Morre Luis Fernando Veríssimo, o escritor que ensinou o Brasil a rir de si mesmo
Nos jornais, deu forma a personagens que entraram para o imaginário nacional, como a Velhinha de Taubaté, fiel defensora de governos desacreditados, e o Analista de Bagé, sátira aguda da psicanálise com sotaque gaúcho.
Nos mais de 80 títulos, transitou com fôlego pelo conto e pelo romance, como em O Clube dos Anjos, As Mentiras que os Homens Contam, Ed Mort e muitos outros. Sempre com ritmo e improviso, que revelavam sua outra paixão: o jazz. Não à toa uma de suas paixões era "soprar saxofone".
"Gostaria de ser lembrado pelo o que eu fiz, pela minha obra, se é que posso chamar de obra, mas pelos meus livros. E, talvez, pelo solo de um saxofone, um blues de saxofone bem acabado", contou em entrevista à TV Brasil, em 2017.
Veríssimo foi cronista atento às miudezas da vida. Observava filas de banco, jantares de família, deslizes da política, e dali extraía um olhar crítico. Sua ironia não buscava destruir, mas iluminar. Ao mesmo tempo em que fazia rir, levava à reflexão.
Seu legado literário, no entanto, seguirá na memória afetiva de gerações que aprenderam a rir e pensar com suas palavras, afinal, "a vida é uma grande piada. Acontece tudo isso com a gente, e a gente morre. Que piada, né", dizia.
No acervo do GGN, algumas de suas crônica que resgatam seu olhar singular:
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