quarta-feira, 25 de setembro de 2013

De onde vem o nome de batismo das operações policiais?

As operações deflagradas pela Policia Federal nos últimos anos, para desbaratar quadrilhas de criminosos no Brasil bateu recordes nos últimos anos. Cada uma recebe um nome de batismo inusitado, que desperta a curiosidade das pessoas. Mas de onde vem tanta criatividade ao dar nome para essas operações?
Não obstante a cobertura da mídia, com foco em crimes de corrupção nos poderes públicos, diversos tipos de crimes são igualmente praticados por pessoas ou grupos no poder privado. Muitas vezes em conluio com integrantes das instituições públicas. A origem desses grupos e a forma como se organizam para a prática criminosa e o tipo de crime praticado, mesmo que individualmente, é o que determina como a operação será chamada.

A inspiração vem normalmente de uma personagem das histórias da mitologia e da literatura universal. E por vezes de expressões eternizadas pela sabedoria popular. E claro, contando com uma grande dose de criatividade e inteligência de quem as criou. Por exemplo, uma operação desencadeada pela PF em junho, na Paraíba, que desarticulou uma organização criminosa de empresários especializada em fraudar licitações por meio de empreendimentos de fachada, foi batizada de "Operação Gasparzinho".

Em homenagem ao desenho animado do "fantasminha camarada", buscou referência à prática do grupo que usava pessoas que não existiam, "fantasmas", para movimentar a grana dos fraudadores. A quadrilha movimentou mais de R$ 23 milhões em licitações com 35 prefeituras de Pernambuco. Podemos observar que esse tipo de crime se tornou comum, dando muito trabalho à Policial Federal (PF) Brasil afora. 

"Alegoria da Caverna". Este foi o nome dado a outra operação da PF, em Juazeiro do Norte (CE). Tratava-se de de uma empresa acusada de formar uma milícia, que usava farda e carteiras funcionais da "Policia Ferroviária Federal", órgão previsto na Constituição, mas que oficialmente não existe. Sequer foi criado por lei. O grupo enganava as pessoas no Metrô de Cariri, no Ceará.

O termo escolhido para batizar a operação vem do título de um dos textos do filósofo grego, Platão. Que usa uma metáfora para mostrar crenças e superstições das pessoas e a necessidade da busca pela verdade. No texto, Platão descreve pessoas presas numa caverna que pensam que sombras vindo das frestas, eram deuses. Quando conseguem sair da da caverna descobrem que os vultos eram homens como eles.

Como se percebe, além de cômicos e aguçar nossa curiosidade, os nomes de batismo das operações também nos oferece a possibilidade de aumentar nossa cultura. Estes dois exemplos e mais dezoito, estão compilados em uma matéria publicada por Estêvão Pires no site Terra, na página Brasil. Cada um deles, caprichosamente ilustrada por Diego Medina. 

O Print da primeira página está logo abaixo, com o link para navegar na matéria original.  

reprodução/Terra


Fonte: Terra/Brasil
Crédito da imagem: NetoFerreira

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1 Comentário:

Amanda Primo disse...

Muito Interessante :D

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