sábado, 22 de outubro de 2016

Política: venda do PMDB ao PT por R$ 40 milhões em 2014 pode derrubar Temer

Se o juiz Sérgio Moro aceitar a deleção premiada de Eduardo Cunha e todos os citados por ele forem devidamente investigados e indiciados, haverá uma revolução no sistema político brasileiro. Indiretamente, o ex-presidente da Câmara dos deputados, que foi um dos políticos mais  influentes no Congresso Nacional e o principal artífice do processo político golpista que afastou Dilma Rousseff da presidência da República, prestará sem querer, um contributo importante para que a tão necessária reforma política aconteça de fato, no Brasil.

Há alguns dias preso pela Polícia Federal, Cunha é considerado uma verdadeira bomba atômica preste a explodir no cenário político do país. Se falar tudo o que sabe, não sobrará muito no parlamento e no Palácio do Planalto. Bem antes de ser trancafiado, o ex-deputado já avisara que se não fosse salvo, cairia atirando.

Há notícias que Cunha poderá delatar 150 deputados, 14 ministros do STJ, dois ministros do STF, empresários, executivos de quatro bancos, caciques do PMDB e do PT, além do próprio presidente interino Michel Temer. Não se sabe qual seria a extensão da deleção do ex-deputado e se ela será mesmo aceita pelos responsáveis pela Operação Lava Jato. Fato, é que Eduardo Cunha tentará salvar sua filha e sua esposa, também ré no STF, e também diminuir os longos anos de prisão, a que talvez seja sentenciado.

Para jogar mais lenha nesta fogueira, paralelamente a mídia já prepara o terreno para a queda do governo interino do vice-presidente Temer. Por exemplo, a revista Época da Editora Globo, na reportagem de capa deste fim de semana aponta que o PMDB vendeu seu apoio ao PT, na reeleição de 2014, por R$ 40 milhões. “Eduardo Cunha seria o tesoureiro informal do partido e todos os pagamentos aos candidatos seriam avalizados por Temer”, diz a matéria do site 247 que replicou sobre o assunto. “Esta acusação deve dar fôlego à ação no Tribunal Superior Eleitoral contra a chapa Dilma-Temer, que vem sendo conduzida a toque de caixa pelo relator Herman Benjamin.” Abaixo, a íntegra da matéria.


247 "O apoio do PMDB ao PT, na eleição presidencial de 2014, custou R$ 40 milhões. Essa montanha de dinheiro era arrecadada por Eduardo Cunha, tesoureiro informal do PMDB, e distribuída por Michel Temer aos candidatos do partido. De onde vinham os recursos? De grandes fornecedores da Petrobras, como as empreiteiras Odebrecht e OAS.

Esse é o resumo da reportagem de capa da revista Época deste fim de semana, que, se vier a ser comprovada, terá como desfecho inevitável a queda de Michel Temer da presidência da República, na ação que corre no Tribunal Superior Eleitoral e vem sendo conduzida a toque de caixa pelo ministro Herman Benjamin.

Temer já tentou, sem êxito, separar as contas da sua campanha das contas de Dilma. Como é improvável que isso ocorra, Época já aborda, em sua capa deste fim de semana, a possibilidade de eleições indiretas para a presidência da República, em 2017, com um novo governo escolhido pelos deputados.

No entanto, essa situação criaria um novo problema: como permitir que deputados corruptos, dos quais cerca de 200 foram financiados por Cunha, escolham um novo presidente?
De qualquer modo, a permanência de Temer no poder é cada vez mais incerta."

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2 comentários:

Fabiano disse...

Por este motivo que só justifico meu voto - Na minha cidade todo dia cai um. Vereador que andava de bicicleta hoje anda de Ferrari e tem fazenda avaliada em R$ 300.000.000.000

ursopreto disse...

Metade do Brasil está preocupado com a prisão de Cunha, sua delação vai derrubar meio mundo...

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