registrar a analogia quase perfeita, entre os momentos que antecedem a entrada dos candidatos nas diferentes casas. Ou seja, os primeiros no suntuoso local (Projac) onde ficarão confinados por um certo tempo os "brothers", e a casa (templo), que os segundos passarão a frequentar semanalmente. 

O autor os chama de neófitos, tanto "bigbrothers" como "profanos", termo usado pelos maçons para designar um não iniciado na Ordem. Os candidatos (sarados e gostosonas) à casa mais vigiada do Brasil, que concorrerão ao prêmio milionário, quer queiram quer não, também a mais comentada na grande rede, "passam por uma Diligência". Cujos critérios, além dos subentendidos, são, segundo Sylvio, os seguintes: beleza, carreira, comportamento, região onde mora, etc. Isso garantiria a "idoneidade" entre tantos outros que enviaram seus filmes de apresentação, com a finalidade de pleitear uma vaga na Casa. 

Por outro lado, os candidatos à Maçonaria, passam também por uma Diligência. Mas, antes recebem o convite de um Mestre Maçon. "Neste caso a idoneidade diz respeito à Moral e Bons costumes do candidato" - escreve Galvão. Definido os candidatos, segue-se o momento da espera enquanto se realiza a Diligência. Enquanto para alguns se dá no plano físico, confinados em luxuosos hotéis, para outros se dá no plano mental. Que aguardam em sigilo a data de sua iniciação, "vivendo consigo mesmo o "segredo" já tão conhecido dessa Ordem iniciática". Vivem momentos de expectativa parecidos, porém com a certeza que os dias que se aproximam podem mudar suas vidas. Os "bigbrothers" já assistiram o programa. Os "profanos" já ouviram falar muito, e estudaram bastante sobre Maçonaria. Porém, os dois grupos tão distintos, não tem a mínima noção do que existe "dentro" das respectivas "Casas". 

Segundo o autor do texto, depois do confinamento os escolhidos para viverem a emoção de ser um "bigbrother" são levados para fora e ficam em tendas pretas, no escuro. Os neófitos do segundo grupo, candidatos à Maçonaria, são vendados e levados para o interior da Loja onde terá inicio o processo de iniciação propriamente dito. Ambos os grupos em plena escuridão. Uma verdadeira morte para um renascimento. Em absoluta incerteza, mas carregada de esperanças de uma nova vida - diz Carlos Galvão.

A narração segue surpreendente. No caso da Maçonaria o autor cita a "sala de reflexões" onde o neófito, sem a venda, diante de alegorias, fica pensando se prosseguirá ou não no caminho pelo qual optou. Até que alguém venha vendá-lo novamente e fazê-lo caminhar na ante-sala do Templo. A chamada "Sala dos Passos Perdidos", nas palavras do próprio narrador. No caso dos BBs, o comandante do programa os conduz, desvendados, "ao veículo que os levará até a casa". 

Sylvio Carlos Galvão, senão um iniciado, um grande estudioso sobre o tema referido conclui com mais uma relação que estabelece entre "Bigbrothers" e Maçons: a de que tudo muda para ambos os grupos de candidatos. E que suas vidas jamais serão as mesmas.

Leia a íntegra da matéria aqui. Depois fique a vontade para registrar seu comentário. Será de extrema importância para chegarmos a verdade do que aqui foi escrito.

Concluindo. Para se aprender a ler e escrever, normalmente a gente vai para uma Escola. Segue em frente para um ensino básico, depois para o que denominamos ensino fundamental. Poucos são os que concluem esta etapa. A próxima, é o ensino superior em uma Universidade. Neste estágio uma parcela menor ainda consegue ultrapassar a grande barreira que se encontra pela frente. É impossível obter conhecimento verdadeiro sem que frequentemos uma Escola de qualquer ramo do conhecimento. A Maçonaria, antes de tudo, é isso. Uma Escola que nasceu sob as três colunas da sabedoria e do conhecimento humano. Como frisou um grande Mestre Maçon, são elas: a Filosofia, a Religião e a Ciência. Que complementam-se entre si.  Na universidade, dentro de quatro, cinco anos, você está apto a receber um diploma e ao exercício dos conhecimentos adquiridos. Na Maçonaria, terá que estudar a vida inteira. Se for merecedor, talvez receba teu diploma em uma outra vida.

Uma ressalva se faz necessária. Reconhecemos que toda a glória deve ser dada ao grande Criador de tudo. E que necessariamente temos o dever de reconhecer a liberdade de crença, a liberdade de expressão e de ideias. Direitos inerentes e irrevogáveis de cada ser humano.



Imagem: DigNow.
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5 comentários:

Anônimo disse...

Analogioa pobre e sem motivo, em nada contribui para a formação/conhecimento/informação. A iniciação é uma cerimonia em que o carater simbolico e as alegorias utilizadas buscam que o neófito tome consciencia da condição que naquele momento assume ou esta prestes a assumir, seu compromisso (que antes de mais nada é consigo mesmo) e realizada dentro de um ambiente particular e não de maneira devassada para todos. Ou por assim dizer que aqueles que estão prestes a terem sua individualidade e privacidade esmiuçada e exposta a todos como é feito no tal programa é semelhante aos momentos de reflexão e introspecção pelo qual passa um iniciando? E mais que os objetivos (ser famoso, ter uma vida publica, tornar-se celebridade para o BBB) são os mesmos que o abraçado por um maçom? É no mínimo chamar a atenção para algo que não diz respeito a ser divulgado. Aqueles que são, não precisam declarar-se, simplesmente são. Lembre-se que a mão direita faça o bem sem que a esquerda saiba e vice versa, embora não são poucos aqueles que por vaidade, façam questão de declararem-se membros da ordem, com seus adesivos em carros, seus aneis, canetas, correntes , titulos e tudo quanto é parafernalia para mostrarem-se. "Vanitas vanitatum omnia vanitas", Vaidade das vaidades, tudo é vaidade. Triplice

Anônimo disse...

aposto que quem comentou ali embaixo -v ser um maçon!kkkkkkkkkkkkkk aparecido!

GUARACI CELSO PRIMO disse...

Sr. Anônimo,
Fico grato por sua participação neste site. Faço questão de mantê-lo como um espaço democrático. Deixo o convite para entrar em contato, através do formulário, ou mesmo por e-mail. Certamente uma troca de idéias e conhecimentos nos ajudará muito a trilhar o caminho da Luz, do progresso e da evolução.
Obrigado e volte sempre.

Anônimo disse...

Pior texto que li até hoje, nada a ver !

GUARACI CELSO PRIMO disse...

Tomei cuidado para disponibilizar o link da matéria original, fonte deste texto, e outros para formar juízo a respeito da analogia. Assim como a liberdade de expressão é um direito constitucional, o direito de publicar ou não comentários anônimos é um atributo exclusivo do dono do site. Conheço vários iniciados que sabem bem menos sobre Maçonaria que um "profano". Bem como tenho verificado que muitos iniciados tem a preocupação de divulgar os verdadeiros ideais da maçonaria, sem fazer disso veículo de vaidade.
Fico grato pelos comentários.

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