terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Estudo revela alto risco de corrupção nos Estados brasileiros

Um Estudo recentemente divulgado revela que todos os governos estaduais possuem alto risco de corrupção. Denominado Sistemas de Integridade no Estado Brasileiro, foi elaborado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em parceria com o Instituto Ethos. À frente do Estudo, Bruno Speck e Valeriano Mendes Ferreira, por meio da análise de mecanismos de controle das instituições públicas e da sociedade civil, avaliaram que todos os Estados brasileiros tem propensão a irregularidades. Por conseguinte, sujeitos a atos de corrupção.


Alvo de muitas denúncias desde Março/2010, a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, corrigiu boa parte das irregularidades. Entretanto as mudanças não foram suficientes para a falta de fiscalização dos deputados sobre os atos do poder executivo. De acordo com o Estudo o pequeno número da bancada de oposição "mina a possibilidade de fiscalização". Ao final de 2010, apenas 15% dos parlamentares paranaenses representam a oposição ao atual Governo. A Assembleia do Paraná é o destaque negativo do Estudo. Veja abaixo o primeiro quadro sobre o Estudo, reproduzido do jornal Gazeta do Povo.


 Acesse a integra do estudo em: http://bit.ly/vw5FnV


O cientista político, Mário Sérgio Lepre, da PUCPR, diz que a função do deputado no Brasil não é clara. O próprio modelo de Governo permite que o parlamentar seja conivente com os atos do Executivo. "No geral, o deputado vira um despachante de interesse, porque é mais fácil estar atrelado a quem tem a chave do cofre"- conclui.

Ricardo Costa de Oliveira, da UFPR, lembra que historicamente o governador eleito no Paraná, consegue estabelecer maioria na base de apoio. Beto Richa (PSDB), atual governador, tem apenas 8 opositores, dos 54 deputados eleitos. Apesar da coligação ter elegido metade das cadeiras. Governo e oposição divergem sobre propensão a irregularidades.  O oposicionista, Tadeu Veneri (PT), defende que o tamanho da bancada de oposição é sim uma limitação para fiscalizar o governo. 

Veneri, em autocrítica, disse ao jornal Gazeta do Povo: "Todos foram eleitos para fiscalizar o Executivo, não só a oposição. Mas a Assembleia aceita as coisas sem se dar conta do tamanho que tem nem se esforça para que isso mude. Há, na verdade, uma moeda de troca. Você [deputado] não vê o que eu [governo] faço e eu deixo você fazer o que acha que é bom para sua base eleitoral. E todos dizem amém". Parodiando o advogado e blogueiro, Tarso Cabral Violin, eu me pergunto - o que fazem os deputados na Assembleia? E a Democracia?

A situação não é diferente no Congresso Nacional. Onde o maior partido da bancada governista, o PMDB, é quem "dá as cartas". E o primeiro a obter concordância em suas decisões sem maiores questionamentos.

Tudo isso me faz lembrar um ditado popular muito comum no interior do Estado. "Mudam-se as coleiras, mas a cachorrada continua a mesma". Com todo respeito aos senhores parlamentares brasileiros, o que falta mesmo é transparência. E um pouco mais de vergonha na cara. Nosso país precisa urgentemente dar início às reformas necessárias. Dentre elas, a reforma politica é prioritária.


Fonte:http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/
Imagem: BlogdoMellao.    
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