terça-feira, 25 de novembro de 2014

Política: Bob Fernandes, Semler e a Petrobras

No rastro das revelações da roubalheira na Petrobras, de variadas formas o Brasil vai sendo posto a nu.
Recente largada oral foi dada por Mario Oliveira Filho, advogado do lobista Fernando Baiano. Disse ele para simulação de espanto geral:

 



"No rastro das revelações da roubalheira na Petrobras, de variadas formas o Brasil vai sendo posto a nu.
Recente largada oral foi dada por Mario Oliveira Filho, advogado do lobista Fernando Baiano. Disse ele para simulação de espanto geral:

-No Brasil, se não fizer acerto (com políticos) não se coloca um paralelepípedo no chão.
Diante do paralelepípedo, enquanto fustigava a grandeza das quantias no caso Petrobras, Gilmar Mendes buscou delimitar alvos:

-Acho que esse tipo de situação é excepcional...

Autor do best seller "Virando a Própria Mesa", o empresário Ricardo Semler chutou mesa, balde e alvos em artigo na Folha.

Lembrando ser tucano e ter votado contra Dilma, Semler disse ser "impossível vender para a Petrobras" desde "os anos 70".

Foi assim também "nos anos 80, 90 e até recentemente", afirmou o empresário. Para Semler, o que mudou, e para menos, foram ospercentuais na roubalheira:

-...os porquinhos -como eram conhecidos em Paris- cobravam 10% na importação de petróleo em décadas passadas.

Semler ironiza as passeatas recentes pela "volta da ditadura" e, palavras dele, "a elite escandalizada com os desvios na Petrobras".

O empresário provoca: "Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão por parte dos empresários?".

Segundo Semler, "há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos nos armários". Para ele, a "onda de prisões" é um "passo histórico para o país".

Para desconsolo dos que usam o discurso moral apenas como arma política e, para tanto, buscam somente alvos dos "outros" enquanto escondem os seus, Semler foi para além da Política:

-É igualmente muito difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.

Depois do empresário por a nu a Corte toda, ranger de dentes e tentativas de desqualificação por parte de servos e penduricalhos.

Conclusão do empresário Semler: "Deixemos de cinismo (...) Santa hipocrisia".

O espelho pode ser cruel."


Canal: Jornal da Gazeta
Imagem: reprodução/YouTube
VIA


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