quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Aborto - a Lei e a realidade.

A polêmica Lei do aborto se arrasta há algum tempo no Brasil. A legalização para que médicos e clínicas possam realizar este procedimento dentro da Lei, e a descriminalização que visa rever as restrições da Lei vigente, foi e continuará sendo um assunto dos mais difíceis para o Estado. Atualmente, só é permitido a realização deste procedimento quando a gestante corre risco de vida, e quando a mulher for vítima de estupro. A polêmica veio à tona na atual campanha para presidente. A manifestação pública de um dos candidatos, favorável a descriminalização do aborto influiu de maneira decisiva no resultado das eleições no primeiro turno. Por envolver a questão ética e religiosa, provocou a reação tanto de católicos quanto de evangélicos. Cujo voto poderá decidir a eleição também no segundo turno. Até que os dois candidatos consigam provar que focinho de porco não é tomada.
       

Ao que me parece a única que teve sua campanha prejudicada com a volta da polêmica, foi justamente a candidata que se manifestou sobre o assunto. Ao ser interpelada pela mídia, Dilma Roussef (PT), se desdobra para buscar uma saída para a armadilha em que se meteu. Se por um lado existe a dificuldade do Governo em legislar tendo em vista a questão de saúde pública, por outro há de se considerar o aspecto moral e filosófico desenvolvido pelas diversas crenças absorvidas pela sociedade.  O candidato, José Serra (PSDB), também já foi alvo das críticas de religiosos quando foi ministro da saúde do governo anterior ao normatizar a realização do aborto por hospitais da rede pública, em 1998. Até então "o aborto não era realizado por orgãos públicos, nos casos previstos na lei". Em outra ocasião, Serra, foi duramente criticado quando o ministério da saúde começou, junto com Estados e municípios, a distribuir a pílula do dia seguinte. No  momento atual, por força da campanha para presidente segue afirmando ser contra o aborto.
Quem teve o benefício politico dos votos contrários aos candidatos, Serra e Dilma, foi Marina Silva (PV), que no entanto defende a realização de um plebiscito acerca do polêmico assunto.

Na campanha para o segundo turno, é evidente que os dois candidatos evitarão polemizar sobre o assunto para tentar conquistar os votos do eleitorado que optou por Marina Silva no primeiro turno, justamente pela polêmica causada com a declaração da candidata Dilma Roussef, durante a campanha do primeiro turno.  Votos esses, certamente oriundos do eleitor católico e não católico. Ou contrários à eleição da candidata indicada pelo governo atual, ou porque não se identificam com o candidato da oposição.
No entanto, seja qual for o vencedor do pleito presidencial, a qualquer momento estará frente a frente com o grande e polêmico problema do aborto. Que não é exclusivamente da sociedade em seus diversos segmentos, mas de qualquer governo eleito quando assume o papel de Legislador. Tanto o governo anterior como o atual, já identificou a questão do aborto como um problema de saúde pública. Haja vista, a situação enfrentada por hospitais públicos em todos os Estados, e os desdobramentos das consequências sofridas exclusivamente pela mulher gestante.

         
Clik na imagem acima para saber mais sobre a Lei do aborto. Em seguida assista o vídeo abaixo, e confira a realidade da "situação de abortos realizados por hospitais da rede pública - previstos em lei ou autorizados judicialmente - e situações de abortos clandestinos". Mostra "os efeitos perversos da criminalização para as mulheres e aponta a necessidade da revisão da lei brasileira". (Fonte: escuta.estudiolivre.org).

É um  pouco longo. Junta sete partes. Sugiro reservar um tempo para assisti-lo. Mas valerá a pena, pois é realmente esclarecedor.  

 
(Via: blogln.ning.com/nalmeida)



O passado dos dois candidatos que ora disputam a presidência da nação brasileira, comprova que ambos estiveram lutando contra o obscurantismo, a tirania, e o despotismo . Não é possível que governos tidos como democráticos, e sociedades desenvolvidas, possam renegar valores e conhecimentos conquistados através da evolução da humanidade. Como o progresso da Ciência, o advento Iluminismo, a promulgação da Declaração Universal dos direitos do homem,  e tantos outros acontecimentos que transformaram  a vida das pessoas vivendo em uma sociedade. Não é admissível que se permita ao ser humano, uma viagem sem valor ao tempo da Idade Média. Um tempo em que a humanidade vivia nas trevas, no mundo obscuro da ignorância.

Click aqui para ver uma reportagem especial sobre aborto.


Fonte: último segundo.
Imagem: escuta.estudiolivre.org.       

  
         
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4 comentários:

Rafael Rivas disse...

Fiquei com um pouco de dúvida acerca do teu post. És a favor do aborto totalmente descriminalizado, ou não?

Sou contra religiões tomando decisões pela sociedade, visto que somos um Estado laico. Mas descriminalizar o aborte indiscriminadamente, seria uma heresia jurídica. Temos direito à dignidade, não é? E o Direito à vida?
Podemos influir na natureza e selecionar os nacituros?
Sou ateu, mas prudente.
Não gosto da ideia de podermos ceifar vidas por, por exemplo, dificuldades econômicas. Eu não nasceria se fosse promulgada uma lei que liberasse todo tipo de aborto. Creio que muitos que conheço, também não. E o mundo seria muito mais triste!

GUARACI CELSO PRIMO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
GUARACI CELSO PRIMO disse...

Olá Rafael,
Obrigado pela sua participação aqui no Blog.
Respondendo tua dúvida: cumpro as Leis. Sou a favor da vida. Porém, como podemos ver no documentário a Lei precisa ser revista.

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