sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pequeno histórico sobre o Papel Higiênico.

Você sabia que o papel higiênico produto indispensável para a higiene pessoal tal qual a pasta de dente, ao longo da história era substituído por folhas de alface, trapos, couro, grama, folhas de árvores? Eu ouvi falar que nossos antepassados usavam sabugos de milho. Os primeiros a conceber a ideia do uso tal como é hoje, foram os chineses, no século II aC. Não em forma de rolos, mas em folhas únicas que mediam dois metros de largura por 90 cm de altura. Porém, de uso restrito aos imperadores e seus cortesões.

         

Na Roma antiga eram utilizados pedaços de lã embebidos em água de rosas. E como gente fina é outra coisa, a realeza francesa usava pedaços de renda ou seda. No mundo nobre de Reis e Rainhas, era comum o uso pelos mais ricos e poderosos de folhas de Cânhamo. Segundo o "Aurélio" uma planta canabínea que fornece uma espécie de fibra têxtil, e um fruto de onde se retira um tipo de óleo. 

Por volta de 1857, um homem chamado Joseph C. Gayetty, lançou o primeiro papel higiênico no mercado. Extremamente caro, o produto consistia em camadas de papel umedecidos com aloe vera. Como slogam de marketing, Gayetty, usou a frase: "a maior necessidade da nossa era, o papel Gayetty, banho medicinal. Convenhamos, tão estranho como o comercial de uma famosa marca atual, que mostra personagens gritando o nome do "mordomo" Alfredo. Naquele tempo, como diria o "outro", já se produziam comerciais "Nadavê".

O papel higiênico em rolos, tal como conhecemos hoje, começou a ser comercializado em 1880, pelos irmãos Edward e Clarence Scott. No princípio a ideia enfrentou vários obstáculos. Criaram-se tabus em torno do novo produto. Considerou-se imoral e pernicioso, expor os rolos em lojas diante do público em geral.

Até 1935, o papel higiênico que se usava era considerado de baixa qualidade, podiam conter impurezas e eram ásperos. Só a partir deste ano que apareceu o papel absorvente. 

Em 1944, ao final da segunda guerra mundial uma grande industria ganhou o reconhecimento do governo dos Estados Unidos, ao fornecer às tropas do exército grande quantidade do produto. Foi uma contribuição enorme para consolidar a sua importância diante do público e fomentar a produção em larga escala.

Durante a guerra do Golfo, o papel higiênico foi utilizado como estratégia ao enfrentamento das tempestades no deserto. Como os tanques americanos eram pintados de verde contrastavam com a areia branca oferecendo maior exposição ao inimigo. Foi então que os soldados envolveram os tanques com papel higiênico, resultando em uma técnica perfeita de camuflagem.

E quem diria que um produto que no passado tinha que ser vendido com a maior discrição possível, se tornaria estrela em desfiles de moda e astro em produtos de arte. Artistas de renome criaram até vestidos de papel higiênico. E o que dizer do talento de Anastassia Elias, que aproveitou até os tubinhos do rolo para demonstrar sua criatividade?   

São quase 140 anos de história e recriação. Passando por 1942 quando se criou a versão dupla camada, até os dias atuais onde o encontramos, ilustrados, coloridos, perfumados, etc.
Segundo a empresa Kimberly-Clark, uma das maiores do ramo, espera-se uma inovação para o produto. Seria a incorporação de loção de Karité,  produzida através do fruto de mesmo nome, e muito conhecida na linha de cosméticos.             
       
Fonte: MuyInteresante
Imagem: mochojavoa.           
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2 comentários:

Rui Morel Carneiro disse...

Rapaz,
sensacional esse post.
Há poucos dias passei pela frente da fábrica de papel higiênico MILLI (Canoinhas-SC) e fiquei encucado com a história desse produto. Aquela indústria é gigantesca e a julgar pela quantidade de caminhões que vi saindo de lá, milhões de rolos são fabricados.
Minha curiosidade foi aqui satisfeita. Poucos produtos são essenciais a vida moderna como esse.
Parabéns pela publicação.
Rui Morel.

GUARACI CELSO PRIMO disse...

Obrigado pelo comentário amigo Rui.
Um abraço.

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