sábado, 18 de dezembro de 2010

Terroristas - Olhando os dois lados da moeda.

Águas passadas não movem moinho. O dito popular foi recentemente ignorado na essência de sua sabedoria quando da campanha presidencial, cujo resultado levou a primeira mulher, Dilma Rousseff, ao cargo máximo da administração do país. Acontece que a então candidata apanhou duro da Mídia em geral, por ter no passado, participado da luta armada que se opunha ao regime militar do governo da época, nos chamados anos de chumbo (1964-1985). Naquele tempo, era comum os jovens se colocarem contra o regime. Em sua grande  maioria eram adeptos às idéias revolucionárias da Democracia, em confronto com um governo voltado ao despotismo. Quem não estava ao lado do governo era classificado como comunista, subversivo, e terrorista.
Porém, a história veio comprovar com o passar dos anos, que ambos os lados cometeram crimes contra seus semelhantes. E igualmente mereciam a devida punição perante a justiça. Se é que naqueles tempos ela existia pra valer, cujo clamor ouve-se até hoje.
         

Na verdade, naquele momento da história política do Brasil não existiam projetos políticos devidamente formalizados. O golpe militar que usurpou o poder em 1964, do então governo civil, alegava que alguns setores da sociedade queriam implantar no Brasil o regime comunista. Regime este adotado pela antiga União Soviética, forte nação do primeiro mundo e inimiga política número um dos EUA que apoiou o golpe. Certamente não queria o Brasil como aliado do seu grande inimigo. No entanto, era grande o desejo dos ideiais de liberdade que nasciam no seio da sociedade brasileira contra o regime ditatorial implantado no país pelos militares. 

Daí em diante seguiram-se confrontos, lutas, debates, tortura, crimes, e atos de terrorismos dos dois lados, durante o regime militar. Terminou com o General João Batista Figueiredo, último presidente oriundo das casernas, dizendo: "Hei de fazer deste país uma democracia". 
Após este período, inicia-se a nova fase de governos civis. Mas o presidente ainda era eleito indiretamente. Isto é, por um colegiado, sem a interferência do povo. O que iria ocorrer mais tarde, com o movimento político conhecido como "Diretas Já", que deu  ao povo o direito de votar para presidente.

Mas, isto aqui não é um Blog de história, nem muito menos especificamente sobre política. Apesar de reconhecer que não podemos nos furtar a buscar conhecimentos sobre esses assuntos. Uma vez que, um comprova a verdade. E o outro diz respeito tanto aos direitos quanto aos deveres quando do exercício da cidadania, e da Democracia, que custou ao povo brasileiro tantos anos de luta para poder vivê-la, sem mesmo tê-la conquistado plenamente.

O que se deve ter em mente, e, é fundamental para formarmos uma consciência legítima sobre os fatos, é o compartilhar de opiniões e conhecimentos disponibilizados na Blogosfera, e na grande rede chamada WEB. Só assim formaremos um raciocínio ético e lógico, que nos permitirá evoluir juntos para uma convivência harmônica, verdadeira, rumo ao progresso e o bem estar geral de todas as pessoas.

Como nos velhos tempos, a manipulação midiática se manifesta de uma forma tendenciosa e maléfica. Muitas vezes conduzindo a opinião pública para um raciocínio equivocado. Foi o que aconteceu recentemente quando voltou à balia os assuntos "Guerrilha" e "Ditadura" em plena campanha política presidencial. Mostra-se apenas um lado da história. Divulga-se uma meia-verdade. 

No entanto, vivemos em uma outra era. A era do progresso das ciências teconlógicas, que nos permite comprovar que águas passadas não movem moinhos. Moinhos desta era, estão comprometidos com um único produto. Qual seja, a verdade nua e crua. Esqueletos escondidos nos armários não assustam mais. O mundo, aos poucos torna-se  uma aldeia só. Não haverá interesse comum que não seja o bem estar geral de toda a humanidade.

Concluindo deixo aqui um videocast sob o título "Quem eram os terroristas", de autoria de Pablo Villaca, crítico de cinema, editor do site Cinema em Cena. Pablo, registra uma opinião sensata e abrangente sobre o terrorismo praticado nos tempos da Ditadura. Ele apresenta uma obra intitulada: Dossiê Ditadura - Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964-1985), da Editora Imprensa Oficial.

Este videocast foi originalmente publicado em: BrasilInformado, de responsabilidade de Alex Bruno.






Imagem: tudoéHistória.

         
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