sexta-feira, 15 de abril de 2022

Em motociata, Bolsonaro ataca acordo entre WhatsApp e TSE para eleições e faz novas ameaças

Por Folhapress: O presidente Jair Bolsonaro (PL) atacou nesta sexta-feira (15) o acordo entre o WhatsApp e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a nova ferramenta do aplicativo, que permite grupos com milhares de pessoas, só comece a funcionar no Brasil após o segundo turno das eleições.
www.seuguara.com.br/Jair Bolsonaro/Motociata/WhatsApp/TSE/eleições 2022/

- E já adianto que isso que o WhatsApp está fazendo no mundo todo, sem problema. Agora abrir uma excepcionalidade no Brasil isso é inadmissível e inaceitável. Não vai ser cumprido esse acordo que porventura eles realmente tenham feito com o Brasil com informações que eu tenho até esse momento - disse Bolsonaro, em meio a uma motociata nesta sexta-feira (15) no interior de São Paulo.


Depois, em discurso no município de Americana diante de milhares de simpatizantes e participantes da motociata. Bolsonaro repetiu os ataques, falando em "discriminação" e "acordo sem validade".


O presidente, porém, não disse como poderia impedir esse acordo, já que se trata de um compromisso entre uma empresa privada e um braço do Poder Judiciário. O caminho legal para o presidente seria o uso da Advocacia-Geral da União (AGU), por exemplo, para recorrer ao próprio TSE.


O WhatsApp lançou nesta quinta-feira (14) em estágio experimental um novo recurso chamado comunidades, que funcionará como um guarda-chuva abrindo vários grupos com milhares de usuários.

Na prática trata-se de um grande grupo de grupos, que pode ter milhares de membros, com toda a comunicação criptografada. Hoje, cada grupo de WhatsApp tem, no máximo, 256 integrantes.


O recurso estará em teste com alguns usuários nos próximos meses.

O WhatsApp se comprometeu com o TSE a não estrear as "comunidades" no Brasil antes do eventual segundo turno da eleição presidencial, marcado para 30 de outubro.

A empresa, porém, não promete segurar o lançamento das comunidades entre o segundo turno e a posse presidencial no Brasil.


Nos Estado Unidos, na eleição presidencial de 2020, grande parte da desinformação que culminou na invasão do Capitólio em 6 de janeiro circulou após a votação, principalmente pelo YouTube. No Brasil, o WhatsApp foi o principal veículo de desinformação política na eleição de 2018. 


Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Will Cathcart, presidente global do WhatsApp, disse não temer que o "comunidades", recurso que permitirá enviar mensagens criptografadas para milhares de usuários, signifique um retrocesso na luta contra a desinformação.


"Estamos desenhando o produto de forma cuidadosa, com intencionalidade. Há vários produtos no mercado que não foram pensados com o mesmo cuidado. Conseguiremos oferecer um recurso muito útil para os usuários, ao mesmo tempo em que teremos decisões cautelosas de design para combater desinformação", disse. 


O que muda no Aplicativo

Comunidades

Vão englobar até 10 grupos com limite de 256 pessoas cada. O WhatsApp estuda aumentar a capacidade dos grupos para 512 usuários;

Um administrador poderá mandar um aviso para todos os grupos de uma comunidade e atingir até 2.560 usuários de uma vez;

Mensagens encaminhadas pode ser retransmitidas a um grupo por vez, e não mais para cinco como é hoje. A medida é uma das que estão em desenvolvimento para coibir a desinformação no aplicativo;

O WhatsApp garante que as funcionalidades não estarão disponíveis antes das eleições presidenciais. 


Mudanças no formato atual do aplicativo

Administradores poderão excluir mensagens erradas ou problemáticas dos grupos. Hoje cada usuário só pode remover a própria postagem;

Arquivos compartilhados, como vídeos, fotos e documentos vão poder ter até 2 Gb de tamanho máximo, contra os 10 Mb atuais; 

Usuários vão poder reagir a mensagens de outros usuários com emojis;

Chamada de voz vão poder reunir até 32 pessoas. O WhatsApp quer concorrer com aplicativos que ganharam força na pandemia, como o Meet e Teams. 


Via: nsctotal

Imagem: reprodução/Foto: FramePhoto/FolhaPress


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