quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Urnas eletrônicas com biometria serão utilizadas por 23 milhões de eleitores

Neste ano, cerca de 23,3 milhões de eleitores vão utilizar a identificação biométrica na hora do voto. O sistema que identifica o eleitor pelas impressões digitais, será utilizado por 791 cidades, incluindo 15 capitais. Segundo o TSE, o objetivo é cadastrar 100% do eleitorado até 2018.
Leia na íntegra a matéria publicada hoje (24) pela Agência Câmara/Notícias

A urna eletrônica é uma tecnologia brasileira criada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para dar mais agilidade, transparência e segurança às eleições. No dia 5 de outubro, mais de 140 milhões de eleitores irão às urnas, segundo estimativa do TSE. Desse total, 23.381.756 utilizarão o sistema biométrico, em que o voto só é possível com a identificação digital.

Foi registrado um aumento de mais de seis milhões de inscritos que estarão aptos a votar nas eleições de outubro deste ano. O eleitorado nacional saltou de 135.804.433 eleitores, em 2010, para 141.824.607, em 2014, um incremento de 4,43%.
A primeira votação por meio de urnas eletrônicas realizada no Brasil foi em 1996. Nas eleições municipais de 2000, a eleição foi totalmente informatizada.

No segundo turno das eleições presidenciais de 2002, o TSE anunciou o vencedor às 23 horas. Já em 2006, o resultado saiu às 21h30, e, em 2010, foi divulgado às 20h04, registrando um novo recorde mundial na apuração da votação, segundo o tribunal.

O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, destacou que, mesmo nas regiões mais distantes do País, a urna eletrônica estará presente para garantir a segurança na hora do voto. "Hoje, nós temos a maior eleição informatizada do mundo. Considerando que 100% dos pontos de votação – são mais de 425 mil sessões eleitorais –, todos eles, a partir do ano 2000, funcionam eletronicamente", disse.

Identificação digital
 
Em 2008, o TSE iniciou um projeto piloto que utilizava o sistema biométrico de identificação dos eleitores. O sistema identifica as impressões digitais de cada um, o que afastaria a possibilidade de fraude durante a votação. Pela biometria, é o próprio eleitor quem libera a urna eletrônica para votar, explicou Janino.

"Não há duas digitais iguais no mundo. Esse é um dispositivo altamente preciso e confiável para a identidade do cidadão, tornando qualquer tipo de documento de identificação secundário", afirmou.

Neste ano, 16,7% dos eleitores, o que representa cerca de 23,3 milhões, vão utilizar a identificação biométrica na hora do voto. Até as eleições municipais de 2012, 7,7 milhões já tinham se cadastrado no sistema, e a meta estipulada para este ano era chegar a 22 milhões, número que foi superado em 6,28%. Segundo o TSE, o objetivo é alcançar 100% do eleitorado até 2018.

Nas seções eleitorais que utilizarem a biometria, o eleitor deverá posicionar o dedo sobre o sensor biométrico, para identificação – sendo dispensada a assinatura do eleitor na folha de votação.
Na hipótese de problemas com o sistema biométrico, o mesário deverá verificar a foto constante no caderno de votação para só então autorizar o registro do voto.




Segurança
 
Segundo o TSE, testes já foram realizados por uma equipe especializada e nem mesmo hackers conseguiram invadir ou danificar o sistema. "Em 18 anos de utilização da urna eletrônica, sequer houve um registro de fraude devidamente apurado e comprovado", disse Janino. O software da urna é composto de uma versão do sistema Linux, criada por uma empresa autorizada.

Em 2009, o tribunal convidou mais de 30 especialistas em tecnologia da informação a participar de testes públicos de segurança da urna eletrônica. Após quatro dias de tentativa, nenhum deles conseguiu invadir o sistema ou burlar os dados. Em novos testes públicos, em 2012, uma equipe da Universidade de Brasília (UnB) conseguiu "desembaralhar" a ordem dos votos registrados pela urna, mas não chegou a identificar os eleitores.

Para dar mais segurança e transparência, o TSE chama os partidos políticos, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público para acompanhar, no período de seis meses antes do primeiro turno das eleições, as fases de especificação e de desenvolvimento dos sistemas das urnas.

Além disso, um mês antes do primeiro turno destas eleições, em evento aberto ao público, as versões finais dos programas foram apresentadas, testadas, lacradas e assinadas digitalmente em ambiente específico e controlado pelo TSE.

A tecnologia brasileira foi adotada no Equador, Paraguai, Argentina, Costa Rica e República Dominicana. Nos Estados Unidos, México e Canadá, é usada a urna eletrônica, mas, em alguns estados e províncias, leis exigem o voto impresso conferido pelo eleitor.

Reportagem – Thyago Marcel
Edição – Marcos Rossi
Com informações da Agência Senado 

Imagem: reprodução/Agência Câmara

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