segunda-feira, 15 de março de 2021

Os rumores sobre a venda da Globo, por Luis Nassif

www.seuguara.com.br/Globo/venda/
Por Luiz Nassif, no GGN - Voltaram os boatos sobre a venda das Organizações Globo. Nos próximos dias será divulgado seu balanço, com prováveis resultados péssimos. E os boatos devem aumentar. Mas não vá na conversa de venda da Globo para a JBS, intermediada pelo BTG Pactual. Parece mais firula de mercado.
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O mais provável parece ser a Comcast, que controla a NBC Universal. A Comcast ganhou expressão como provedora de vídeo, Internet de alta velocidade e telefonia nos EUA. Depois, tornou-se um dos supergrupos que surgiram nas últimas décadas, a partir de empresas de telefonia adquirindo grupos de entretenimento.


Ela controla a rede NBC, os estúdios de cinema Universal, a partir de empreendimentos pioneiros, iniciados no século 20. A NBC fundou a primeira rede de rádio do país em 1926.


Em 2002 deu início ao seu segundo avanço sobre países de língua espanhola, ao adquirir a Telemundo, tornou-se a segunda maior emissora em língua espanhola nos EUA.

Em janeiro de 2011, a Comcast adquiriu o controle da NBC Universal. Seguiram-se os lançamentos das várias marcas jornalísticas, para esportes, finanças e outras mais.


Tornou-se a segunda maior empresa de radiodifusão e televisão a cabo do mundo, perdendo apenas para a AT&T; maior empresa de TV a cabo e maior provedor de serviços de Internet doméstico nos EUA. Tem controle familiar,  e é conhecida por seu poder de lobby sobre o Congresso americano.


Tem sociedade com a Globo nos canis Telecine, distribuídos pelas empresas de telefonia. E conteúdos capazes de rivalizar com os grandes provedores globais de filmes sob demanda.


A parceria - ou aquisição do controle - com a Globo lhe interessaria. E consolidaria o destino manifesto da Globo - que a família Marinho relutou em aceitar - de se transformar apenas em um grande provedor de conteúdo para países e comunidades de língua portuguesa.


Atualmente, ambos os grupos mantém uma parceria nos canais Teletime, distribuídos pelas empresas a cabo.


Para a Globo seria o porto seguro, em um momento em que está enfrentando uma brava crise econômica, gastando suas reservas financeiras, e tornou-se politicamente vulnerável depois da prepotência de pretender comandar o Brasil.


Dependendo da maneira como o negócio for fechado, talvez seja hora de se avançar em normas de regulação da mídia, com leis anti-cartelização e proibição de proselitismo político.


Imagem: reprodução


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