Mostrando postagens com marcador Donald Trump. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Donald Trump. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Governo Bolsonaro: 'Paulo Guedes prefere acreditar que Trump está blefando sobre a taxa do aço'

Da coluna de Lauro Jardim, via: o Essencial - Paulo Guedes e sua equipe observam com cautela a promessa de Donald Trump de sobretaxar o aço brasileiro. Internamente, lembram que, mais de uma vez, Trump já fez ameaças semelhantes a outros países e não as concretizou.
Leia Mais ►

terça-feira, 19 de março de 2019

Política externa: 'O que une e separa Trump e Bolsonaro'

A primeira viagem oficial do presidente Jair Bolsonaro provavelmente será também a mais importante. O encontro dele com o presidente dos EUA, Donald Trump, nesta terça-feira (19/03), cerca de cem dias após o início do mandato, marca uma reviravolta na política externa brasileira. Bolsonaro viaja a Washington para se oferecer como apoiador à "grande potência do norte": no governo dele, os EUA deverão ser o principal aliado do Brasil.
Leia Mais ►

domingo, 1 de janeiro de 2017

7 Fatos que marcaram o ano de 2016

1 - Política em convulsão -  O ano foi visceralmente político, com acontecimentos em ritmo alucinante. Escândalos, impeachment, novo governo também atingido por denúncias e medidas impopulares. O novo ano já começa em crise. O juiz Sérgio Moro, que comanda a Operação Lava Jato, foi novamente personagem destacado do ano. Mas, se despontou como herói nacional em 2014, viu-se questionado como nunca em 2016. Da divulgação de diálogos de investigados às mostras de intimidade com suspeitos.

Sérgio Moro-Operação Lava jato

2 - Sob a marca da tragédia - Quando vivia o melhor momento de sua história, o time de futebol da Chapecoense, de Santa Catarina, protagonizou a maior tragédia da história do futebol brasileiro. O avião que levava a equipe para a disputa da final da Copa Sul-Americana ficou sem combustível e chocou-se contra montanha. Morreram 71 pessoas. Seis sobreviveram. Foi também a maior tragédia da história da imprensa no Brasil: 20 jornalistas morreram. Desastre causou comoção mundial.

menino-comoção-Chapecoense

3 - Mundo em mutação - O magnata, bilionário e apresentador de reality shows Donald Trump venceu a eleição dos Estados Unidos e, neste começo de 2017, vai se tornar o homem mais poderoso do planeta. O sucessor de Barack Obama tem ideias controversas e promete ser duro em relação a imigrantes, aponta para política externa ainda mais agressiva do que é a tradição de Washington. Chega ao poder em momento delicado da geopolítica mundial, após o Reino Unido aprovar em plebiscito a saída da União Europeia.

Donald Trump-presidente-EUA

4 - Justiça à venda - Em escândalo que ecoou pelo Brasil, desembargadores cearenses foram levados para depor na Polícia Federal e afastados das funções, acusados de vender liminares. Francisco Pedrosa, Sérgia Miranda, Valdsen Pereira (aposentado), além de 14 advogados, foram levados a depor sobre o suposto esquema. Sob investigação em outra fase da operação, o desembargador Carlos Feitosa está afastado desde 2015 e foi denunciado este ano pela Procuradoria Geral da República.

desembargadores-TJ-Ceará

5 - A vida com menos água - O quinto ano consecutivo de seca marcou a chegada do impacto da estiagem para a população de Fortaleza. Até então, os efeitos só eram percebidos no Interior. Desde dezembro de 2015, passou a haver metas de redução de consumo, sob pena de taxação de 120% sobre o excedente. A economia deveria ser de 10% a princípio e depois passou a 20%. O consumo caiu, mas nunca alcançou os 10% da meta original. Se não chover, situação se agravará em 2017.

estiagem-Caatiga

6 - Força política emergente - Novos atores e expressões políticas ganharam corpo. As ocupações de escola começaram no fim de 2015, em São Paulo, contra o fechamento de escolas públicas estaduais. Violenta repressão policial deu visibilidade maior ao movimento. Protestos do tipo se espelharam pelo Brasil, em ondas. No Ceará, dezenas de escolas foram ocupadas no primeiro semestre, por melhorias na estrutura, na merenda e transporte escolar. No segundo semestre, mais ocupações, contra a reforma do ensino médio e o ajuste fiscal. Novos atores e formas de mobilização que desafiam a capacidade de diálogo dos governos.

ocupações-escolas estaduais

7 - Ano de epidemias - O Ceará chegou a dezembro com um em cada quatro municípios cearenses em situação de alerta ou risco de surto de dengue, chikungunya e zika. Os casos de dengue tiveram queda em relação a 2015, mas continuaram em níveis elevados. Houve 27 mortes confirmadas por dengue e 18 por chikungunya. Em relação à microcefalia, o surto do fim de 2015 prosseguiu no primeiro semestre, mas perdeu intensidade principalmente a partir de maio. Ações neste fim de ano procuram prevenir epidemia em 2017.

alerta-epedemia-Ceará

***

Fonte: Jornal de Hoje/O Povo online

Leia Mais ►

sábado, 19 de novembro de 2016

Política - No mundo das novas mídias, "tudo é verdade e nada é verdade", diz Obama

Da Folha - "O presidente dos EUA, Barack Obama, avalia que um dos motivos que levaram à vitória de Trump na eleição presidencial do país foi o fato de que ele "entende o novo ecossistema em que fatos e a verdade não importam. Você atrai a atenção, desperta emoções, e continua. Você pode surfar essas emoções", disse, em entrevista à revista "The New Yorker".
O comentário de Obama se enquadra na acusação de que redes sociais e a proliferação de notícias falsas à véspera da eleição ajudaram a eleger Trump.

Obama-Tramp-reunião-Casa Branca
Segundo um levantamento realizado pelo BuzzFeed News, antes da eleição, os usuários de redes sociais se engajaram mais com notícias falsas sobre o pleito do que com reportagens reais de veículos de comunicação.

Para Obama, esse novo ecossistema da mídia "significa que tudo é verdade e nada é verdade", disse, ecoando o fenômeno chamado de "pós-verdade", termo escolhido pelo dicionário Oxford como a palavra do ano. A palavra faz referência à tendência, apontada por analistas, de emoções terem mais influência sobre a opinião pública do que os fatos.

"A explicação de um físico ganhador do Prêmio Nobel para o aquecimento global no Facebook parece exatamente igual à negação do aquecimento global por alguém que receba dinheiro dos irmãos Koch. E a capacidade de disseminar desinformação, teorias da conspiração, de pintar a oposição de forma totalmente negativa sem nenhuma refutação –isso se acelerou de formas que polarizam fortemente o eleitorado e tornam mais difícil ter uma conversa", disse.

Segundo o presidente, isso mudou completamente a situação política.

"Idealmente, em uma democracia, todo mundo concordaria que o aquecimento global é consequência do comportamento humano, porque isso é o que 99% dos cientistas nos dizem. Então teríamos um debate sobre como consertar isso. (...) Agora não temos mais isso", avaliou.

David Simas, diretor político de Obama, também avaliou o efeito de novas mídias na eleição de Trump. Segundo ele, o governo falhou ao falar apenas para seu próprio público, sem alcançar leitores da direita.

"Até recentemente, instituições religiosas, a academia e a mídia definiam os parâmetros do discurso aceitável", disse. Trump mudou isso, segundo ele, e conseguiu fazer discursos extremos e ser replicado em redes sociais sem ser denunciado de forma eficiente.

"Se Trump tivesse dito o que disse durante a campanha oito anos atrás –sobre banir muçulmanos, sobre mexicanos, sobre deficientes, sobre mulheres–, seus oponentes republicanos, líderes religiosos, acadêmicos teriam denunciado ele e não haveria como contornar essas vozes. Agora, com Facebook e Twitter, pode-se contorná-las. Há permissão social para este tipo de discurso. Ademais, pelas mesmas redes sociais, pode-se achar pessoas que concordam com você e validam esses pensamentos e opiniões. Isso cria toda uma estrutura de permissão, um senso de afirmação social, para aquilo que antes era impensável", explicou.

Apesar do diagnóstico e da preocupação com a situação política do país, a surpreendente eleição Trump "não é o apocalipse", disse Obama ao conversar com sua equipe na Casa Branca após o resultado. "Não acredito no apocalíptico – até que o apocalipse ocorra. Acho que nada é o fim do mundo até o fim do mundo", disse, segundo a "New Yorker"."

***
Leia Mais ►

sábado, 12 de novembro de 2016

Política - O que acontecerá no Brasil e no mundo

Por Renato Rovai - "Se há algo a que analistas políticos de todas as partes do planeta se dedicam com bastante afinco é o de exercitar o que se convencionou chamar de futurologia. De alguma forma é justo que isso ocorra, fazer análise é buscar antecipar jogadas. Mas há momentos em que isso se torna mais arriscado do que jogar búzios sem nunca ter tido contato com o além.


Um dos momentos é o atual. Uma tsunami de incertezas ronda o mundo já há algum tempo e tudo o que está acontecendo, por mais lógico que pareça ser agora, não faria o menor sentido há dois anos.
 
Por exemplo, que analista político americano previu em 2014 que um candidato como Donald Trump e com o discurso que ele assumiu se elegeria presidente dos EUA? Você pode responder que há 16 anos essa previsão já teria tido espaço num episódio dos Simpsons. Ok, ponto pra você, mas ao mesmo tempo talvez fizesse mais sentido essa piada há 16 anos do que há dois. E até onde se sabe o roteirista que criou o Homer não é encarado como um analista respeitado no universo da política lá na gringa.
 
Mas vamos sair da matriz para nos deslocar a uma de suas filiais. No dia 11 de novembro de 2014 o Brasil tinha um desemprego na casa dos 5% e Dilma preparava a lista de convidados para a posse de sua reeleição. Havia todo tipo de especulação sobre eleições municipais; afinal, depois de uma eleição sempre se especula sobre a próxima, mas não me recordo de nenhuma previsão de que um sujeito fora da política com discurso privatista seria eleito no primeiro turno na cidade de São Paulo.

O nome de João Dória não passava pela cabeça de ninguém. Talvez nem pela dele.

Cunha já se imaginava presidente da Câmara: afinal tinha investido muito nisso. Quantos deputados devem estar dormindo mal nesses últimos dias. Mas depois de ter vencido a batalha pela presidência da Casa contra Arlindo Chinaglia (lembram disso, faz menos de 2 anos) nem num sonho poderia se imaginar que hoje ele estaria na cadeia.
 
Aliás, não só ele.
 
Mas você pode falar: isso que aconteceu no Brasil tem a ver com a Lava Jato. Que é algo excepcional. Que não conta.

Mas eu falei do Trump?


Isso é um ponto fora da curva, pode responder o insuspeito colega que acredita em divindades jornalísticas.
 
Há dois anos, por acaso, quantos foram os que escreveram que o Reino Unido aprovaria em plebiscito a saída da União Europeia? Isso seria considerado um devaneio.
 
Como por maluco foi tratado Michael Moore há quatro meses quando previu a vitória de Trump.

Aliás, não só ele. Este blogueiro escreveu algumas vezes que acreditava na vitória do Republicano e por muitas delas recebeu aulas sobre o sistema político americano, como se fosse um idiota que dá pitacos em seara desconhecida.
 
É, colegas, há muitas previsões sobre 2020 no ar. Uma delas dá conta do enorme favoritismo do PSDB e em especial de Geraldo Alckmin para ser o próximo presidente da República. Faz todo sentido hoje. Mas talvez não faça daqui a dois anos.
 
Como faz todo sentido imaginar um mundo com Trump em 2020 muito pior do que o de hoje. Mas quem disse que ele dura até lá?
 
Num planeta de redes digitais conectadas é tudo muito mais rápido porque os fluxos são outros. Bem distintos.
 
O jornalismo ainda cavalga, enquanto a realidade usa teletransporte.
 
Por isso que a cada dia que passa fica ainda mais difícil acertar qualquer coisa.
 
Boa sorte, 2020."

***
Fonte: Revista Forum - Blog do Rovai 
VIA

Leia Mais ►

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Trump reflete sociedade dividida entre vencedores e vencidos

Janio de Freitas, na Folha - "Donald Trump saiu de junto dos seus cofres fortes para um importante favor ao mundo. Ainda que fosse derrotado, já o teria feito em grande parte, ao menos para quem quer ver o mundo como de fato é.

Vitorioso, Trump não é apenas mais um inesperado eleito para presidir a chamada democracia americana: em um século e pouco, é o mais representativo da índole majoritária nos Estados Unidos, da qual veio a comunhão bem sucedida entre o candidato e a maioria eleitoral.
Competitivo, ousado, bilionário, Trump reflete com perfeição a sociedade, como diz sua biógrafa Gwenda Blair, em que os homens são divididos e tratados como vencedores e vencidos.

Portador declarado de preconceitos racistas, exprime com propostas objetivas a rejeição, pela dominante parcela branca, que a lei não consegue evitar contra negros, latino-americanos, árabes, asiáticos, índios americanos e, por mais que um lado e outro o disfarcem, mesmo contra os judeus.
O simplismo do pouco que Trump falou sobre as relações internacionais, ou os focos de tensão, não contém ressalvas ao belicismo do seu país.

Breves citações à Coreia do Norte e ao Irã foram só para dizer que os Estados Unidos não podem admiti-los como países nucleares, o que é também o esperável da maioria que aprova ataques e invasões a países que nem sabe onde ficam. (Os americanos aprendem geografia com as guerras, dizem eles).

Donald Trump-EUA
E tanto mais ou pior, porque se poderia mencionar as mortandades feitas pelo militarismo dos Estados Unidos mundo afora, com pleno assentimento da maioria nacional — e sem crítica de Trump senão para prometer o bem acolhido isolacionismo.

Quem fez menção ao estado da índole dominante americana foi Hillary Clinton. No seu último discurso, véspera da eleição: "Precisamos curar este país, temos de reunir as pessoas, de ouvir e respeitar um ao outro". Propõe-se cura para quem se sabe estar doente.

Se bem que Hillary, quando integrante do governo Obama, foi avalista de ações de guerra. E não reagiu à falta de atitudes efetivas contra a violência interna, em particular a dirigida aos negros.

Já foi possível aprender ou saber mais, graças a Trump, sobre as ideias da maioria politicamente ativa dos americanos que a identificam com o candidato do egocentrismo nacional. Trump foi eleito por uma multidão de trumps. Mas de como será ele, quando submetido às circunstâncias da Presidência, só se sabe que não será o presidente prometido.

Casuísmo

O ministro Gilberto Kassab quer lançar uma medida provisória para mudar a lei que o impede o governo de intervir na telefônica Oi. Do ponto de vista de uma lei que não sofrera restrições, a providência é para instalar uma ilegalidade. Um casuísmo de ditaduras.

Em recuperação judicial, a Oi deve mais de R$ 65 bilhões. Continua operando como as demais. Na relação das grandes empresas, aparece com perto de 140 mil empregos diretos e indiretos.
A inexplicada ideia de intervenção, em que a principal credora se tornaria interventora, com evidente sobreposição de interesses, acabará por fazer como em tantos casos semelhantes: o governo bancando, com dinheiro público, uma dívida particular de dezenas de bilhões.

Vem mais

A invasão e depredação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, por policiais e bombeiros em reação ao pretendido corte de 30% dos salários do funcionalismo superiores a R$ 5 mil, acrescenta um novo tipo de crise à das finanças estaduais. Mas foi só o começo."

***
Leia Mais ►

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Temer parabeniza Trump - charge do Latuff

Leia Mais ►

Política: A vitória de Donald Trump e uma reflexão sobre o que ela nos diz

Por Guilherme Boneto, no Carta Campinas - "Eu havia selecionado uma linda imagem de Hillary Clinton abraçada a Michelle Obama, e pretendia postá-la hoje cedo no meu Facebook para festejar a vitória da candidata democrata – não reproduzo a fotografia aqui por questão de direitos autorais, mas ela pode ser vista no Facebook de Clinton.


A primeira-dama Michelle, que teve um protagonismo impressionante ao longo de toda a campanha eleitoral americana, pode ter futuro na política do país, exatamente como Hillary, cujo marido foi presidente na década de 1990. Michelle tem tudo para, quem sabe, ser a primeira mulher negra a presidir os Estados Unidos, e eu ficaria encantado em produzir um artigo a respeito nos próximos dias.

Ocorre que o mundo acordou sob forte impacto: Hillary Clinton, ao contrário da imensa maioria das previsões, perdeu as eleições presidenciais. Sob uma votação maciça e expressiva, o empresário Donald Trump foi eleito para substituir Barack Obama e os resultados disso já são sentidos na manhã de hoje. Pelo mundo, bolsas de valores como Londres, Tóquio e Hong Kong caem à medida que as urnas se fecham.

O ex-presidente do México, Vicente Fox, declarou que seu país “não vai pagar por aquela porra de muro”, em referência à barreira que o presidente eleito promete construir na fronteira sul dos Estados Unidos e cujos custos, declarou, ficarão por conta do governo mexicano. Logo, quero declarar que o meu texto sobre os simbolismos de um país eleger um homem negro, e na sequência uma mulher, com possibilidade de fazer o mesmo com uma mulher negra no futuro próximo, terá de ser postergado por alguns anos.

Já fui aos Estados Unidos quatro vezes desde 2012, todas elas a turismo. Conheço cidades como Nova York, Washington D.C., Kansas City, Miami, Orlando, Pittsburgh e Chicago, além de localidades menores no interior. Fui várias vezes àquele país porque admiro os Estados Unidos e porque sempre  fui muito bem tratado pelas pessoas. Lembro-me de ter entrado numa loja certa vez na capital americana, e a moça atrás do balcão me perguntou se eu vivia nos Estados Unidos, num tom que me pareceu apenas curioso. Ao ouvir a minha negativa, ela limitou-se a dizer, sorrindo: “seja bem-vindo aos Estados Unidos!”. Com outros comerciantes, com as pessoas na rua, com funcionários do metrô, com a polícia, até mesmo com a segurança dos aeroportos – e eu passei por vários – sempre tive ótimas experiências, com praticamente todos. E eu acreditava com absoluta sinceridade que os americanos não seriam capazes de eleger Donald Trump.

Mas eu estava lamentavelmente errado. Hoje, vejo reforçar-se a velha ideia de que os americanos dão mesmo uma banana para o mundo. Que, de fato, eles não são capazes de enxergar a importância dos imigrantes para a construção dos Estados Unidos da América enquanto país e para que eles possam se constituir na nação que são hoje. Que um país tão fortemente miscigenado não “pertence” ao povo A ou B, mas a todos que nele quiserem estar, uma ideia moderna que implica reformas imigratórias profundas às quais o presidente eleito não se comprometeu, muito ao contrário. Que fechar as fronteiras aos pobres e necessitados, num momento em que milhares de pessoas fogem da guerra, é mais do que ridículo: é absurdo e desumano.

Eu acreditava de coração que a maioria dos americanos seguia essa linha de pensamento, e que apenas havia uma minoria muito idiota e muito barulhenta. Neste momento, a “minoria” em questão totaliza mais de 58 milhões de votos em favor da candidatura de Donald Trump. Num universo de mais de 300 milhões de habitantes, temos de fato uma minoria. Esta foi suficiente, no entanto, para eleger o presidente da República.

No discurso do presidente eleito, feito na madrugada de hoje, notou-se um tom bem mais ameno do que aquele visto às largas na campanha republicana. Quero crer que Donald Trump será apenas uma figura caricata e não tão perigosa como se alardeia que talvez seja. Sua vitória nos diz muito sobre o mundo em que vivemos e a negação dos líderes e políticos tradicionais, classe muito bem representada pela senadora Hillary Clinton, que lamentavelmente encerra sua carreira política sem ocupar o cargo ao qual aspirou por muito tempo e com muita capacidade de exercer.

Hillary foi elogiada por Trump em seu discurso de vitória: “Nós temos uma dívida com ela por seu serviço ao país”, disse o presidente eleito. Do lado de fora do Hilton Hotel, em Nova York, onde o republicano discursava, centenas de apoiadores não aparentavam a mesma disposição para seguir nessa linha conciliadora. “Prendam-na!”, gritavam com referência a Clinton, repetindo um bordão da campanha sobre a prisão que gostariam de ver para a ex-secretária de Estado. Mais do que assinalar a vitória maciça e inquestionável do republicano Donald Trump, as eleições presidenciais de 2016 nos dizem muito sobre os Estados Unidos da América e o mundo como o conhecemos."

***
Leia Mais ►

Arquivos

Site Meter

  ©Blog do Guara | Licença Creative Commons 3.0 | Template exclusivo Dicas Blogger