O simbolo perdido de Dan Brown e a Maçonaria
Foi lançado no último dia 15 próximo passado, o último romance de Dan Brown. O escritor de "O código Da Vinci" espera atingir o mesmo sucesso com "O símbolo perdido". A impressão inicial será de 6,5 milhões de cópias, segundo a Editora Random House. Levando em conta que o primeiro vendeu em torno de 81 milhões tornando-se o sexto livro mais popular da história, O símbolo perdido teria potencial para atingir fácil, a marca de 50 milhões de cópias vendidas. The Lost Symbol que a princípio se chamaria "The Salomon Key", ou A chave de Salomão terá as memas características de ficção e mistério envolvendo o mesmo personagem, Harvard Robert Langdon que estrelou Anjos e Demônios, sucesso nas telas do cinema. Novamente, Dan Brown vem trabalhar sobre o mundo invisível do misticismo que envolve as sociedades secretas e locais escondidos, desde muito tempo. Não só nos Estados Unidos, mas em todo o mundo. O próprio escritor revelou em 2006, que a data do lançamento: 15/09/09, teria um significado místico. A soma dos algarismos resulta em 33. Curiosamente, este número ter a ver com os rituais praticados na Maçonaria. O que o novo livro teria a ver com Maçonaria? - Na edição ilustrada de "O código da Vinci", Brown coloca intencionalmente na capa, pistas sobre o novo romance.Nas páginas, existem gravuras de pedaços de papel com letras mais escuras, que copiadas no final, revelam uma frase relativa aos rituais específicos utilizados pelos maçons. Lembremos que inicialmente o título da obra seria "A chave de Salomão", em alusão à história bíblica da construção do Templo de Salomão no ano 1000 A/C. Esta passagem é utilizada para ilustrar rituais da Maçonaria em sua origem mística. Antes de 2006, quando revelou a data da publicação, Brown comentara em raro discurso que a sequência de "O código da Vinci" seria sobre os Maçons. E que estes deveriam estar felizes, porque não existe tanta desinformação sobre a Ordem. Não totalmente errado, haja vista que a Maçonaria é hoje em dia mais discreta do que secreta. Basta uma rápida pesquisa na Internet e verificar a vasta publicação de livros sobre esta milenar sociedade.
Dan Brown sempre alegou que seus livros são baseados em fatos. Se levarmos em consideração as referências sobre os Iluminattis e a organização católica Opus Dei, que existem até hoje, aparentemente mereceria uma certa concordância. Mas a finalidade e objetivos de cada uma, incluída a Maçonaria, não condiz com a argumentação fictícia utilizada por ele em seus livros. Infelizmente nem todos os eleitores podem discernir entre ficção e realidade.
Durante muitos anos, desde a sua transformação de "operativa" para "especulativa", a fraternidade maçônica tem sido alvo das mais intrigantes acusações e desinformação. Não estou afirmando que o escritor pretenda ser um inquisidor das ditas sociedades secretas. Muita gente ainda se pergunta o que é Maçonaria? Para que foi criada? Quando surgiu? É na verdade uma religião? Ou uma grande conspiração para impor uma nova Ordem mundial?
A Maçonaria segundo grandes estudiosos e pesquisadores possui adeptos em todos os setores da sociedade, públicos ou privados. Segundo eles a Maçonaria é a maior e mais antiga organização fraternal que existe no mundo. Sua origem mística, segundo a maioria vem mesmo dos construtores do Templo de Salomão, em Jerusalém. Acredita-se ter sido desenvolvida a partir das corporações de ofício dos pedreiros europeus, que construiam castelos e catedrais durante a Idade Média. Ao lado, erguiam depedências temporárias chamadas de Alojamentos, onde os pedreiros (maçons) recebiam seus salários, os planos de trabalho, e treinavam os aprendizes do ofício.
A primeira Grande Loja da Maçonaria foi criada em 1717, em Londres, transformando as ferramentas utilizadas na construção pelos pedreiros, em simbolos de conduta. Adaptando a terminologia usada entre eles para comunicação, em palavras, toques e sinais para se identificarem entre si.
Nesta época, comsagra-se a Maçonaria "especulativa", que passou a admitir naquelas corporações, elementos não exlusivamente pedreiros, mas homens oriundos dos mais diversos ramos de atividade. Tal qual é o procedimento hoje em dia. Conservam em seus cerimoniais a lendária história bíblica da Construção do Templo de Salomão, como mencionado, como sendo o simbolo da construção do Templo interior, no coração dos homens.
A partir do ano de 1730, a Maçonaria se espalhou entre as colônias americanas. Navegou por todos os mares a bordo de navios da colonização britânica, francesa e holandeza. Dentre os primeiros maçons dos Estados Unidos, estavam Benjamin Franklin, George Washington, Paul Revere e outros fundadores.
Após a revolução americana muitas Grandes Lojas apareceram em muitos Estados.
A Maçonaria é baseada na crença de que cada homem pode fazer a diferença no mundo, melhorando a si mesmo, e tendo um papel ativo na comunidade em que vive. É uma instituição reconhecida, de caráter filantrópico, filosófico, fraternal, e educacional. Pugna pela prática da beneficiência e do Bem. Proibe em suas reuniões a discusão sobre credo religioso e opção política. Pretendendo com isso promover a harmonia e prevenir animosidades ou desavenças pessoais.
Os maçons creem em um Ser Supremo, que é Deus. E o denominam o Grande Arquiteto do Universo, a quem é devida toda a Glória humana.
De um modo geral a Maçonaria é composta de três grandes potencias: As Grandes Lojas, os Grandes Orientes, e as confederações independentes. Harmônicas entre si.
No Brasil, o Grande Oriente do Brasil, agrega a grande maioria das Lojas, ou templos onde se reunem os maçons regulares.
Para concluir este pequeno relato, visto que este assunto certamente requer anos de estudo, recebi a informação de que foi criado, em conjunto com a Associação Maçônica da América do Norte e o Memorial maçônico George Washington, o site The Lost Symbol e Freemasonry para acompanhar a repercusão e desdobramentos da publicação do novo livro de Dan Brown. Também divulgará o projeto em que está embuída a Maçonaria americana explicando sobre suas referências históricas. Suas práticas, cerimônias, filosofia e simbolismo.
Via: O Malhete.
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