sábado, 25 de setembro de 2010

Nulo ou Branco? Zé Pilantra, Luiz Enrolão? Rapozão, ou João Galinha?

Ainda rola por aí a desinformação de que votos nulos ou brancos poderiam anular o resultado de uma eleição. Decepcionados com o quadro atual da politica brasileira um batalhão invisível de falsos cidadões, ou elementos que querem "anarquizar" com o processo da Democracia no país, promovem a ideia de anular o voto. Ou simplesmente votar "em branco". Ignoram que esta ação em nada mudará o resultado.
De acordo com o TSE, a justiça eleitoral só trabalha com votos válidos. Portanto votar nulo seria apenas  uma forma de protesto de valor duvidoso porém democrático, já que o eleitor está "por aqui" com os políticos brasileiros e quer detonar principalmente os aventureiros que tão somente querem ajeitar-se na vida e colocar seu burro na sombra. Esse tipo jamais defenderá os interesses da maioria dos eleitores, pois não conhecem os ditames da Constituição Federal. Nem sequer foi a Ela apresentado. 
No entanto, o ato em si não provoca um resultado efetivo que possa mudar o status quo.



A campanha do voto nulo torna-se inócua, já que a Lei eleitoral ao se referir a nulidade de uma eleição não estabelece relação com voto nulo, ou voto em branco. Basta ver o Código Eleitoral, art. 174, §§1º e 2º; art. 175, caput e §§1º, 2º e 3º; arts. 221, 222 e 224. 
Já os adeptos do voto em branco fazem parte do bloco dos que não estão nem aí. Isto é, ganhe o Zé Pilantra ou o Luiz Enrolão e que o vitorioso seja o "Rapozão" ou o "João Galinha", tanto faz. Nada mudará mesmo! O negócio é "por pilha" só pra ver no que vai dar na esperança que mude alguma coisa.





Como é que fica então?

O voto em branco, que significa no caso "tanto faz", em um possível segundo turno irá beneficiar o candidato que obteve maior votação no primeiro turno. Supondo que "Rapozão" tenha 52% dos votos, "Zé galinha" receba 35% dos votos, 10% são votos em branco, 3% são nulos, então 3% não querem nem um, nem outro. E 10% estão satisfeitos tanto com Rapozão como Zé Galinha. Aí, Rapozão se deu bem, já que tem a preferência do eleitorado. Pois o voto em branco resultou em conformismo. 
O Zé Pilantra e o Luiz Enrolão estão no mesmo esquema. Só aguardando. 
Independentemente da ignorância da Lei pelo o eleitor comum, o resultado das urnas só é conhecido depois de revelado.

Pois bem. É democrático votar em branco ou nulo. Mas é bom lembrar que para votar em branco há uma tecla específica na urna eletrônica. Para anular o voto não existe a tecla "anula". Só a tecla "corrige". Se você errar o voto, aparece a mensagem "numero incorreto, corrija seu voto". Contudo é possível fazê-lo digitando, por exemplo, 00000 ou uma sequência qualquer de numeros que não coincida com o numero do teu candidato,  apertar a tecla "confirmar", e pronto. 

Seja qual for tua decisão você já sabe que votos brancos ou nulos não interferem no resultado final de uma eleição. Quanto maior o numero desses votos, menor é a necessidade de votos válidos para que um candidato seja eleito. 

A dica quente mesmo, é o voto consciente, já que você é obrigado a votar. Pense antes de votar. Senão você estará beneficiando "rapozões" da politica brasileira, como Collor e Maluf que aparencem soberbos no horário eleitoral gratuito. E muitos outros que tão somente querem fazer você de trouxa, encher suas burras e rir da tua cara.


Aqui vai algumas dicas pra você que quer fazer valer o teu voto como um ato democrático. Um direito legítimo de cidadania. 

Este ano, além do titulo você deverá levar um documento de identidade com foto, para apresentar na hora de votar. Lembre-se que o voto para Senador exige dois candidatos diferentes. Se ainda não escolheu  seus candidatos navegue, conheça e decida. Conheça a Lei 9.504/97, art. 2º., e a Constituição Federal – art. 77, §2º. sobre este assunto que muita gente não leva a sério.  

Imagem: Zerohora.
Via: Papodehomem.

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2 comentários:

Carlos Henrique Leda disse...

Sei que os votos nulos não são computados, mas somente porque a lei ignora estes votos não vejo porque devo votar no menos pior, e perpetuar com um esquema onde somente pessoas com influências e rabo preso com financiadores.
Sei que se tiver 50% de votos nulos um candidato pode ser eleito normalmente, mas ao menos ficará um registro que metade da população não o quis, que está insatisfeita, e quem sabe começam a pensar em um esquema melhor e mais evoluído.
Se uma pessoa for eleita somente com um voto, sendo que todos os outros foram nulos, ela poderá exercer o cargo legalmente, mas sua força será pequena, haverá mais questionamentos.
Como nos ensinam que anular não muda nada, a população acaba sempre escolhendo o menos pior, porém o que chega aos poderosos é que a população está votando, que gosta de participar do processo democrático, que não precisa tornar facultativo.

Guara disse...

Carlos,
Sonho que um dia no Brasil o voto possa ser facultativo como regra geral. A Democracia é um processo eterno de evolução. No fim, quem provoca os grandes acontecimentos é mesmo o povo. A história comprova isto.
Obrigado por acrescentar sua opinião sempre valiosa.
Um abraço.

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