sábado, 28 de março de 2015

Movimento lança manifesto para criação de um novo partido político

A deputada federal Luiza Erundina (PSB) e o historiador Célio Turino, lançaram nesta sexta-feira (27), a Carta Cidadania. Um movimento para a criação de um novo partido político no Brasil que deverá ser chamado de “Raiz Movimento Cidadanista”. Portanto, a sigla da nova agremiação deverá ser “RMC”, como várias existentes no país, e que muita gente não sabe que existem. Este novo partido está sendo organizado por dissidentes da Rede Sustentabilidade, grupo criado por Marina Silva, e de partidos, como o PSB.
O auto-denominado “Partido-movimento”, tem inspiração no partido de esquerda Syriza, na Grécia, que elegeu o primeiro-ministro do país, Alexis Tsipras. Também tomou como exemplo o “Podemos”, partido surgido na Espanha após a manifestação dos Indignados, em 2011.


São as agremiações políticas que mais obliteram as resoluções dos problemas da nação e que menos contribuem efetivamente para o progresso. É temerária a ideia, que a pluralidade de partidos políticos possa realmente influir positivamente no bem social e econômico do país. Todo esse emaranhado de partidos políticos, compõem no Brasil uma indústria tão poderosa, que jamais sofrerá com qualquer crise econômica. Mas certamente gera uma despesa e um custo muito pesado para o país.

Todavia, os preceitos da democracia preveem a criação de novos partidos, indefinidamente. Como igrejas de qualquer culto. Mas pelo bem da própria democracia, urge que uma reforma política consistente promova as mudanças tão necessárias. Mudanças que devem contemplar medidas que atendam efetivamente aos anseios da sociedade e não dos próprios partidos políticos. Basta que os que já existem somem forças como foco nos objetivos nacionais, independentemente de bandeiras partidárias. Como diz a própria Carta Cidadanista do movimento, "em uma democracia real, o povo manda e o governo obedece". "Há que mudar a lógica do Sistema". "Os de acima abaixo e os de abaixo acima". 

Em fim, o Brasil não precisa de uma nova corrente política ideológica, só para aumentar o corporativismo pernicioso que existe no Congresso Nacional. Não se faz necessário a formação de mais um grupo, que ao sabor dos acontecimentos, possa a qualquer momento se bandear a favor ou contra o Poder Executivo, ou qualquer que seja o governo eleito. E conforme suas conveniências, simplesmente aglutinar poder que jamais será revertido em benefício ao bem estar geral da nação.

Entretanto, não é muito fácil a criação de um partido político. A Legislação prevê que é necessário conseguir a assinatura de no mínimo 0,5% do eleitorado na última eleição. O que corresponde hoje, a aproximadamente 500 mil assinaturas. A Rede Sustentabilidade, que a ex-candidata à presidência da República Marina Silva pretendia criar, teve sua criação rejeitada pelo Superior Tribunal Federal (STF) por faltarem em torno de 50 mil assinaturas.    

Fonte: Terra
Imagem: reprodução/créditos da foto: Alice Vergueiro/Futura Press

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