sábado, 5 de setembro de 2020

Dallagnol não sabia de nada. Por Moisés Mendes

www.seuguara.com.br/Deltan Dallagnol,Reinaldo Azevedo/danos morais/
Por Moisés Mendes, em seu blog: Deltan Dallagnol, o investigador que descobria criminosos, segredos e dinheiro guardados em lugares improváveis, que chegou a acusar Lula de formação de quadrilha com um power point com detalhes da sua tese (mas que nunca denunciou Lula por isso), que desvendou mistérios insondáveis da Lava-Jato - esse investigador e acusador perfeito não sabia que a juíza Sibele Lustosa Coimbra, do 6º Juizado Especial Criminal de Curitiba, que homologou a sentença condenatória contra Reinaldo Azevedo por dano moral contra o próprio Dallagnol, é casada com um  procurador da  República.
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Dallagnol, o procurador que tudo sabia, o Faro Fino da Lava-Jato, não sabia que seu colega procurador Daniel Holzman Coimbra, de Curitiba, que colaborou com a Lava-Jato, é casado com a juíza que lavrou a sentença do caso acionado pelo próprio Dallagnol contra Reinaldo Azevedo.


Dallagnol, o procurador esperto, não sabia que o procurador que também caçou corruptos no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal no Paraná (Gaeco), é casado com a juíza que, por acaso, avalizou a decisão de uma juíza leiga no processo com sua acusação contra o jornalista e determinou que Azevedo pague R$ 35 mil ao procurador chefe da Lava-Jato. 


Quem assinou a sentença foi a juíza casada com o procurador colega de Dallagnol. E Dallagnol, o investigador que tudo sabe, disse hoje que não sabia de nada. 


Imagem: reprodução/Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Folhapress


[Mulher de amigo de Deltan condena Reinaldo Azevedo a pagar danos morais: "O jornalista Reinaldo Azevedo, em sua coluna na Folha de S.Paulo, que foi condenado indenizar o procurador Deltan Dallagnol, na quantia de R$ 35 mil. (...) O truque de ganhar com gol de mão e jogando em casa é uma característica lavajatista. Dallagnol tem "processado" jornalistas na própria Procuradoria da República de Curitiba. O atalho do Juizado também foi o tiro certo de Dallagnol para condenar a União por supostas ofensas do ministro Gilmar Mendes. (...) "Não descarto que a juíza Sibele possa estar convencida de que sou culpado e de que o parceiro e amigo de seu marido tem razão na sua demanda. Mas o Código de Processo Civil protege querelantes, querelados e juízes dessa situação vexatória", afirma Reinaldo na coluna. Ele se refere ao inciso I do artigo 145 do Código de Processo Civil, que diz que um juiz é suspeito quando "amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados".]

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