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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Política: Polícia Federal reage a ataques de Moro contra a corporação e diz que ele "mente"

Por Victor Fuzeira, no Metrópoles: A Polícia Federal, por meio de nota enviada à imprensa, rebateu o que classificou como "ataques descabidos" do pré-candidato à Presidência da República Sergio Moro (Podemos) à corporação, feitos durante sua participação em entrevista concedida à Jovem Pan.
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Política: Moro é palhaço, está mentindo e não tem caráter, diz Bolsonaro [Vídeo]

No Poder360: O presidente Jair Bolsonaro )PL) afirmou nesta quinta-feira (02) que o possível candidato à Presidência da República em 2022 e ex-ministro Sergio Moro (Podemos) é "palhaço", "mentiroso" e "não tem caráter".
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terça-feira, 17 de agosto de 2021

Mentir e faturar: Corregedor do TSE suspende monetização de perfis com fake news sobre eleições

Por José Higídio, no Conjur: Por constatar que o investigados vêm obtendo vantagens financeiras por meio de reiterados ataques infundados, o ministro Luis Felipe Salomão, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, determinou a suspensão do repasse de valores de monetização de redes sociais a canais e perfis dedicados à propagação de desinformação sobre o sistema eleitoral brasileiro.
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sexta-feira, 12 de março de 2021

Bolsonaro diz que o "caldo vai entornar", usa o espantalho da Forças Armadas e ataca governadores por lockdown [vídeos]

www.seuguara.com.br/live/Bolsonaro/

Da redação do VioMundo: O discurso do ex-presidente Lula parece continuar repercutindo intensamente no entorno do presidente Bolsonaro. Hoje, a maior parte da tradicional live de quinta-feira do presidente da República foi usada para ele dizer que estava ao seu alcance para combater a pandemia de coronavírus.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

O Brasil dos últimos anos elegeu a ignorância como o sol em torno do qual se quer orbitar


Por Fernando Rocha de Andrade, no site da Revista Bula - Atribui-se ao poeta alemão Bertolt Brecht, o vaticinado questionamento "Que tempos são estes em que temos que defender o óbvio?". Apesar da consagração, ao longo do séculos, da ciência e da razão, que teve como pano precursor o movimento renascentista do século 15, agora, em pleno século 21, vozes do obscurantismo vindas de todos os lados escoam para contestar as mais importantes conquistas civilizatórias.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Por que fugir da palavra 'mentiu' para o que fez Bolsonaro? Por Fernando Brito

www.seuguara.com.br/mentira/Jair Bolsonaro/ONU/
Publicado originalmente por Fernando Brito, no Tijolaço - Os grandes jornais fazem uma ginástica vernacular para dizer que Jair Bolsonaro, em seu discurso na ONU, "distorceu" "fantasiou" e "delirou", para ficar no que escreveram Estadão, Folha e O Globo. Foge-se do verbo óbvio: mentiu.
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terça-feira, 22 de setembro de 2020

Justiça manda Twitter apagar postagem mentirosa de Jair Bolsonaro

www.seuguara.com.br/Twitter/Jair Bolsonaro/mentira/
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta segunda-feira (21) que o Twitter apague uma postagem do presidente Jair Bolsonaro, que viola direitos autorais e dissemina fake news. A sentença da juíza Maria Cristina de Brito Lima, da 4ª Vara Empresarial, estabelece o prazo de 24 horas para a rede social remover a publicação.
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Máquina de mentiras de Bolsonaro quer enganar seus próprios apoiadores

Por Bruno Boghossian - A turma do governo se emplumou na virada do ano para fazer uma comparação que parecia impressionante. Auxiliares de Jair Bolsonaro divulgaram que o custo das viagens do presidente sem seu primeiro ano havia sido de R$ 8 milhões, ao passo que Dilma Rousseff havia gastado R$ 483 milhões em 2014.
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

A mentira foi o grande destaque do primeiro ano do governo Bolsonaro. Por Leonardo Sakamoto

Por Leonardo Sakamoto* - O primeiro ano de Jair Bolsonaro demostrou que tanto o presidente da República quanto parte de sua equipe usaram a mentira e a falácia como instrumentos cotidianos de governo. Todo mandatário mente. A questão é quando isso se torna parte estrutural de uma gestão, estando presente em discursos, entrevistas, reuniões, para refutar quaisquer fatos e dados comprovados que estejam na contramão dos desejos do presidente.
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domingo, 8 de dezembro de 2019

A mentira de Moro e Bolsonaro no caso dos laranjas do PSL. Por Moisés Mendes

Quem mentiu, Sergio Moro ou Bolsonaro? A hipótese mais razoável (e mais alarmante) é a de que Moro mentiu para Bolsonaro no caso dos laranjas do PSL. Bolsonaro inventou um documento? Sergio Moro forjou um documento? Este é o começo da matéria da Folha sobre as mentiras.
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sábado, 19 de outubro de 2019

É mentira isso daí!

Via: O Essencial - Bolsonaro mente ao dizer que é falso o 13º do Bolsa Família em Pernambuco - É falsa uma publicação no Twitter que acusa o governador de Pernambuco, Paulo Câmara do PSB, de ser "cara de pau". A publicação afirma isso por ele promover uma campanha publicitária no estado sobre o pagamento de um décima terceira parcela a beneficiários do Bolsa Família.
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sábado, 5 de outubro de 2019

Dilma, que foi oficialmente "corrupta" para Janot, deixou de ser. Agora, espera as provas do Palocci

Viomundo - Não tenho nenhuma dúvida de que a Dilma não é corrupta. Ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, em setembro de 2019. Dilma Rouseff integrou a presente organização criminosa desde 2003, quando assumiu a convite de Lula o Ministério de Minas e Energia. Desde ali contribuiu decisivamente para que os interesses privados negociados em troca de propina pudessem ser atendidos, especialmente no âmbito da Petrobras, da qual fi presidente do Conselho de Administração entre 2003 e 2010.
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sábado, 11 de maio de 2019

'A verdade mora num poço'

Publicado por Paulo Gurgel, em seu blog - "A verdade, meu amor, mora num poço" (Noel Rosa, no samba "Positivismo") - La Vérité sortant du puits armée de son martinet pour châtier l'humanité (A Verdade vem do poço armada com seu chicote (*) para castigar a humanidade) é uma pintura de 1896 do artista francês Jean-Léon Gérôme.
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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Política: Dilma Rousseff desmente fake news sobre ela dita por Bolsonaro em entrevista à TV italiana

A ex-presidente Dilma Rousseff divulgou, na noite desta segunda-feira (21), nota desmentindo uma fake news de Jair Bolsonaro dita em uma entrevista à TV estatal italiana, a RAI. Como de praxe, seus apoiadores vêm disseminando a fake news há bastante tempo, desde a campanha eleitoral de 2010. Bolsonaro concedeu a entrevista na última quarta-feira (16), e mais uma vez insistiu com a notícia falsa. 
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domingo, 23 de dezembro de 2018

Bolsonaro e as redes sociais: a mentira e a manipulação sem intermediários

"Nos anos 1930, um cabo austríaco falava às massas sem intermediários. Usava o rádio e a praça pública. Hoje um capitão reformado brasileiro faz o mesmo usando as redes sociais. Mudam os meio, mas os fins são semelhantes. O afastamento das chamadas associações intermediárias do jogo democrático, como partidos e sindicatos, é típica de governos autoritários.
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terça-feira, 10 de julho de 2018

Das vaidades e das mentiras - charge do Amarildo

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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Política: Michel Temer mente que nem sente [vídeo]

No exercício interino do cargo de presidente da República, desde o golpe político que afastou a presidente Dilma Rousseff legitimamente eleita, Michel Temer se tornou um exemplo de qualquer pessoa decente deve evitar. Um exemplo e como uma pessoa pode se corromper sem constrangimento. No seu pronunciamento no rádio e na TV na noite de natal, Michel Temer se superou. Mentiu descaradamente.
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sábado, 6 de maio de 2017

‘Chomsky desmente colunista da Folha e condena, categoricamente, o golpe de Estado e o governo Temer’


Escrito por Miguel do Rosário, no oCafezinho - Nada como um dia atrás do outro. Clovis Rossi andou espalhando, no Brasil, uma versão falseada (um “fake news”) sobre uma entrevista de Chomski ao Democracy Now. O próprio Chomski agora veio a público desmentir o colunista da Folha.


Chomsky criticou, sim, os governos de esquerda da América Latina, como nós o fazemos todos, por não ter feito tudo que deveriam ter feito. Mas elogia veementemente as conquistas sociais obtidas por eles, em especial pelo governo Lula. Menciona, elogiosamente, livro de Celso Amorim e a política externa coordenada por ele durante a era Lula.

E, por fim, condena, categoricamente, o golpe contra Dilma Rousseff (que ele chama por seu nome correto: golpe) e as medidas neoliberais do governo Temer.

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Políticas deploráveis de Temer merecem severa condenação

por Noam Chomsky, na Folha

Dois artigos de Clóvis Rossi publicados pela Folha passaram uma impressão enganosa a respeito de algumas observações sobre o Brasil e a América Latina que fiz numa entrevista ao programa noticioso do site “Democracy Now”.

Comecei por enfatizar que “conquistas reais” foram alcançadas no Brasil e em outras partes da região e prossegui dizendo: “Êxitos reais foram alcançados, e acredito que muitos deles serão mantidos”.

Discuti esses avanços em maior detalhe em outras ocasiões, falando de como as conquistas dos governos de esquerda/centro-esquerda avançaram muito na reversão dos efeitos desastrosos das políticas neoliberais das chamadas “décadas perdidas”, beneficiando grandemente a maioria da população e aprofundando as bases para a participação democrática.

E em outras entrevistas e artigos também tenho comentado com frequência como a política externa do governo Lula -competentemente resenhada no importante livro de Celso Amorim, “Teerã, Ramalá e Doha”- elevou o Brasil a uma posição de liderança no palco mundial, levando-o a tornar-se um dos países mais respeitados do mundo.

Como Rossi relata, também comentei no “Democracy Now” que houve falhas, incluindo a de escapar do modelo extrativista, e o fato de que grande parte da liderança “juntou-se à elite extremamente corrupta, que sempre roubou; tomaram parte no jogo e perderam a credibilidade”.

Também expressei a esperança de que seja possível agora utilizar as grandes conquistas para avançar mais, evitando os fracassos.

Na verdade, merecem severa condenação o “golpe branco” que afastou Dilma Rousseff (PT) da Presidência e as políticas deploráveis e destrutivas que estão sendo implementadas pelo governo Michel Temer (PMDB). Tais medidas, se não forem revertidas em pouco tempo, causarão prejuízos muito sérios e de longo prazo ao Brasil.

NOAM CHOMSKY é linguista, filósofo e ativista político norte-americano


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sexta-feira, 28 de abril de 2017

“Mentira pura!”: desmontando argumentos do governo sobre a reforma da previdência

Por Helena Borges, no The Intercept/Brasil – “Tem muita gente falando muitas mentiras a respeito da Previdência”, alerta logo de início o vídeo “Minuto da Previdência” produzido pelo governo federal. Publicado no canal do YouTube “Portal Brasil” no dia 13 de abril e replicado em canais de televisão desde então, o vídeo afirma que uma das falácias disseminadas seria a necessidade de trabalhar 49 anos para ter aposentadoria integral. “Mentira pura!”, afirma categoricamente a apresentadora. Cinco dias depois, no entanto, um documento produzido pela equipe do deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da reforma, propunha a redução dos tais 49 anos para 40 anos. O vídeo — e o constrangimento — permanece no ar.




Com inspiração na peça produzida pelo governo, The Intercept Brasil elencou 10 argumentos usados pelo governo para defender a proposta de Reforma da Previdência apresentada por ele e convidou a professora Denise Lobato Gentil, do departamento Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, especializada em Macroeconomia e Economia do Setor Público, para comentar cada um. Os argumentos foram todos tirados de discursos e entrevistas do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
 
1_ “Sem reforma, gasto previdenciário vai a 17,2% do PIB em 2060”



Para fazer uma projeção segura, é necessário trabalhar com uma margem de erro, e não tratar os números com determinismo, como faz o ministro. A professora cita o exemplo do Banco Central estipulando a inflação prevista para um ano: “Ele diz ‘vai estar entre…’ e aí estabelece um intervalo de confiança. Se acerta naquele intervalo, está cumprindo a meta”. Já a proposta da Reforma da Previdência não faz isso: o ministro dá um número com exatidão até nos décimos.

Previsões econômicas também costumam apresentar, pelo menos, três “cenários possíveis”. Isso é feito para se abranger possibilidades de crises ou de melhoras no plano econômico. O governo trabalha com apenas uma possibilidade.

2_ “Estados ficam insustentáveis sem uma reforma”



A especialista afirma que é necessário investigar a raiz do problema em cada estado e que o “discurso oficial” — todos estão endividados por questões previdenciárias — joga a culpa sobre quem não foi responsável pelos problemas.

Ela cita como exemplo o Rio de Janeiro, que considera o mais encrencado: “Dizer que o estado está quebrado é de fato uma platitude, se você não disser quem causou”. E explica que o maior problema foi o Fundo de Previdência dos Servidores Públicos ter sido “desfalcado” pelo governo Sérgio Cabral (PMDB-RJ).

Duas saídas estratégicas sugeridas para a crise do Rio foram a suspensão da dívida do estado com a União e a revisão de desonerações concedidas em impostos, como o ICMS e o IPVA.

3_ “Outros países tiveram que tomar atitudes dramáticas porque esperaram por muitos anos”



Em países europeus existe uma idade mínima e uma idade de referência: “A mínima é aquela em que um europeu pode se aposentar sem ganhar a aposentadoria integral, com 57, 58 ou 59 anos. A idade de referência que é 65 anos”. O governo brasileiro quer “tomar atitudes” ainda mais “dramáticas”, elevando a idade mínima aos patamares daquela usada como referência em outros países.

Muitos também estão revendo as regras de aposentadoria escritas depois de 2008, mas para diminuir as exigências. Na França, os dois candidatos que foram para o segundo turno falam em rever o tempo de contribuição exigido. No Japão, ele  foi reduzido de 25 para 10 anos recentemente.

Por último, Lobato lembra que a presidente do FMI, Christine Lagarde chamou a atenção do ministro Henrique Meirelles em Davos (Suíça), durante o Fórum Econômico Mundial. Após uma apresentação de Meirelles sobre o ajuste fiscal e a Reforma da Previdência, Lagarde afirmou que a prioridade deveria ser combater as desigualdades sociais e alfinetou: “Não sei por que as pessoas não escutaram (que a desigualdade é nociva), mas, certamente, os economistas se revoltaram e disseram que não era problema deles”.

4_ “É fundamental para a recuperação da economia em 2017”



No curto prazo, a maior possibilidade, segundo a professora, é que a reforma agrave a situação da Previdência, “porque a gente já sabe que, ao anunciar a Reforma da Previdência, houve uma corrida às aposentadorias”. Ela ressalta que os aportes em previdências privadas aumentaram em 2016 e que devem continuar a subir em 2017.

No longo prazo, Lobato explica que a reforma vai desestimular o recolhimento do benefício, porque as pessoas acharão que não conseguirão contribuir o suficiente para se aposentar e, por considerar que nunca alcançarão os requisitos, vão desistir de contribuir: “Elas vão preferir contribuir com um plano privado. Aliás, esse é o projeto: estimular os fundos privados de aposentadoria”.

Outro fator que puxa a receita da previdência para baixo, no curto prazo, é o desemprego. Foram encerrados 1.3 milhão de postos de trabalho em 2016 e, em janeiro e fevereiro, os índices continuaram aumentando. Com a perda de empregos, a receita tende a cair. No longo prazo, a Lei de Terceirização pode complicar ainda mais esse cenário, com a transformação de muitos trabalhadores em Microempreendedores Individuais (MEI), que contribuem menos para a Previdência.

5_ “Não vai prejudicar o trabalho com menor renda”





Em primeiro lugar, a nova aposentadoria não desprezará mais, no cálculo do valor a ser pago, os 25% da contribuição referente aos menores salários do trabalhador. Será feito com base na média do valor total contribuído. Isso significa incluir o período em que o trabalhador recebia um salário baixo e, portanto, puxa a média para baixo.

Para o trabalhador com menor renda, porém, a situação é ainda mais perigosa porque, em geral, são trabalhadores informais. A professora lembra que a taxa de informalidade no Brasil é superior a 40%: “você tem aí muita gente que sequer receberá um benefício previdenciário. O governo não fez nenhuma reforma para incluí-los, o que já é um equívoco”.


6_ “Preservam o ajuste fiscal e beneficiam os mais pobres”



A juventude do nordeste e da periferia das grandes cidades será a mais afetada e mais empobrecida. A expectativa de vida dos homens do nordeste e do norte é muito mais baixa do que no sudeste, em muitas cidades das duas regiões, não chega aos 65 anos. Quando o governo exige uma idade mínima de 65 anos, “ele tá dizendo para uma grande parte da população brasileira pobre que ela não se aposentará”.

7_ “Ele [trabalhador mais pobre] já tende a se aposentar por idade”



Segundo a professora, a frase está correta, mas deve ser relativizada. Grande parte das pessoas mais pobres  se aposenta por idade porque não consegue comprovar 15 anos de contribuição. Ela aponta, no entanto, que muitos continuam trabalhando na informalidade, recebendo paralelamente aposentadorias equivalentes a um salário mínimo.

8_ “As mulheres mais jovens já estão com remuneração igual à dos homens. A tendência obviamente é que em 20 anos isso estará igualado. Então nós teremos um mercado de trabalho igualitário”



Dados do IBGE indicam o contrário. Na Pnad de 2015, mulheres em cargos de chefia ou direção recebiam 68% do que era pago aos homens na mesma posição. E o pior: o índice apresentado é inferior ao registrado dez anos antes: em 2005, a remuneração das mulheres no alto escalão equivalia a 71% do que era pago aos homens.De acordo com um estudo do Fórum Econômico Mundial publicado em novembro, a igualdade salarial entre os gêneros no mundo só será alcançada daqui a 169 anos.

A professora ressalta que as mulheres negras recebem menos de 40% do salário médio de um homem branco e, as brancas, 70% do salário de um homem branco.Ela lembra que 64% das aposentadorias por idade são de mulheres. E explica que elas não conseguem comprovar os 30 anos de contribuição necessários para se aposentarem por tempo de contribuição. Lobato lembra que os índices de participação das mulheres no mercado formal ainda é muito baixo. Isso é o que dificulta a comprovação da contribuição.

9_ “Esse argumento falacioso [de que não existe rombo] usa todas as receitas vinculadas à seguridade social e Previdência para cobrir somente despesas com a Previdência, o que gera um superávit de R$ 100,1 bilhões”


Lobato é uma dos vinte especialistas reunidos para escrever o livro “A Previdência Social em 2060: As inconsistências do modelo de projeção atuarial do governo brasileiro”, que desmontou o modelo de cálculo utilizado para estruturar a proposta de Reforma da Previdência.

Ela explica que a base do trabalho é a Constituição Federal de 1988. Segundo a Carta, a seguridade social garante um Sistema Único de Saúde universal, benefícios assistenciais para aqueles que não conseguem contribuir e uma previdência digna, que não pode ser inferior ao salário mínimo, para aqueles que não conseguem retornar ao mercado de trabalho. “A conta que você faz é pegar todas as receitas que estão asseguradas na Constituição Federal como vinculadas à seguridade social e colocá-las a serviço das despesas da seguridade social”, ensina a professora.

Além desta conta, Lobato lembra que há, ainda, os desvios feitos com base na Lei de Desvinculação de Receitas da União (DRU). Ela explica que o governo Michel Temer, em julho de 2016, aumentou o percentual de desvinculação de receitas da União — dinheiro desviado do fundo previdenciário para outros fins — de 20% para 30%.

“E há também um enorme espaço para combate aos devedores da dívida ativa”, conta Lobato. Ela cita um estudo da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, que mostra que R$ 100 bilhões são de recuperabilidade fácil. A economista lembra que estima-se que as sonegações por parte das grandes empresas representem 27% da receita da previdência. “É uma coisa assombrosa, o governo de um lado desonera de forma estratosférica: R$ 283 bilhões por ano é o valor da desoneração no Brasil. Não persegue os devedores e ainda quer fazer um ajuste fiscal pelo lado do gasto, ou seja, nas costas da população mais pobre”.

10_ “O mais importante é que cada um tenha a certeza de que vai receber aposentadoria.”



Lobato faz parte de um grupo de economistas, matemáticos, engenheiros e analistas que estão fazendo uma avaliação criteriosa sobre o novo modelo de cálculo apresentado pelo governo. Segundo os resultados mais recentes das simulações feitas a partir dos dados entregues pelo próprio governo — de acordo com os valores previstos para a inflação e o salário mínimo, por exemplo —, o poder de compra da aposentadoria irá cair:

“As curvas do poder de compra dessas aposentadorias são todas decrescentes, conforme os próprios cálculos do governo. Há uma queda na renda dos aposentados prevista no modelo atuarial do governo. É um modelo de empobrecimento.”

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sábado, 11 de março de 2017

Jornalista da Folha descobre que MBL dissemina mentiras


Escrito por Miguel do Rosário, em O Cafezinho - O premiado jornalista Gilberto Dimenstein descobriu que umas das fontes mais prolixas de notícias falsas, na internet brasileira, é o MBL, o “movimento social” patrocinado pelo PSDB.

Bom saber.


Faltou talvez Dimenstein admitir que o exemplo foi dado pela grande imprensa, como Folha, onde ele mesmo trabalha, que publicou certa feita uma ficha falsa de Dilma Rousseff. Pega na mentira, a Folha saiu-se com um clássico da pós-verdade (e acho que, na época, ainda nem se usava muito esse termo): “a autenticidade [do documento]  não pode ser assegurada, bem como não pode ser descartada”.

Estou dando apenas um exemplo: a tradição de pós-verdade da mídia corporativa, hoje, é uma rotina diária.

Naturalmente, a mídia é muito mais competente, em produção de mentiras, do que o MBL e sites como o “Jornalivre”.

Outra coisa interessante: Dimenstein também parece ter esquecido que a Folha, onde ele trabalha, passou todo o período de construção do golpe tratando o MBL como um movimento social muito importante. O jornalista não quis ligar os pontos: que o mesmo MBL, tão importante para dar ao impeachment um colorido de “movimento de rua”, sempre abusou da mentira para confundir o debate público.

O Fernando Holiday, que Dimenstein descobriu agora ser um mentiroso contumaz, inaugurou diversas ações genuinamente fascistas na Câmara de Vereadores de São Paulo, como invadir reuniões alheias, apenas para provocar, tentando obter alguns segundos de vídeo que lhe permitisse produzir um simulacro de realidade. (simulacro de realidade é também conhecido popularmente como “mentira”).

Ao final do texto, o jornalista ainda comete uma pequena – quase inocente – sabujice, mas que também é típica de nossos tempos de intolerância política: diz que essa “canalhice” acontece à esquerda e à direita. A observação me fez imaginar um jornalista, após descobrir que o monstro da Noruega que assassinou dezenas de jovens era próximo de organizações de extrema-direita, terminasse sua reportagem ressaltando que essa “canalhice acontece à direita e à esquerda”.

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No Comunique-se
 
Minha descoberta sobre notícias falsas – por Gilberto Dimenstein

Um dos temas mais importantes – talvez o mais importante – das mídias hoje é a disseminação de notícias falsas pelas redes sociais. Algumas das melhores cabeças do mundo estão buscando soluções. O que se tem de concreto é o seguinte: o jornalismo está em alta justamente por ter como missão (muitas vezes não consegue) buscar um mínimo de precisão.

Quero compartilhar aqui minha investigação – e certamente vai ajudar os mecanismos de combate à falsidade. Dirigentes do MBL (talvez por serem muito jovens e não saberem que eu, como repórter, ganhei os principais prêmios dentro e fora do Brasil por minhas reportagens investigativas) começaram a disseminar contra mim notícias obviamente mentirosas. Deixei correr para descobrir as pistas, sabendo que, por inexperiência, rastros seriam deixados.

Vi, então, que um dos disseminadores das mentiras é o líder do MBL, Fernando Holiday. Numa conversa telefônica (gravada), ele me revelou que o texto não era dele. Mas “concordava”. Perguntei-lhe, então, já que ele tinha tanta certeza, qual era sua fonte de informação. Revelou: Jornalivre.

Bastava ele dizer para mim: “peço desculpas, fui induzido a erro”. Tudo teria acabado aí. Não: com mais ferocidade, ele gravou um vídeo reafirmando todas as acusações. Achei estranho. Como estudante de Direito, ele deveria desconfiar de sua fragilidade numa ação de indenização por danos morais. Essa ferocidade aguçou minhas desconfianças.

Pode-se acusar Holiday de qualquer coisa. Menos de burro. Ele tem, no seu universo, uma trajetória de sucesso: venceu as barreiras criadas por ser pobre, negro e gay. Nesse ponto, admito, eu até o admiro. E, sinceramente, apesar de ele ter ideias muito diferente das minhas, também aprecio quem se dispõe a lançar debates contra a corrente – acho que esse tipo de provocação ajuda uma reflexão coletiva.

Por que ele insistiria em manter falsidades que daria para desmontar em 30 segundos? Ele escreveu, por exemplo, que eu tenho um “boteco” na Vila Madalena. Fiz um desafio nas redes sociais que chamou a atenção de centenas de milhares de pessoas: quem provar que eu tenho esse tal “boteco” pode ficar com o imóvel. Gerou então uma caça à comprovação.

Sabia que, ao fazer o desafio, rastros seriam deixados pelos responsáveis dessa engrenagem de fake news para provar que seria mesmo um “boteco”. Perfis falsos começaram a surgir usando o mesmo estilo de escrita de pessoas que eu já conhecia.

Comecei a investigar o Jornalivre que, recentemente, saiu numa lista de sites falsos. O site não é registrado no Brasil. Até aí, ok. Não tem expediente. Nem contato. Fui mais longe e colhi fortes indícios de que a fonte original é um publicitário de uma grande agência de publicidade brasileira, banido desta página por ser um hater. Descobri comunicação, via redes sociais, entre esse publicitário e dirigentes do MBL. Quando tiver as provas materiais, darei o nome. Vocês vão ficar surpresos em saber que alguém assim ocupa um cargo tão importante numa agência tão importante.

Como um site que não tem expediente – ou seja, um responsável – pode ser fonte confiável? Ainda mais para um homem público? Assim se vê a trilha. Monta-se um site falso, impossível de responsabilizar alguém – e uma rede dissemina.

Aviso: essa canalhice digital ocorre à esquerda e à direita.

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Gilberto Dimenstein. Jornalista, escritor e empreendedor. Ao longo de sua carreira, foi contemplado com diversas premiações nacionais e internacionais, incluindo troféus no Prêmio Comunique-se. Na imprensa, colaborou com a Folha de S. Paulo por 28 anos, integrou o time de colunistas da CBN e idealizou o site Catraca Livre.
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