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sábado, 3 de novembro de 2018

'Aristóteles e a ética das virtudes'

Publicado por Juan O'Keeffe, no DCM - O filósofo grego Aristóteles, nascido em 384 a.c. foi um dos personagens mais influentes na cultura da civilização ocidental. Uma de suas obras clássicas foi Ética a Nicômaco onde aborda o que muitos consideram a fundação da ética. A ideia central da obra é de que o caminho para uma vida de bem-estar e felicidade, o que chamou de eudaimonia, está no desenvolvimento da excelência de caráter.
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sábado, 1 de agosto de 2015

É preciso dar um basta na corrupção no jornalismo

Por: Laurez Cerqueira, no 247 – “A categoria de jornalista devia se mobilizar num movimento pela ética no jornalismo.
Isso por que a corrupção no jornalismo ganhou proporções inimagináveis. É chegada a hora de dar um basta nisso!

Grosseiramente, convencionou-se que corrupção é roubar dinheiro público. Estão restringindo o significado da palavra a isso. Mas é muito mais que isso.




A denúncia falsa, a mentira, a deturpação, a adulteração, a manipulação, da informação, é um ato de corrupção, tão pernicioso quanto afanar dinheiro do povo.

Se for uma imposição dos patrões das corporações de comunicação, que exploram as concessões de serviço público, aos profissionais, que sejam denunciados nas instâncias devidas, que o Estado dê respaldo aos profissionais para o exercício digno de suas funções.

O que não pode continuar é a formação de impérios empresariais como as Organizações Globo, grupo Abril, Folha, Estado, e outros, por exemplo, que fazem o que querem, muitas vezes acima da lei, impunemente. As concessões de TV e rádio são um serviço público da sociedade com finalidade definida na Constituição. Precisa ser disciplinado, sim.

É o que diz o artigo 221 da Constituição, que não foi regulamentado por nenhum governo. Tornou-se um tabu falar em regulamentação dos dispositivos constitucionais.

Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:
 
I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
 
II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
 
III – regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
 
IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Por que o Ministério Público não investiga as empresas de comunicação para verificar se elas estão cumprindo o que determina a Constituição?

Um médico, no caso de um erro, pode acabar com a vida de uma pessoa. Imediatamente pode ser processado e, se condenado, o médico perde o registro profissional.

Um jornalista, ou o órgão de imprensa onde trabalha, pode acabar com a vida de alguém, fazendo da pessoa uma morta viva a carregar a chaga de uma informação falsa sobre ela, como uma cruz, num calvário vida afora.

E tudo bem? Fica por isso mesmo? O jornalista continua trabalhando e aprontando inconsequentemente e a empresa onde trabalha tendo picos de audiência ou vendendo suas publicações com recordes de tiragens?

O profissional devia sofrer restrições por falta de ética ou inabilidade no exercício da sua função social, como qualquer outro profissional de qualquer categoria. Deveriam ser cassados o direito de exercer sua profissão e a concessão da oferta do serviço do órgão de imprensa em que trabalha.


Isso porque a profissão e os meios de comunicação são um dos mais importantes instrumentos para o desenvolvimento da sociedade, para a democracia, para a cidadania, para a civilização humana. Tão importantes quanto a escola é para a educação e a construção da nação.

Para citar apenas um caso recente, entre tantos, a revista Veja acusou o Senador Romário de ter R$ 7,5 milhões num banco, na Suíça, uma informação falsa da revista, dada como de costume com imenso estardalhaço.

Romário fez questão de ir à Suíça checar a informação e, de lá, desmentiu, solenemente, os repórteres Thiago Prado e Leslie Leitão, que assinaram a matéria e toda a equipe da revista, responsáveis pela publicação: o diretor de redação Eurípedes Alcântara, os redatores-chefes Lauro Jardim, Fábio Altman, Policarpo Junior e Thaís Oyama.
Postou fotos dos perfis dos repórteres no Facebook e os internautas fizeram o maior furdunço, dispararam críticas e perguntas a eles, ao ponto de retirarem os perfis do Facebook. Mas isso só não basta.

Sem falar no ex-presidente Lula, que se tornou o preferido na perseguição implacável dos impérios de comunicação, com objetivo claro de barrá-lo na disputa pela presidência da República em 2018. As capas das revistas de final de semana, Veja, Época, Istoé, jornais, telejornais, são de uma estupidez inimaginável. Ele está processando, mas depende do Judiciário reconhecer essa venalidade.

Está demais. O que pseudorepórteres de polícia, desses programas de sanguera, tipo Datena e Rezende, Brasil afora, que são os maiores recordistas de audiência, estão fazendo com as pessoas, principalmente com os mais pobres, mais vulneráveis, é uma barbárie.

Nesse vale-tudo pela audiência, pelos acessos aos sites, pelas tiragens de publicações, estão praticando os maiores absurdos com as pessoas, destruindo vidas.

Esses pseudoprofissionais não estão à altura da liberdade de imprensa e de expressão que a sociedade lhes assegura com a Constituição e com a legislação em vigor.

Antes que seja tarde, precisa ser aberto um debate sobre essa questão, e a apresentação de uma proposta de lei, de iniciativa popular, com coleta de assinaturas, que preserve a liberdade de imprensa e de expressão, mas que garanta da mesma forma os direitos humanos, afim de proteger o cidadão da corrupção no jornalismo.

Sei que estou arriscando criticar a categoria, da qual sou integrante e que costuma ser melindrosa e refratária a críticas.

Mas, antes que seja tarde demais, proponho lutarmos pelo fim da corrupção no jornalismo!
Pela ética na imprensa!


Corromper – Segundo o Dicionário Aurélio, significa ” 1. Deteriorar, decompor. 2. Alterar. 3. Perverter. 4. Induzir a realizar ato(s) contrário(s) ao dever, à ética. P. 5. Apodrecer, adulterar-se, deteriorar-se. 6. Perverter-se.”

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terça-feira, 21 de julho de 2015

Vídeo: Palestra imperdível - Ética do cotidiano

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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Política - PSDB e PT não têm autoridade ética para atacar um ao outro

Postado por: Daniela Martins, no blog do Kennedy – "É saudável e legítimo que o debate sobre a corrupção no país seja feito de modo amplo. Mas ele virou um samba de uma nota só na briga política entre PT e PSDB. Falta autoridade moral aos dois partidos para acusarem um ao outro em relação à corrupção. Ambos deveriam elevar o nível do debate público, mas estão empenhados numa campanha de autodestruição em que fazem discursos duros, cujo objetivo é pregar para os já convertidos.


Ontem, em seu programa de TV, o PSDB fez críticas à política econômica do governo Dilma Rousseff. Uma receita que provavelmente estaria aplicando se estivesse no poder. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que nunca se roubou tanto quanto na gestão petista. FHC ainda apontou o governo do ex-presidente Lula como o início da corrupção na Petrobras.

No entanto, é difícil fazer uma comparação entre o que está investigado agora e o que deixou de ser apurado no passado. Houve casos graves de corrupção também durante a gestão tucana. E muitos deles simplesmente não foram investigados porque havia um procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que tinha o apelido de engavetador-geral da República.

Da parte do PT, também falta autoridade para atacar a corrupção praticada nos governos tucanos porque os petistas usam um discurso eticamente condenável. O PT acerta ao falar que não aparelhou a Procuradoria Geral da República e que modernizou a Polícia Federal. No entanto, essas instituições funcionam sem que isso seja uma concessão do PT. São, sobretudo, uma conquista da sociedade. É bom que funcionem com autonomia.

O PT fez a mesma coisa em seu programa de TV. Falou para os que já votam nele. E faz uma defesa espertalhona quando diz que os tucanos também se corromperam, como se isso perdoasse seus próprios desvios éticos. Ora, o PT nasceu como um partido que defendia a ética na política, mas caiu na gandaia quando chegou ao poder.

A corrupção está sendo combatida no país. Isso mostra a força das instituições. Mas é muito pobre o argumento de que um partido seria mais corrupto do que o outro ou tão corrupto quanto o outro. É um campeonato de corrupção que empobrece e acirra o debate político.

Lula é apontado como eventual candidato a presidente em 2018. Não é uma candidatura que possa já ser dada como certa. Há muitos complicadores. No ritmo atual do governo Dilma, que sugere um fracasso político, será difícil Lula ter discurso eleitoral.

Do jeito que se atacam, PT e PSDB estão pavimentando o caminho para uma outra força ter chance real de chegar ao poder em 2018. Sempre se falou de uma terceira via nas últimas eleições presidenciais, mas essa possibilidade nunca se colocou com tanta força como agora.

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Do ponto de vista político, a presidente Dilma Rousseff venceu ontem um duelo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, com a aprovação de Luiz Edson Fachin para o STF (Supremo Tribunal Federal).
Haverá outras batalhas, mas o episódio Fachin mostra que é mais fácil para o governo lidar com um Senado sob o comando de Renan do que com uma Câmara presidida por Eduardo Cunha. O governo tem um problema com o Congresso, mas ele é maior na Câmara do que no Senado. Eduardo Cunha tem mais apoio entre os seus pares do que Renan.

O desempenho de Fachin na sabatina da semana passada foi muito bom, o que ajudou a quebrar uma onda de ataques infundados em relação à sua capacidade jurídica e pessoal. Fachin fará bem ao Supremo. Basta ver o que dizem dele os atuais ministros do tribunal. O advogado enfrentou uma campanha desleal e conservadora. Saiu mais forte ao vencê-la."

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PS: sugestão de leitura - postagens correlatas, repercutidas pelo blog do Guara

Política: sempre o sujo falando do mal lavado

Esquerda e Direita

A culpa é do Lula (texto de autoria de Luis Fernando Veríssimo).

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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Ética para governantes e governados

Nunca se falou tanto sobre corrupção política no Brasil como nos dias atuais. Por outro lado, muito pouco ou quase nada sobre ética na política. No Brasil, quem tem ética parece anormal, disse certa vez o saudoso político Mário Covas. Referindo-se talvez, à sua própria classe. Não se pode comprovar.
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