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domingo, 3 de janeiro de 2016

El Niño trará "impactos enormes" em 2016, alertam cientistas

"O mais forte ciclo do fenômeno climático El Niño registrado até o momento deverá aumentar os riscos de fome e doenças para milhões de pessoas em 2016, alertam organizações humanitárias. Segundo previsões, o El Niño deverá exacerbar secas em algumas áreas e acentuar inundações em outras.

Algumas das áreas mais afetadas estão no continente africano, onde a escassez de comida poderá atingir seu pico em fevereiro. Partes do Caribe e das Américas Central e do Sul também deverão ser atingidas nos próximos seis meses.

Especialistas descrevem o El Niño como um fenômeno climático que envolve o aquecimento incomum das águas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Suas causas ainda não são bem conhecidas.

Esse evento periódico, que tende a elevar temperaturas globais e alterar padrões climáticos, ajudou 2015 a bater o recorde de ano mais quente da história.
"De acordo com certas medições, esse já foi o El Niño mais forte registrado. Depende da maneira como você mede", disse o cientista Nick Klingaman, da Universidade de Reading, na Inglaterra.

- Em vários países tropicais temos observado reduções de entre 20 e 30% nas chuvas. Houve seca severa na Indonésia. Na Índia, as monções (chuvas) foram 15% abaixo do normal e as previsões para o Brasil e Austrália são de redução nas chuvas.

As secas e inundações, e o impacto potencial que representam, preocupam as agências de ajuda humanitária. Cerca de 31 milhões de pessoas estão sob risco de escassez de alimentos na África – um aumento significativo em relação a 2014.

Cerca de um terço dessas pessoas vive na Etiópia, país em que 10,2 milhões de pessoas deverão demandar assistência em 2016, segundo previsões.

El Niño

O fenômeno climático El Niño faz com que águas quentes do Pacífico central se espalhem na direção das Américas do Norte e do Sul.

Ele foi observado por pescadores na costa da América do Sul por volta de 1600, quando as águas do Oceano Pacífico ficaram estranhamente quentes. O nome, El Niño, é uma referência ao menino Jesus.

O El Niño acontece em intervalos entre dois e sete anos, normalmente atingindo seu pico no final do ano — embora seus efeitos possam persistir até os três primeiros meses do ano seguinte e durar até 12 meses.

O atual El Niño é o mais forte registrado desde 1998 e, segundo os especialistas, deve ficar entre os três mais poderosos de que se tem conhecimento. Segundo a World Water Organization (Organização Mundial da Água, ou WWO), nos três meses de pico, médias de temperatura na superfície das águas do Pacífico tropical devem ficar mais de 2ºC acima do normal.

Um forte El Niño ocorrido há cinco anos estava ligado a chuvas de monções fracas no sudeste da Ásia, secas no sul da Austrália, das Filipinas e do Equador, nevascas nos Estados Unidos, ondas de calor no Brasil e enchentes no México.

Segundo William Patzert, especialista em clima do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL, na sigla em inglês) e um dos mais importantes estudiosos do El Niño dos EUA, o fenômeno tem causado a forte seca no nordeste brasileiro, enquanto que no sul do Brasil e norte da Argentina são registradas inundações.

A combinação do aquecimento global com a intensidade do fenômeno esse ano deve fazer com que esse verão seja um dos mais quentes de todos os tempos no Brasil, com as temperaturas ultrapassando facilmente os 40ºC por vários dias seguidos em locais como Rio de Janeiro, Piauí e Tocantins. Segundo meteorologistas, os termômetros podem registrar até 4ºC acima dos valores médios.

Alerta

Segundo a ONU, cerca de 60 milhões de pessoas foram forçadas a abandonar suas casas por causa de conflitos. Organizações humanitárias como a Oxfam, por exemplo, estão preocupadas com o impacto adicional que o fenômeno climático possa provocar, tendo em vista as pressões provocadas pelos conflitos na Síria, no Sudão do Sul e no Iêmen.

As agências dizem que a falta de comida deve atingir seu ponto crítico no Sul da África em fevereiro. No Malauí, autoridades calculam que quase três milhões de pessoas irão precisar de assistência antes de março.

Secas e chuvas erráticas afetaram dois milhões de pessoas em Guatemala, Honduras, El Salvador e Nicarágua. Há previsões de mais inundações na América Central em janeiro.
"Milhões de pessoas em lugares como Etiópia, Haiti e Papua Nova Guiné já estão sentindo os efeitos da seca e das perdas de lavouras", disse Jane Cocking, da Oxfam.

"Precisamos urgentemente levar assistência a essas áreas para assegurar que as pessoas tenham água e alimentos suficientes. Não podemos permitir que outras situações de emergência ocorram em outras áreas. Se o mundo ficar esperando para responder às crises emergindo no sul da África e na América Latina, não teremos como atender à demanda", acrescentou.

Efeito inverso

Se por um lado os efeitos de El Niño serão sentidos de forma mais aguda nos países em desenvolvimento, no mundo desenvolvido o impacto será sentido nos preços de alimentos.
"Leva algum tempo para que o impacto do El Niño seja sentido nos sistemas sociais e econômicos", disse Klingaman.

"A tendência, historicamente, é que preços subam entre 5 e 10% para alimentos básicos. Lavouras de café, arroz, cacau e açúcar tendem a ser particularmente afetadas."
O El Niño deve terminar por volta do outono no hemisfério sul (primavera no norte). Mas o fim desse ciclo não é boa notícia tão pouco: esse fenômeno climático tende a ser sucedido pelo seu reverso — ou seja, eventos climáticos conhecidos como La Niña, que podem trazer efeitos opostos mas igualmente danosos.

Segundo cientistas, durante o El Niño ocorre uma imensa transferência de calor do oceano para a atmosfera. Normalmente, como aconteceu no ciclo de 1997/98, essa transferência de calor tende a ser seguida por um resfriamento do oceano — o evento La Niña.

"É possível — mas não estamos certos — que nesse período no ano que vem estejamos falando sobre o reverso de muitos desses impactos", explicou Klingaman.
"Em países onde El Niño trouxe secas, pode haver inundações trazidas por La Niña no ano que vem. É tão devastador quanto — porém, na direção inversa."

Fonte: notícias.r7.com

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Comercial: seleção de craques do futebol para proteger o planeta [vídeo]

Parece um enredo de filme de ficção científica, mas é apenas um comercial de TV para um novo celular da Samsung.  Sob o comando de Franz Beckenbauer, 11  melhores jogadores de futebol do mundo se reúnem para proteger o planeta de uma invasão alienígena. No Escrete galático estão nada mais, nada menos que:
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Meteorito cai na Rússia e deixa mais de 500 pessoas feridas

Segundo o Ministério do Interior da Rússia, passa de 500 o número de pessoas feridas com a queda de um meteorito na região de Tcheliabinsk, nos montes Urais. Somente 14 precisaram ser internadas. O meteorito caiu a 80 quilômetros da cidade de Satka, mas os fragmentos causaram danos em pelo menos seis cidades da região. 
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domingo, 9 de dezembro de 2012

Planeta Terra visto do espaço durante a noite [vídeo]


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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Pesquisador descobre planta que ajuda a descontaminar o solo [video]

O engenheiro químico, Josias Coriolano de Freitas, pertencente à equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), descobriu que a planta chamada Orelha-de-efefante-gigante, ajuda na recuperação de áreas degradadas descontaminando o solo e as águas dos rios. Freitas, em sua tese de doutorado menciona que a planta tem a capacidade de absorver metais pesados.
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Fim do mundo à luz da Ciência

Uma quantidade crescente de filmes sobre o fim do mundo, e outras fantasias produzidas pela mente humana, revelam certa fascinação do ser humano pelo dia do juízo final, e que estaria bem próximo de acontecer. Há 3.500 milhões de anos a vida apareceu na Terra com toda sua fragilidade diante das catástrofes e e fenômenos naturais, advindos ao longo da história causando de milhões de mortes. Das 4.000 espécies que já existiram no planeta, 99% estão extintas.
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sábado, 24 de setembro de 2011

Um Voo de 60 segundos sobre o planeta Terra [vídeo]

No início deste mês, o cientista James Drake, criou um pequeno vídeo que está fazendo o maior sucesso entre os internautas. Montado a partir de 600 imagens capturadas pela Estação Espacial Internacional, mostra uma volta de 60 segundos em volta do planeta Terra. Começa sobre o Oceano Pacífico passando pela América do Sul e do Norte. Dá para identificar vários países e cidades. No Pacífico, Guatemala, Panamá, Colômbia, Equador, Perú, Chile, Equador, e a Amazônia.
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Somos todos Um.

Em tempos do despertar para uma nova era ecológica, vídeo demonstra a consciência da unicidade de todos os seres vivos do planeta. A narração envolve a profecia dos nativos norte-americanos e o documentário premiado da BBC, Planet Earth, narrado por David Attenborough e produzido por Alastair Fothergill. Confira.

Editado e sincronizado por Anders Fredblad, 4/12/2008 Suécia. Legendado por yashamill.



Este vídeo me parece reportar-se ao documentário One: The Movie. Lançado em 2005 contém o depoimento de pessoas de vários continentes que debatem a conectividade de todos os povos do planeta. Gira em torno do futuro da humanidade, crenças e valores. Confesso que não consegui chegar até o fim, a temática me parece um exagero utópico. Se quiser conferir, no Google videos tem a versão completa.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O planeta que querem destruir.

O destino do planeta azul começa a ser definido a partir da COP 15 - conferência do clima. Um novo acordo deve ser firmado entre as grandes potências para decidir quanto ao futuro da civilização. Ainda não descobrimos em todo o universo, uma forma de vida tão sublime [...]
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