segunda-feira, 3 de maio de 2021

Política: "É pouco, mas é meu". Por Fernando Brito

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Por Fernando Brito* - Não são tão poucos que permitem à direita convencional aspirar aparecer com outra solução, nem tantos que possam manter o país na insensatez em que está mergulhado.
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A quantidade de manifestantes bolsonaristas pró-golpe que se reuniu hoje [1º/05] em algumas capitais mostra que, petrificada pelo ódio fundamentalista e por um fanatismo religioso medieval, mostra que, o "núcleo duro" do bolsonarismo está longe de desaparecer.


Jair Bolsonaro, do alto do helicóptero das Forças Armadas, criam, está satisfeito como um pecuarista ao observar seu rebanho. Mingua, é fato, mas está marcado, amansado, obediente a seu berrante presidencial, suja qual for a loucura que diga. 


Estão convencidos de que o comunismo está à porta, que a pandemia é ideológica, que a China está por invadir-nos e que Messias, o Bolsonaro, é o enviado de Deus. 


Seu caminho é o da radicalização e a intolerância é seu estandarte. 


Não existe a possibilidade de uma saída pela "não-polarização", pois a polarização está dada pelas forças que hoje dominam o poder político no país. 


Tornou-se impossível - e as camisetas "100% Bolsonaro" o demonstram - ser "meio-bolsonarista". 


Como ensinar que, para haver aqui um capitalismo selvagem, é preciso de selvagens no poder. 


É por isso que vai se desfazendo a perversa e mortal armação que se fez para tirar o Brasil do caminho da razão.


Não há razão possível quando se desperta uma turba de insanos. 


Não há terceira via possível a isso. 


*Fernando Brito é jornalista e editor do blog Tijolaço

Imagem: reprodução


[Ricardo Semler diz que "3ª via é miopia" e que "animador de auditório" não resolverá nada: "A ideia de aproveitar caras novas para insuflar ar fresco num setor sórdido não e nova. E nunca deu certo. Acelera-se agora a corrida por um salvador da pátria, alguém que evite essa "escolha perversa". Serve o Luciano Huck, mas serve também o Danilo Gentilli - em breve, o Felipe Neto. 

(...)

O Brasil só tem uma solução: redistribuição de riqueza enquanto cresce e não depois. Seja por impostos sobre fortunas, seja por pisos mínimos de seguridade social. Este é um país que precisa de caminhos socializantes, no sentido europeu."]

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